Cientistas liderados por Avi Loeb, da Universidade de Harvard, publicaram estudo que explora a possibilidade de o objeto interestelar 3I/ATLAS ser um artefato tecnológico de origem extraterrestre. Descoberto em 2025, o corpo celeste apresenta órbita retrógrada quase alinhada ao plano terrestre, com probabilidade de 0,2% de ocorrência natural. A pesquisa, realizada em parceria com Adam Hibberd e Adam Crowl, da Iniciativa para Estudos Interestelares em Londres, defende testes científicos para a hipótese.
O objeto mede cerca de 20 km de diâmetro e não emite gases cometários típicos.
- Ausência de cauda ou atividade volátil.
- Tamanho superior a asteroides interestelares conhecidos.
- Trajetória sincronizada com órbitas de Vênus, Marte e Júpiter.
Características da órbita
A órbita retrógrada do 3I/ATLAS ocorre em sentido oposto ao dos planetas do Sistema Solar. Essa configuração reduz drasticamente as chances de formação natural.
Pesquisas indicam que apenas 1 em 500 objetos interestelares apresentaria alinhamento similar. O corpo celeste passou atrás do Sol, limitando observações diretas com telescópios terrestres.
Hipótese da floresta escura
O estudo invoca o conceito de que civilizações avançadas evitam emissões detectáveis para prevenir ameaças. Essa ideia explica o silêncio cósmico observado no paradoxo de Fermi.
Loeb compara a investigação à aposta de Pascal, priorizando a avaliação de riscos existenciais. A ausência de sinais não prova inexistência de vida inteligente185.

Manobra de desaceleração proposta
Os autores descrevem uma possível manobra Oberth reversa no 3I/ATLAS. Essa técnica usa gravidade solar para reduzir velocidade e aproximar-se de planetas.
Naves espaciais humanas empregam variações da manobra Oberth para ganhos de eficiência. No caso do objeto, a execução indicaria planejamento intencional.
A trajetória oculta sugere camuflagem deliberada.
Tamanho e composição analisados
O diâmetro de 20 km excede o de ‘Oumuamua, primeiro interestelar confirmado em 2017. A falta de gases descarta classificação como cometa convencional.
Espectroscopia não detectou elementos voláteis comuns em corpos gelados. A densidade estimada aponta para material metálico ou rochoso compacto.
Observações futuras recomendadas
O Observatório Vera C. Rubin iniciará operações em 2025 para detectar mais objetos interestelares. Loeb defende buscas por tecnossinais em futuros visitantes.
- Monitoramento de variações de brilho.
- Análise de reflexões de rádio.
- Espectros para assinaturas artificiais.
Contexto de descobertas anteriores
‘Oumuamua exibiu aceleração não gravitacional em 2017, gerando debates semelhantes. Borisov, segundo interestelar em 2019, comportou-se como cometa natural.
O 3I/ATLAS representa o terceiro caso documentado. Dados do Pan-STARRS confirmaram a origem fora do Sistema Solar. A velocidade hiperbólica supera a escape solar em 30 km/s.
Implicações para a astrofísica
Investigações como essa expandem métodos de detecção de vida extraterrestre. A comunidade científica mantém ceticismo, exigindo evidências concretas.
Loeb enfatiza que objetos naturais permanecem a explicação mais provável. Testes eliminam hipóteses alternativas de forma sistemática.