Ciência

Erupção solar X5.1 da NASA provoca alerta vermelho para interferências em satélites e comunicações

onde de calor na terra
onde de calor na terra - Divulgação onde de calor na terra - Divulgação

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) emitiu alerta para uma tempestade geomagnética de nível G4, classificada como severa, que impacta o campo magnético da Terra desde a manhã desta terça-feira, 12 de novembro de 2025. O fenômeno resulta de uma ejeção de massa coronal (EMC) ejetada pelo Sol em 11 de novembro, com partículas carregadas colidindo contra a magnetosfera planetária a velocidades de até 1.850 quilômetros por segundo. Cientistas monitoram o evento em tempo real, destacando riscos para infraestruturas tecnológicas em escala global.

Essa perturbação ocorre durante o pico do ciclo solar 25, que eleva a atividade estelar e aumenta a frequência de eventos semelhantes. A compressão da bolha magnética protetora da Terra já registra índices Kp de 8,5, próximo ao nível extremo G5. Autoridades recomendam verificações em sistemas vulneráveis para minimizar interrupções.

  • Auroras boreais visíveis em regiões como Flórida, México e Argentina, longe das zonas polares habituais.
  • Interferências em transmissões de rádio HF, usadas por aviação e marinha.
  • Possíveis flutuações em redes de energia, semelhantes ao apagão de Quebec em 1989.

Origem da erupção solar

A explosão solar de classe X5.1, a mais potente registrada em 2025, partiu da mancha solar AR4274, uma região ativa na superfície do Sol que liberou energia acumulada em linhas magnéticas estressadas. Essa erupção ocorreu por volta das 8h UTC de 11 de novembro e foi capturada por sondas da NASA, revelando uma nuvem de plasma e campos magnéticos direcionada parcialmente à Terra.

Modelos de previsão indicam que a frente de choque da EMC chegou ao planeta em menos de 24 horas, iniciando a interação com o campo magnético.

Monitoramento em tempo real

Especialistas da NOAA acompanham o índice Kp, que mede a intensidade da perturbação geomagnética, com valores atuais em 8,5 e potencial para elevar-se a 9.

O Centro de Previsão do Clima Espacial registra compressão da magnetosfera em mais de 30% em comparação a condições normais, com partículas solares penetrando camadas atmosféricas superiores. Essa análise ocorre em estações de Boulder, Colorado, onde equipes operam 24 horas para atualizar alertas.

Dados de satélites como o GOES mostram picos de radiação X e ultravioleta, confirmando a escala do evento.

Uma segunda EMC, de menor intensidade, pode se combinar com a principal, formando uma “EMC canibal” que amplifica os efeitos, segundo simulações computacionais.

Efeitos em infraestruturas

Redes elétricas enfrentam riscos de variações de tensão que ativam proteções automáticas, levando a desligamentos localizados em áreas de alta latitude.

Sistemas de GPS registram erros de posicionamento de até 50 metros, afetando navegação aérea, marítima e agricultura de precisão, onde máquinas autônomas dependem de sinais precisos.

Satélites em órbita baixa, como os usados para comunicações e observação terrestre, sofrem degradação temporária de sinal devido à injeção de elétrons de alta energia.

Operadores de telecomunicações preparam contingências para falhas em links de alta frequência, com duração estimada de horas a dias.

Visibilidade de auroras

O fenômeno altera a ionosfera, permitindo que partículas solares excitem gases atmosféricos e gerem luzes coloridas visíveis em latitudes médias.

Relatos confirmam auroras em estados sulistas dos EUA, como Pensilvânia e Oregon, além de observações no México e Argentina.

Em Portugal, imagens capturadas mostram tons verdes e vermelhos no céu noturno, um raro espetáculo para observadores locais.

Histórico de eventos semelhantes

Tempestades G4 ocorreram em maio de 2024, quando auroras alcançaram o sul do Brasil, e em abril de 2025, com visibilidade na França.

O ciclo solar 25, iniciado em 2019, prevê pico em julho de 2025, com 20% das EMCs direcionadas à Terra gerando perturbações acima de G2.

Registros indicam que eventos de 1859, como o Evento Carrington, causaram telegramas incendiados e auroras globais, destacando vulnerabilidades históricas.

Medidas de mitigação

Agências espaciais coordenam respostas para proteger ativos orbitais, ajustando órbitas de satélites sensíveis.

Empresas de energia testam transformadores contra correntes induzidas geomagneticamente, que podem danificar equipamentos.

Aviões evitam rotas polares para reduzir exposição a radiação, com tripulações monitorando dosímetros.

Perspectivas para os próximos dias

A tempestade deve persistir até 13 de novembro, com probabilidade de 65% para novas erupções classe M e 15% para classe X da AR4274.

Modelos preveem declínio gradual do índice Kp após o pico, restaurando condições normais em 48 horas.

Observadores amadores preparam câmeras para capturar possíveis auroras residuais em noites subsequentes.

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