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Câncer de boca cresce entre jovens devido ao uso de cigarro eletrônico

cigarro eletrônico
cigarro eletrônico - Michal Dziedziak / Shutterstock.com cigarro eletrônico - Michal Dziedziak / Shutterstock.com

A popularização do cigarro eletrônico tem impulsionado o aumento de casos de câncer de boca entre jovens, segundo especialistas da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande. Durante o Dia D da Semana de Prevenção, realizado em 5 de novembro de 2025 no Centro de Especialidades Médicas (CEM), profissionais alertaram para a necessidade de diagnóstico precoce. Estima-se que o Brasil registre mais de 15 mil novos casos de câncer bucal entre 2023 e 2025, com 180 em Mato Grosso do Sul, sendo 100 a 120 apenas na capital. A doença é a quinta mais incidente entre homens no Centro-Oeste.

A ação no CEM envolveu triagens rápidas, com duração de cinco minutos, realizadas por estudantes da UFMS e Uniderp, em parceria com a Sesau e o Conselho Regional de Odontologia (CRO-MS). Pacientes com sinais suspeitos, como manchas ou aftas persistentes, foram encaminhados para especialistas. A iniciativa buscou reforçar a importância de consultas odontológicas regulares.

  • Sinais de alerta: Manchas brancas, aftas que não cicatrizam, caroços no pescoço.
  • Prevenção: Consultas regulares ao dentista e redução do uso de cigarros eletrônicos.
  • Diagnóstico precoce: Aumenta em 95% as chances de cura, segundo especialistas.

A coordenadora da ação, Christiane Salino, destacou que o uso de vapes e mudanças na alimentação têm contribuído para diagnósticos em pacientes cada vez mais jovens.

Ação de triagem no CEM

As triagens no CEM atenderam dezenas de pacientes, como Maria Aparecida Martins, de 63 anos, que elogiou a rapidez do atendimento. A ação identificou casos como o de Aparecida de Fátima, 64 anos, encaminhada para avaliação especializada após sinais suspeitos.

Outra paciente, Elizabeth de Souza, 71 anos, aproveitou para verificar sua saúde bucal. Ela destacou a importância de iniciativas como essa para quem já faz acompanhamento regular.

Cigarro Eletrônico
Cigarro Eletrônico – Foto: Elena Belodedova/Shutterstock.com

Impacto do cigarro eletrônico

O aumento no uso de cigarros eletrônicos preocupa especialistas, que associam o hábito ao crescimento de casos de câncer bucal. A doença pode atingir lábios, gengivas, língua e outras áreas da cavidade oral. Christiane Salino reforçou que a detecção tardia leva a tratamentos mais invasivos, como cirurgias, radioterapia ou quimioterapia.

A mudança nos hábitos de consumo, especialmente entre jovens, exige maior atenção. Consultas regulares ao dentista são essenciais para identificar sinais precoces.

Necessidade de mais acesso

Pacientes relataram dificuldades de acesso a triagens em bairros periféricos. Maria Aparecida sugeriu que ações semelhantes sejam realizadas em unidades de saúde locais. A Sesau planeja expandir iniciativas para facilitar o acesso da população.

A falta de transporte e custos com deslocamento foram apontados como barreiras por alguns pacientes. A ampliação de ações preventivas pode reduzir diagnósticos tardios.

Tratamento e acompanhamento

O tratamento do câncer bucal varia conforme o estágio da doença. Cirurgias, radioterapia e quimioterapia são opções comuns, com acompanhamento odontológico desde o diagnóstico até o pós-tratamento. Gabriela Chicrala, do CRO-MS, destacou a importância do papel do dentista no processo.

A detecção precoce é crucial para evitar mutilações e melhorar a qualidade de vida. Pacientes diagnosticados cedo têm até 95% de chance de cura, segundo dados da Sesau.

Prevenção como prioridade

A campanha reforçou a necessidade de consultas odontológicas regulares. Muitos pacientes só procuram dentistas em casos de dor, o que atrasa diagnósticos. Ações educativas visam mudar esse comportamento.

Iniciativas como o Dia D buscam conscientizar a população sobre os riscos do câncer bucal e a importância da prevenção.

Expansão de campanhas

A Sesau e o CRO-MS planejam novas ações para 2026, com foco em comunidades afastadas. A meta é aumentar o alcance das triagens e reduzir casos graves. Parcerias com universidades continuarão a fortalecer as campanhas.

Ações preventivas em escolas também estão em estudo para alertar jovens sobre os riscos do vape. O envolvimento de estudantes de odontologia foi destacado como um diferencial na ação do CEM.

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