Ciência

Objeto interestelar 3I/ATLAS pode ser tecnologia extraterrestre, diz estudo de Harvard

Imagem através do Telescópio Espacial Hubble do cometa interestelar 3IATLAS, mostrando sua cabeleira e uma cauda crescente
Imagem através do Telescópio Espacial Hubble do cometa interestelar 3IATLAS, mostrando sua cabeleira e uma cauda crescente - Foto: NASA/ESA/David Jewitt (UCLA) Imagem através do Telescópio Espacial Hubble do cometa interestelar 3IATLAS, mostrando sua cabeleira e uma cauda crescente - Foto: NASA/ESA/David Jewitt (UCLA)

Cientistas liderados por Avi Loeb, da Universidade de Harvard, publicaram estudo que explora a possibilidade de o objeto interestelar 3I/ATLAS ser um artefato tecnológico de origem extraterrestre. Descoberto em 2025, o corpo celeste apresenta órbita retrógrada quase alinhada ao plano terrestre, com probabilidade de 0,2% de ocorrência natural. A pesquisa, realizada em parceria com Adam Hibberd e Adam Crowl, da Iniciativa para Estudos Interestelares em Londres, defende testes científicos para a hipótese.

O objeto mede cerca de 20 km de diâmetro e não emite gases cometários típicos.

  • Ausência de cauda ou atividade volátil.
  • Tamanho superior a asteroides interestelares conhecidos.
  • Trajetória sincronizada com órbitas de Vênus, Marte e Júpiter.

Características da órbita

A órbita retrógrada do 3I/ATLAS ocorre em sentido oposto ao dos planetas do Sistema Solar. Essa configuração reduz drasticamente as chances de formação natural.

Pesquisas indicam que apenas 1 em 500 objetos interestelares apresentaria alinhamento similar. O corpo celeste passou atrás do Sol, limitando observações diretas com telescópios terrestres.

Hipótese da floresta escura

O estudo invoca o conceito de que civilizações avançadas evitam emissões detectáveis para prevenir ameaças. Essa ideia explica o silêncio cósmico observado no paradoxo de Fermi.

Loeb compara a investigação à aposta de Pascal, priorizando a avaliação de riscos existenciais. A ausência de sinais não prova inexistência de vida inteligente185.

cometa
cometa – Foto: Nazarii_Neshcherenskyi/Shutterstock.com

Manobra de desaceleração proposta

Os autores descrevem uma possível manobra Oberth reversa no 3I/ATLAS. Essa técnica usa gravidade solar para reduzir velocidade e aproximar-se de planetas.

Naves espaciais humanas empregam variações da manobra Oberth para ganhos de eficiência. No caso do objeto, a execução indicaria planejamento intencional.

A trajetória oculta sugere camuflagem deliberada.

Tamanho e composição analisados

O diâmetro de 20 km excede o de ‘Oumuamua, primeiro interestelar confirmado em 2017. A falta de gases descarta classificação como cometa convencional.

Espectroscopia não detectou elementos voláteis comuns em corpos gelados. A densidade estimada aponta para material metálico ou rochoso compacto.

Observações futuras recomendadas

O Observatório Vera C. Rubin iniciará operações em 2025 para detectar mais objetos interestelares. Loeb defende buscas por tecnossinais em futuros visitantes.

  • Monitoramento de variações de brilho.
  • Análise de reflexões de rádio.
  • Espectros para assinaturas artificiais.

Contexto de descobertas anteriores

‘Oumuamua exibiu aceleração não gravitacional em 2017, gerando debates semelhantes. Borisov, segundo interestelar em 2019, comportou-se como cometa natural.

O 3I/ATLAS representa o terceiro caso documentado. Dados do Pan-STARRS confirmaram a origem fora do Sistema Solar. A velocidade hiperbólica supera a escape solar em 30 km/s.

Implicações para a astrofísica

Investigações como essa expandem métodos de detecção de vida extraterrestre. A comunidade científica mantém ceticismo, exigindo evidências concretas.

Loeb enfatiza que objetos naturais permanecem a explicação mais provável. Testes eliminam hipóteses alternativas de forma sistemática.

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