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HAPV3 despenca 32% após Hapvida divulgar MLR de 75,2% no 3T

Hapvida
Hapvida - Piotr Swat/ Shutterstock.com Hapvida - Piotr Swat/ Shutterstock.com

Hapvida reportou resultados do terceiro trimestre de 2025 considerados fracos pelo mercado. A empresa registrou lucro líquido de R$ 338 milhões, mas o Ebitda ajustado recorrente ficou em R$ 613 milhões, com queda de 20% ante o trimestre anterior. As ações HAPV3 abriram em baixa de 32,43% nesta quinta-feira (13), cotadas a R$ 22,09, após leilão na B3.

A sinistralidade caixa atingiu 75,2%, alta de 1,3 ponto percentual em relação ao segundo trimestre. O fluxo de caixa livre foi negativo em R$ 234 milhões, e a dívida líquida subiu para R$ 4,250 bilhões. Analistas destacam concorrência acirrada e custos fixos elevados com novas unidades.

  • Receita líquida: R$ 7,78 bilhões, crescimento de 6% anual;
  • Adições líquidas de beneficiários: +13 mil no consolidado;
  • Alavancagem: 1 vez dívida líquida/Ebitda.

Sinistralidade elevada pressiona margens

A MLR aumentou 1,4 ponto percentual no trimestre, influenciada por sazonalidade e maior utilização de serviços. Custos com aberturas de hospitais e ambulatórios contribuíram para a margem Ebitda ajustada de 7,9%.

Despesas administrativas e de vendas também subiram, impactando o resultado operacional.

Reação de bancos e ajustes em projeções

JPMorgan rebaixou a recomendação de HAPV3 para neutra e cortou o preço-alvo de R$ 52 para R$ 39. O banco cita adições limitadas de beneficiários e tíquetes abaixo do esperado.

Goldman Sachs apontou Ebitda 27% inferior às estimativas, com efeitos sazonais piores que o previsto.

BTG Pactual manteve compra, mas reduziu preço-alvo para R$ 50 e cortou estimativas de Ebitda em 20% para 2026.

BTG
BTG – Foto: Piotr Swat / Shutterstock.com

Dívida e fluxo de caixa em foco

A dívida líquida cresceu 3,7% em um ano, alcançando R$ 4,250 bilhões. O fluxo de caixa livre negativo reflete capex elevado e variação no capital de giro.

A empresa excluiu R$ 98 milhões em efeitos não recorrentes no Ebitda ajustado.

Concorrência em São Paulo desafia crescimento

Perda líquida de 24 mil beneficiários na região metropolitana de São Paulo indica pressão competitiva. A Amil adota postura agressiva, limitando expansão orgânica da Hapvida.

Crescimento consolidado de beneficiários ficou em 13 mil, abaixo das 44 mil projetadas.

Desempenho operacional detalhado

O lucro por ação ajustado foi de R$ 0,22, queda de 38% anual. O resultado contábil mostrou prejuízo de R$ 57 milhões no trimestre.

Despesas financeiras subiram 36% com acordo junto à ANS.

A Hapvida investe em rede própria para reduzir reclamações e melhorar qualidade percebida. Essas ações visam sustentabilidade de longo prazo, apesar de pressões atuais.

Números consolidados do trimestre

Receita líquida atingiu R$ 7,78 bilhões, 1% abaixo das projeções. Ebitda ajustado recorrente somou R$ 613 milhões, com margem de 7,9%.

Sinistros per capita superaram expectativas devido a inverno frio e viroses.

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