GWM Haval H6 reestilizado com motor flex deve estrear no Salão do Automóvel de São Paulo em novembro de 2025. O SUV médio, fabricado em Iracemápolis, interior de São Paulo, incorpora atualizações visuais e mecânicas para atender ao mercado brasileiro. A montadora chinesa confirma a novidade como parte de sua expansão local, com produção iniciada recentemente na antiga planta da Mercedes-Benz.
Veículos camuflados circulam pelas ruas desde junho, sinalizando testes finais antes da apresentação oficial.
- Principais mudanças incluem nova grade frontal e faróis com 54 LEDs.
- Traseira mantém lanternas separadas, diferentemente da versão chinesa.
- Interior ganha central multimídia com software exclusivo da GWM.
A fábrica de Iracemápolis opera desde agosto, com capacidade para 50 mil unidades anuais do Haval H6.
Mudanças no design exterior
A reestilização foca em elementos frontais redesenhados para maior presença visual. A grade amplia sua extensão, ocupando quase toda a largura do para-choque, enquanto os faróis adotam matriz de LEDs com alcance de 190 metros. Esses ajustes seguem a linguagem recente da Haval, vista em modelos como o Tank 300.
Unidades flagradas em São Paulo exibem camuflagem apenas na dianteira, preservando a traseira atual com lanternas não conectadas. O comprimento total aumenta para 4,703 metros, com entre-eixos de 2,738 metros mantido. Rodas de liga leve preta e bordas de janela em preto brilhante completam as atualizações externas.
Avanços na motorização híbrida
O motor 1.5 turbo flex representa a principal inovação mecânica. Desenvolvido em parceria com a Bosch, o propulsor opera com gasolina ou etanol em configurações híbrida (HEV) e plug-in (PHEV). Na versão HEV, combina com motores elétricos para 243 cv totais e torque de 54 kgfm.
A produção inicial usa gasolina, com transição para flex prevista em todas as variantes a partir do primeiro semestre de 2026. O câmbio de dupla embreagem com sete marchas permanece, garantindo aceleração de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos.
Consumo médio alcança 18 km/l em ciclo misto, superior a rivais como Toyota Corolla Cross. Baterias de 19 kWh na PHEV19 permitem 90 km de autonomia elétrica.
Produção local e cadeia de suprimentos
A planta de Iracemápolis inicia com índice de nacionalização de 35%, usando 100 fornecedores brasileiros para componentes como baterias e eletrônicos. A meta eleva para 60% em 2026, reduzindo custos em 15%. Investimentos totais somam R$ 10 bilhões até 2032, gerando 2 mil empregos diretos.
Montagem segue regime de peças importadas individualizadas, evoluindo para fabricação plena. O Haval H6 lidera vendas de híbridos no Brasil, com 22.893 unidades em 2024 e 5.761 no primeiro trimestre de 2025.
Exportações para América Latina começam em 2027, usando a unidade como hub regional.

Equipamentos e conectividade aprimorados
Tecnologia embarcada expande com reconhecimento facial para ajuste automático de bancos na versão PHEV34. O sistema inclui comandos de voz, Wi-Fi e preparação para subwoofer.
Painel digital de 12,3 polegadas integra navegação e monitoramento de energia híbrida. Assistentes de condução nível 2 oferecem frenagem automática e alerta de faixa.
Versões disponíveis incluem HEV2 a partir de R$ 220 mil, com PHEV34 e GT até R$ 280 mil.
Estratégia de mercado da GWM
A marca planeja cinco lançamentos em 2026, incluindo Haval H4 como SUV de entrada. O Haval H6 nacional reforça liderança em híbridos, com 15% de market share em médios.
Foco em adaptações locais, como tropicalização de motores, atende demandas urbanas. A GWM negocia parcerias para logística, ampliando estoque regional.
Perspectivas para o Salão do Automóvel
O evento em novembro destaca o Haval H6 como atração principal da GWM. Exposição inclui demonstrações de carregamento PHEV e test-drives híbridos.
Outras chinesas, como BYD e MG, competem com estreias semelhantes. A GWM visa 25 mil unidades anuais do H6, expandindo rede de concessionárias para 150 pontos.
Pré-venda inicia em dezembro, com entregas em janeiro de 2026.
Integração com mobilidade sustentável
O híbrido flex posiciona o H6 como opção eficiente para cidades. Redução de emissões atende normas Inmetro, com selo A de eficiência.
Baterias garantem 8 anos de vida útil, com reciclagem local planejada.