Detectado em junho de 2025, o cometa 3I/ATLAS, vindo de fora do Sistema Solar, é o maior objeto interestelar já observado próximo à Terra, segundo a Nasa. Com diâmetro entre 5 e 11 quilômetros, ele se desloca a 209 mil km/h e expele jatos de poeira e gás em direção ao Sol. A agência espacial confirma que o cometa não representa risco ao planeta. Ele atingirá o ponto mais próximo do Sol em 29 de outubro, sendo visível novamente em novembro.
O cometa foi identificado pelo projeto ATLAS, no Chile, e sua trajetória incomum indica origem em outro sistema estelar. A Nasa ativou o protocolo de defesa planetária em 21 de outubro para monitorar o objeto. Dados coletados ajudarão a entender a formação de corpos interestelares.
- Diâmetro estimado: 5 a 11 quilômetros.
- Velocidade: cerca de 209 mil km/h.
- Composição: gelo, poeira e fragmentos rochosos.
- Origem: formado há bilhões de anos, antes do Sol.
Origem e características únicas
O 3I/ATLAS é o terceiro objeto interestelar catalogado, daí a designação “3I”. Composto por gelo, poeira e rochas, sua formação remonta a bilhões de anos, anterior ao Sistema Solar.
A trajetória do cometa, que não orbita o Sol, confirma sua origem externa, tornando-o um dos mais antigos corpos celestes já estudados.
Descoberta pelo projeto ATLAS
A identificação ocorreu em junho de 2025, por meio do telescópio do projeto Asteroid Terrestrial-Impact Last Alert System, no Chile. Em agosto, o Observatório de Teide, na Espanha, capturou imagens detalhadas.
O cometa exibe um jato de poeira e gás com 10 mil km de extensão, formado pelo aquecimento do gelo em sua superfície. Essa característica, comum em cometas, cria a cauda visível e facilita estudos sobre sua composição.

Monitoramento intensivo da Nasa
A Nasa acompanha o 3I/ATLAS desde sua detecção, utilizando o protocolo de defesa planetária. O objetivo é rastrear sua órbita com precisão.
O cometa estará mais próximo do Sol em 29 de outubro, permitindo análises detalhadas de sua estrutura.
Em novembro, ele será visível da Terra, oferecendo novas oportunidades de observação.
A agência descarta qualquer risco de colisão, reforçando que o objeto segue uma trajetória segura.
Especulações descartadas
A composição e o comportamento do 3I/ATLAS geraram hipóteses sobre uma possível origem artificial. Um estudo de Harvard sugeriu que o objeto poderia ser tecnologia extraterrestre.
A Nasa refutou a ideia, afirmando que o cometa exibe características naturais típicas. “É um corpo celeste, não uma construção”, disse Tom Statler, cientista da agência.
As evidências apontam para processos naturais, como a liberação de gases pelo aquecimento solar.
Próximas observações
O 3I/ATLAS será monitorado intensamente em 29 de outubro, quando estará mais próximo do Sol. Cientistas esperam registrar mudanças em seus jatos de poeira e gás.
O evento permitirá estudar como corpos interestelares reagem à radiação solar. Após essa data, o cometa voltará a ser visível da Terra, em novembro, com observações detalhadas.
Impacto científico
A análise do 3I/ATLAS pode revelar dados sobre a formação de sistemas estelares distantes. Sua composição oferece pistas sobre o universo primitivo.