Uma tempestade geomagnética severa, classificada como G4 pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), permitiu o avistamento da aurora boreal em regiões sulistas dos Estados Unidos na noite de terça-feira, 11 de novembro de 2025. O fenômeno, causado por ejeções de massa coronal do Sol, se estendeu até estados como Flórida e Alabama, onde é raro ocorrer. Previsões indicam que uma terceira onda de partículas solares chega à Terra nesta quarta-feira, 12 de novembro, potencializando novas exibições noturnas.
A aurora borealis resulta da interação entre partículas solares carregadas e o campo magnético terrestre, que direciona as energias para as regiões polares. Desta vez, a intensidade da tempestade expandiu o ovalo auroral para o sul, alcançando mais de 20 estados. Especialistas do Centro de Previsão do Tempo Espacial da NOAA monitoram o evento, que pode atingir níveis G5, o mais extremo da escala.
- Visibilidade esperada em pelo menos 21 estados, incluindo Nova York, Missouri e Texas.
- Pico de atividade entre 22h e 2h no horário local, segundo dados da NOAA.
- Condições ideais em áreas com baixa poluição luminosa e céu limpo.
A chegada de uma ejeção mais energética reforça a recomendação para observadores se prepararem para a noite de hoje.
Origem da tempestade solar atual
Ejeções de massa coronal, ou CMEs, foram lançadas do Sol nos dias 9 e 10 de novembro, com uma terceira em 11 de novembro. Essas nuvens de plasma ionizado viajam a velocidades de até 1.400 km/s e interagem com a magnetosfera terrestre.
O Sol exibe um ciclo de 11 anos de atividade, com o máximo solar registrado em outubro de 2024. Regiões ativas de manchas solares, como a AR 14274, geraram flares de classe X, os mais intensos, incluindo um X5.1, o maior de 2025 até agora.
A segunda CME “canibalizou” a primeira ao alcançá-la em trânsito, intensificando o impacto ao chegar à Terra. Esse processo amalgamou as partículas, elevando o campo magnético para oito vezes o normal.
Horários e locais para observação
A visibilidade da aurora depende do horário noturno e da latitude. De acordo com previsões da NOAA, o fenômeno aparece tipicamente após o pôr do sol e antes do amanhecer, com pico entre 22h e 2h no horário local.
Em estados do norte, como Alasca e Minnesota, a aurora pode ser vista do entardecer até a madrugada. Regiões centrais, incluindo Iowa e Wisconsin, registraram exibições vibrantes na terça-feira, com tons de verde e rosa predominantes.
Para o sul, como Califórnia do Norte e Alabama, a chance aumenta em noites claras, mas exige horários próximos à meia-noite. Aplicativos de previsão auroral atualizam mapas a cada 30 minutos.
Câmeras de celular captam luzes fracas invisíveis a olho nu, ampliando as oportunidades de registro.
Efeitos potenciais nas infraestruturas
Tempestades geomagnéticas induzem correntes elétricas no solo, afetando redes de energia e comunicações. Operadores de satélites e grades elétricas nos EUA foram alertados para mitigar riscos.
Um flare de terça-feira gerou uma tempestade de partículas solares, a maior desde 2005, com campo geoeletrico de 3,5 volts por quilômetro nas Ilhas Shetland, recorde desde 2012. Isso pode sobrecarregar transformadores.
A missão Escapade da NASA, da Blue Origin, adiou lançamento para Marte devido à atividade solar elevada, que interfere em naves espaciais.
No Reino Unido, monitoramento contínuo prepara contra interrupções em GPS e rádio.
Comparação com eventos anteriores
O evento de maio de 2024, classificado G5, causou disrupções em agricultura de precisão via GPS, mas grids elétricos mantiveram estabilidade. Em 2003, outro G5 provocou blecautes na Suécia e danos na África do Sul.
A tempestade de outubro de 2024 foi a terceira mais forte deste ciclo solar, superada apenas por maio. O atual episódio, iniciado em 11 de novembro, é o terceiro mais intenso de 2025.
Esses picos ocorrem na fase de declínio do ciclo solar, quando flares mais potentes surgem apesar de menos manchas solares. A última G5 antes de 2024 foi em 2003.
Dicas práticas para avistamento
Escolha locais escuros, afastados de cidades, para melhor visibilidade. Oriente-se para o norte, onde as luzes surgem primeiro.
Verifique previsões em tempo real via sites oficiais, como o da NOAA, para ajustes por nuvens ou intensidade.
Equipamentos simples, como tripés para fotos longas de exposição, aprimoram capturas. Evite luzes artificiais para preservar adaptação ocular.
A duração típica varia de 30 minutos a horas, dependendo da força da tempestade.