Cometa Lemmon C/2025 A6 atinge visibilidade máxima no Brasil entre 2 e 8 de novembro. O objeto celestial, descoberto em janeiro de 2025 pelo Observatório Mount Lemmon, exibe tonalidade esverdeada devido ao carbono diatômico na coma. A observação ocorre ao entardecer, no horizonte oeste, em regiões com baixa poluição luminosa.
O cometa completa órbita a cada 1.350 anos. Ele passou pelo periélio em outubro de 2025, aproximando-se da Terra. Binóculos melhoram a visão em áreas urbanas.
- Horário ideal: 18h30 a 20h.
- Direção: horizonte oeste.
- Ferramentas: apps como Stellarium ou Sky Safari.
Trajetória do cometa
O cometa Lemmon segue caminho hiperbólico pelo Sistema Solar interno. Astrônomos registram variações de brilho causadas pelo vento solar.
A cauda iônica estende-se por milhões de quilômetros. O núcleo mede cerca de 1 km de diâmetro.
Cor esverdeada explicada
O carbono diatômico emite luz verde ao interagir com radiação ultravioleta solar. Esse processo ocorre na coma, camada gasosa ao redor do núcleo.
Gases como cianogênio contribuem para o tom. A cor torna-se mais intensa próximo ao periélio.
Melhores locais de observação
Regiões rurais oferecem céu escuro ideal. Cidades como São Paulo exigem deslocamento para periferias.
Parques nacionais registram grupos de observadores. O uso de telescópios amadores aumenta detalhes da cauda.
Dicas práticas para visualizar
Evite noites nubladas. Posicione-se de costas para luzes artificiais.
- Ajuste olhos à escuridão por 20 minutos.
- Use binóculos 10×50.
- Baixe mapas estelares atualizados.

História da descoberta
Pesquisadores do Arizona identificaram o cometa em 7 de janeiro de 2025. Imagens iniciais mostraram magnitude 20.
O brilho aumentou 100 mil vezes até novembro. Observatórios brasileiros acompanham desde setembro.
Composição química revelada
Espectroscopia detecta água, metano e amoníaco congelados. O núcleo preserva materiais da formação solar.
Interações solares liberam poeira fina. Partículas refletem luz solar em tons específicos.
O cometa Lemmon representa relíquia do Sistema Solar primitivo com idade estimada em 4,6 bilhões de anos e composição que inclui elementos formados na nebulosa solar original, permitindo estudos sobre origens planetárias sem interferência de processos geológicos terrestres.
Variações de brilho registradas
O objeto sofreu surto em outubro. A magnitude alcançou 5, visível a olho nu.
Previsões indicam declínio após 8 de novembro. O cometa afasta-se gradualmente da Terra.