Uma área de baixa pressão atmosférica se forma na costa entre o Sul e o Sudeste do Brasil nesta segunda-feira, 3 de novembro de 2025, impulsionando pancadas de chuva sobre o centro-sul do país. O deslocamento de um cavado em níveis médios da atmosfera agrava a instabilidade, com risco de volumes elevados de precipitação e rajadas de vento acima de 60 km/h em várias regiões. Autoridades meteorológicas, como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), emitem alertas para temporais que podem ocorrer a qualquer momento do dia, afetando especialmente o norte do Paraná, oeste e norte de São Paulo, Triângulo Mineiro, sul de Goiás e leste de Mato Grosso do Sul.
Esses fenômenos resultam da combinação de umidade elevada e ar quente, típicos da transição para a primavera sob influência do La Niña, que intensifica corredores de umidade no país.
- Áreas em alerta vermelho incluem capitais como Porto Alegre e Florianópolis, com chuvas de até 50 mm em poucas horas.
- No Centro-Oeste, sul de Goiás registra risco moderado de alagamentos.
- Temperaturas matinais variam de 14°C a 21°C no Sul, subindo para 30°C à tarde em zonas mais quentes.
Sistemas de baixa pressão impulsionam instabilidade
O sistema de baixa pressão se intensifica ao longo do dia, favorecendo chuvas fortes na faixa leste do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Porto Alegre e Florianópolis enfrentam temporais localizados entre a manhã e a tarde, com volumes que podem superar 40 mm.
Nas áreas centrais dos estados sulistas, além do sul, centro e leste do Paraná, as pancadas se manifestam de forma intermitente, sem volumes extremos.
Alertas para o Sudeste e impactos locais
A umidade se espalha pelas áreas centrais, estendendo os alertas para o Rio de Janeiro, sul do Espírito Santo e metade sul e oeste de Minas Gerais. Em São Paulo, o noroeste e nordeste paulista entram em atenção para rajadas de vento acima de 70 km/h.
Goiás e Mato Grosso completam o quadro de risco, com chuvas moderadas a fortes que persistem até o entardecer. A Defesa Civil recomenda monitoramento constante de rios e encostas nessas zonas.
O Inmet classifica o nível como laranja em partes do Triângulo Mineiro, onde a precipitação acumulada pode atingir 30 mm em uma hora, elevando o potencial para deslizamentos em áreas vulneráveis.
No Rio de Janeiro, a capital vê nebulosidade crescente desde o início da manhã, com máximas limitadas a 26°C devido à cobertura de nuvens.

Centro-Oeste sob risco de volumes elevados
No leste de Mato Grosso do Sul, a situação exige vigilância para temporais com chuvas volumosas e ventos fortes, podendo registrar até 50 mm de precipitação.
Áreas centrais e norte do sul mato-grossense, junto ao noroeste paranaense, ficam em alerta para eventos isolados a qualquer hora.
O sul de Goiás reforça o perigo, com rajadas que superam 60 km/h e risco de interrupções no fornecimento de energia.
Esses padrões climáticos, influenciados pela Zona de Convergência do Atlântico Sul, mantêm a umidade elevada, contrastando com secas em outras partes do país.
Previsão detalhada para o Norte
Chuva ganha intensidade no Tocantins, sudoeste do Maranhão e metade sul e leste do Pará, com precipitações moderadas a fortes e temporais localizados.
No Acre, Rondônia, Amazonas, Roraima e Pará, pancadas alternam com períodos de sol, mantendo temperaturas entre 28°C e 35°C.
O calor úmido predomina, mas a nebulosidade reduz as máximas em Belém para cerca de 32°C.
Condições secas no Nordeste
Pontos isolados no leste de Pernambuco e Paraíba registram chuvas rápidas, sem volumes significativos.
No sertão e agreste, a massa de ar seco assegura sol intenso e calor, com umidade relativa do ar entre 20% e 30% nas horas mais quentes.
Teresina destaca-se como a capital mais quente, com picos acima de 40°C previstos para o mês, agravando riscos de desidratação.
Influência do La Niña no padrão climático
O fenômeno La Niña, ativo no Pacífico Equatorial, facilita a formação de corredores de umidade que se estendem do Norte ao Sudeste, organizando-se possivelmente na Zona de Convergência do Atlântico Sul. Essa dinâmica explica a frequência de chuvas acima da média no Paraná, Sudeste e Centro-Oeste, com anomalias positivas de até 50 mm no acumulado mensal. No entanto, o Rio Grande do Sul pode ver redução nos episódios, ficando próximo à normalidade climatológica. Temperaturas no Norte e Nordeste tendem a exceder os 28°C em média, enquanto o Sudeste experimenta resfriamentos pontuais devido a frentes frias. Episódios de frio atípico repetem-se no centro-sul, com mínimas abaixo de 15°C em serras gaúchas e catarinenses.
A previsão mensal do Inmet indica equilíbrio entre precipitação normal e acima da média no oeste do Amazonas e sudeste do Pará, contrastando com secas no MATOPIBA. Esses padrões beneficiam cultivos de inverno no Sul, mas desafiam o plantio de soja em áreas secas do Nordeste. A transição para novembro reforça a necessidade de adaptação agrícola, com umidade elevada no solo favorecendo o enchimento de grãos em regiões como o Paraná.
Orientação para população e agricultura
Moradores em zonas de risco devem evitar áreas alagadiças e monitorar boletins oficiais.
Na agricultura, produtores no Centro-Oeste preparam-se para volumes acima da média, otimizando irrigação em lavouras de soja e milho.
- Desligue aparelhos elétricos durante rajadas para prevenir acidentes.
- Mantenha-se atualizado via apps do Inmet e Climatempo.
- Em caso de alagamento, busque abrigo em estruturas elevadas.