A Nasa ativou o protocolo de defesa planetária após detectar variações na trajetória e no brilho do cometa 3I/ATLAS. O objeto interestelar, descoberto em julho de 2025 pelo telescópio ATLAS no Chile, apresenta desafios em previsões orbitais. A agência colabora com a Rede Internacional de Alerta de Asteroides (IAWN) e o Minor Planet Center em Harvard para coordenar observações globais.
Não há risco imediato à Terra, mas a mobilização inclui campanhas de treinamento nos próximos meses. O cometa atinge o periélio em 30 de outubro de 2025, próximo à órbita de Marte.
- Telescópios Hubble e James Webb registram cauda anti-solar.
- Jatos de partículas direcionados ao Sol distorcem cálculos.
- Velocidade superior a 210 mil km/h confirma origem extrasolar.
Variações no brilho e posição
Astrônomos identificaram uma cauda anti-solar no cometa 3I/ATLAS. Partículas ejetadas em direção ao Sol alteram o centro de brilho.
Essa característica, observada pela primeira vez em visitante interestelar, complica estimativas de posição. Erros chegam a 20% em objetos semelhantes.
Composição química revelada
Dados do James Webb mostram coma rica em dióxido de carbono. Níveis oito vezes superiores à água superam variações conhecidas em cometas solares.
Emissão de OH ocorre a 450 milhões de km do Sol. Atividade precoce indica núcleo antigo, com mais de sete bilhões de anos.
O núcleo varia entre 320 metros e 5,6 km de diâmetro. Modelos confirmam origem em sistemas distantes.

Desafios em medições orbitais
Liberação de gás desloca o centro de brilho do cometa. Observatórios internacionais participam de simulações para padronizar dados.
Especialistas ajustam algoritmos de rastreamento. Workshop em 10 de novembro reúne técnicos para discutir adaptações em trajetórias hiperbólicas.
Campanha de observação global
A IAWN organiza exercícios de 27 de novembro de 2025 a 27 de janeiro de 2026. Telescópios no Havaí, Chile e Europa focam no cometa.
- Integração de dados em tempo real entre agências.
- Testes de respostas a desvios orbitais imprevisíveis.
- Participação de ESA e observatórios asiáticos.
Origem e trajetória prevista
3I/ATLAS segue ‘Oumuamua e 2I/Borisov como terceiro interestelar registrado. O objeto dirige-se a Júpiter antes de deixar o Sistema Solar em 2026.
A 270 milhões de km da Terra, o cometa testa sistemas de resposta rápida. Monitoramento contínuo evita colisões, apesar de caminho hiperbólico seguro.
Cooperação técnica internacional
A Nasa considera o caso oportunidade para estudar materiais interestelares. Parcerias em astrometria ganham força com lições de missões como DART.
Dados refinam modelos de formação planetária externa. O exercício prepara agências para cenários complexos com corpos atípicos.