A BYD registra no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) o facelift do Dolphin, previsto para estrear no Brasil em 2026 como linha 2027. O hatch elétrico, líder de vendas desde 2023, recebe atualizações para competir com o recém-lançado Geely EX2, que parte de R$ 119.990. A montadora chinesa busca manter a dominância no segmento de elétricos compactos, onde o Dolphin acumula mais de 50 mil unidades vendidas no país até outubro de 2025.
O modelo atual, com design inalterado desde o lançamento, ganha reforços em visual, dimensões e tecnologia para atrair consumidores urbanos.
- Principais rivais: Geely EX2 (autonomia de 289 km Inmetro) e Renault Kwid E-Tech (híbrido abaixo de R$ 100 mil).
- Vendas na China: Dolphin facelift vendeu 176 mil unidades em 2024, mas perdeu terreno para o EX2.
- Produção local: Versão híbrida flex deve ser montada em Camaçari (BA) a partir de 2027.
Visual renovado eleva presença no segmento
A dianteira do BYD Dolphin 2027 apresenta capô mais elevado e parachoque esportivo, com faróis alongados que conferem ar dinâmico ao hatch. Rodas de 16 ou 17 polegadas foram redesenhadas, inspirando-se em modelos como o Chevrolet Bolt EUV.
Essas alterações visam diferenciar o veículo em um mercado saturado, onde o Geely EX2 já destaca acabamento refinado e porta-malas de 375 litros.

Dimensões ampliadas otimizam espaço interno
O comprimento passa de 4,12 m para 4,28 m, com largura de 1,77 m e altura de 1,57 m, mantendo entre-eixos de 2,70 m. Essa extensão de 16 cm melhora a proteção em colisões e aumenta o volume útil.
A traseira ganha parachoque vincado e lanternas com elementos internos atualizados, além de emblema “BYD” centralizado na tampa do porta-malas.
O crescimento posiciona o Dolphin mais próximo de compactos premium, superando o EX2 em entre-eixos por 5 cm.
Essas medidas foram validadas em testes na China, onde o modelo atende padrões de segurança europeus adaptados.
Cabine ganha funcionalidade e conectividade
O interior abandona a tela multimídia giratória de 12,8 polegadas por um layout horizontal fixo, com suporte a 5G para atualizações remotas. O painel de instrumentos cresce para 8,8 polegadas, exibindo dados em tempo real.
Bancos redesenhados priorizam ergonomia, enquanto o console central incorpora botões físicos e uma gaveta fechada para armazenamento. A alavanca de câmbio migra para trás do volante, liberando espaço no piso.
- Iluminação ambiente personalizável em múltiplas cores.
- Carregador sem fio de maior potência para smartphones.
- Forrações premium em couro sintético para melhor durabilidade.
Opções de motorização diversificam ofertas
A versão de entrada mantém 95 cv e 18,3 kgfm de torque, com bateria de 45,1 kWh e autonomia de até 420 km (CLTC). A topo de linha entrega 204 cv e 31,5 kgfm, também com 60,5 kWh.
Nova intermediária surge com 177 cv e 29,5 kgfm, utilizando a bateria maior para equilíbrio entre desempenho e eficiência. Recarga rápida de 30% a 80% leva 25 minutos em estações DC.
O sistema Flash Charging da BYD acelera o processo em 30%, compatível com a rede nacional de 800 supercarregadores planejada.
Na comparação com o Geely EX2 (116 cv e 289 km Inmetro), o Dolphin intermediário oferece mais torque para acelerações urbanas.
Pacote de segurança incorpora ADAS avançado
O conjunto “God’s Eye” inclui 12 câmeras e cinco radares ultrassônicos, suportando condução semiautônoma em rodovias. Assistentes de faixa, colisão e estacionamento autônomo integram o pacote padrão.
Atualizações over-the-air permitem melhorias remotas no software de segurança.
O modelo atende normas brasileiras de crash-test, com reforços no balanço dianteiro para proteção a pedestres.
Estratégia de lançamento mira Salão de SP
O Dolphin 2027 deve aparecer no Salão do Automóvel de São Paulo, de 22 a 30 de novembro de 2025, sem vendas imediatas. Importação da China inicia a oferta em 2026, com produção local em 2027 para a variante híbrida flex.
A BYD planeja volumes iniciais de 20 mil unidades anuais, focando exportações para América Latina.