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Relatório do MPRJ revela lesões atípicas em mortos da megaoperação no Alemão e Penha

Corpos enfileirados em rua do Rio de Janeiro após operação policial mais letal da história da cidade
Corpos enfileirados em rua do Rio de Janeiro após operação policial mais letal da história da cidade 29/10/2025 REUTERS/Ricardo Moraes Corpos enfileirados em rua do Rio de Janeiro após operação policial mais letal da história da cidade

O Ministério Público do Rio de Janeiro identificou lesões atípicas em dois dos 121 corpos examinados após a Operação Contenção, realizada em 28 de outubro nos complexos do Alemão e da Penha. Um cadáver apresentava marcas de tiro à curta distância, enquanto outro mostrava sinais de decapitação por instrumento cortante. A ação policial resultou em 121 mortos, incluindo quatro agentes, e visava conter o Comando Vermelho.

Promotores acompanharam as necropsias no Instituto Médico Legal entre 28 e 30 de outubro. Todos os corpos eram de homens entre 20 e 30 anos, com ferimentos por munições de fuzil.

  • Lesões principais compatíveis com confronto armado.
  • Dois casos destoam do padrão esperado.
  • Sugestão de análise detalhada de câmeras corporais.

Detalhes das necropsias realizadas

Técnicos do MPRJ observaram 121 exames, com 378 varreduras digitais. A maioria das vítimas usava roupas camufladas, coletes e botas.

Muitos portavam munição, drogas e celulares. Tatuagens ligadas a facções apareceram em vários corpos.

O relatório destaca que os achados atípicos sugerem circunstâncias diferentes nas mortes.

Lesões identificadas nos corpos

Um corpo tinha disparos à queima-roupa. Outro combinava tiro à distância com decapitação.

Esses ferimentos fugiram do contexto de troca de tiros. Peritos registraram lesões por projétil de alta energia na maioria.

A equipe do MPRJ reforça a necessidade de correlacionar achados com identificações oficiais.

Mortos na Penha
Mortos na Penha – Foto: Reprodução Globo

Operação resultou em alto número de vítimas

A ação reuniu 2,5 mil policiais civis e militares. Autoridades apreenderam 93 fuzis e prenderam 113 suspeitos.

Criminosos reagiram com bloqueios na Linha Amarela e Grajaú-Jacarepaguá. O Rio entrou em estágio operacional 2, com paralisação no transporte.

O governo estadual planejou a ofensiva para frear avanço da facção.

Análise de evidências solicitada pelos promotores

Promotores recomendam escaneamento do local do confronto. Imagens de câmeras corporais devem passar por exame minucioso.

O MPRJ aguarda laudos finais para cruzamento de dados. Técnicos da Divisão de Evidências Digitais elaboraram o documento.

Vestimentas e itens encontrados nas vítimas

Roupas associadas a combate predominaram nos corpos. Coletes e botas operacionais apareceram em grande parte.

  • Munição em bolsos de várias vítimas.
  • Drogas localizadas em alguns casos.
  • Celulares recolhidos para investigação.

Esses elementos reforçam perfil de envolvidos em atividades criminosas.

Contexto da ação policial deflagrada

A Operação Contenção ocorreu em 28 de outubro. Quatro policiais morreram durante os confrontos.

Imagens de drone registraram corpos em praça na Penha. O secretário de Segurança Pública defendeu a necessidade da medida.

A ofensiva continuou planejada apesar das retaliações.

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