Um ciclone extratropical intensifica-se no Atlântico Sul e deve atingir força destrutiva entre esta segunda-feira (17) e terça-feira (18), principalmente na Patagônia argentina e próximo às Ilhas Malvinas. O Serviço Meteorológico Nacional da Argentina prevê rajadas que podem superar 150 km/h em áreas abertas do sul do continente. No Brasil, os efeitos ficam restritos ao Rio Grande do Sul, com ventos moderados e possibilidade de ressaca no litoral.
A formação do sistema ocorre a partir de uma área de baixa pressão que se aprofunda rapidamente no oceano. O fenômeno segue trajetória típica de ciclones extratropicais no hemisfério sul durante a primavera.
- Rajadas mais intensas concentram-se na costa patagônica
- Pressão central pode cair abaixo de 980 hPa
- Vento forte atinge também setores do Uruguai e extremo sul gaúcho
Trajetória prevista para os próximos dias
O ciclone deve se deslocar para leste-sudeste nas próximas 48 horas. Na terça-feira, o centro do sistema passa próximo ao leste das Ilhas Malvinas. A partir de quarta-feira, o campo de vento enfraquece gradualmente sobre o continente.
Modelos numéricos indicam que a parte mais intensa permanece afastada da costa brasileira. A MetSul Meteorologia destaca que o Rio Grande do Sul fica apenas na borda do sistema.
Efeitos esperados no Rio Grande do Sul
As rajadas mais significativas no estado ocorrem entre a noite de terça-feira (18) e a manhã de quarta-feira (19). No litoral sul gaúcho, os ventos podem atingir 50 a 60 km/h. Em Porto Alegre, a velocidade máxima prevista fica em torno de 40 km/h no sul da capital.
A Marinha do Brasil emitiu aviso de ressaca para o litoral entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina. As ondas podem chegar a 3,0 metros em alto-mar entre quarta e sexta-feira. Não há previsão de alagamentos costeiros significativos.
Alerta de tempo severo em outras regiões
O Instituto Nacional de Meteorologia mantém alerta vermelho para grandes áreas do Sul, Centro-Oeste e Sudeste até esta segunda-feira. A previsão inclui chuva volumosa e rajadas acima de 100 km/h em Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.
Áreas do oeste catarinense e sudoeste do Paraná apresentam maior risco de temporais isolados. Fenômenos como downbursts e microexplosões não estão descartados em pontos específicos.
Condições marítimas no final da semana
A agitação marítima persiste mesmo após a passagem do ciclone. Navios e embarcações pequenas devem evitar navegação em alto-mar no sul do país. Praias do litoral gaúcho podem registrar ondas de até 2,5 metros até sexta-feira (21).
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul orienta a população a fixar objetos soltos em áreas externas. Não há previsão de interrupção prolongada de energia ou danos generalizados no estado.
Previsão para os próximos sete dias
A partir do fim de semana, uma massa de ar frio de origem polar avança pelo Sul. As temperaturas caem significativamente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A combinação de umidade e frio favorece a formação de geada em áreas de maior altitude da serra gaúcha e catarinense na próxima segunda-feira (24).