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Ciclomotores exigem CNH, placa e capacete a partir de 2026 em todo o Brasil

Bicicleta elétrica, autopropelido
Bicicleta elétrica, autopropelido - bbernard/ Shutterstock.com Bicicleta elétrica, autopropelido - bbernard/ Shutterstock.com

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou resolução que altera as exigências para circulação de ciclomotores no país. As novas normas entram em vigor em janeiro de 2026 e determinam registro, emplacamento e habilitação específica para esses veículos. A medida também define regras para bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade autopropelidos.

A principal mudança atinge os ciclomotores de até 50 km/h e potência máxima de 4 kW. Condutores precisarão portar CNH categoria A ou ACC e usar capacete obrigatoriamente. Estados podem cobrar IPVA conforme legislação local.

  • Registro e licenciamento passam a ser obrigatórios
  • Placa traseira deve ser instalada
  • Circulação proibida em calçadas, ciclovias e vias de trânsito rápido sem acostamento

Definições técnicas dos veículos

Bicicletas elétricas mantêm tratamento diferenciado. O motor auxiliar só funciona com pedalada e velocidade máxima fica limitada a 32 km/h. Não há exigência de CNH nem capacete para esse tipo de veículo.

Ciclomotores diferenciam-se por atingir até 50 km/h e possuir aceleração independente das pedaladas. Veículos com motor até 1 kW e velocidade máxima de 32 km/h são classificados como equipamentos de mobilidade autopropelidos.

Bicicleta eletrica
Bicicleta eletrica – Foto: skyNext/ shutterstock

Regras específicas de circulação

Ciclomotores devem transitar exclusivamente nas faixas de rolamento das vias. A resolução proíbe uso em ciclovias, ciclofaixas e calçadas em todo o território nacional.

Bicicletas elétricas podem circular em ciclovias e ciclofaixas quando existirem. Equipamentos autopropelidos seguem normas locais de trânsito em áreas urbanas.

Infrações e valores de multas

Condutores de ciclomotores ficam sujeitos a penalidades por descumprimento das novas regras. Transitar sem placa ou licenciamento gera multa gravíssima de R$ 293,47.

Dirigir sem capacete resulta em infração gravíssima com suspensão direta do direito de dirigir. Circulação em local proibido varia de infração média a gravíssima conforme o caso.

Exceções previstas na resolução

Alguns veículos ficam isentos das exigências estabelecidas pelo Contran. Equipamentos destinados à locomoção de pessoas com deficiência mantêm tratamento diferenciado.

Veículos de competição e modelos de uso exclusivo fora de estrada também não precisam seguir as novas determinações. A isenção vale independentemente da potência ou velocidade máxima.

Fiscalização a partir do próximo ano

Órgãos de trânsito de cada estado organizam a fiscalização das novas regras. Detrans já preparam sistemas para registro e emplacamento dos ciclomotores existentes.

Condutores têm até dezembro de 2025 para regularizar a documentação. A partir de janeiro de 2026 as autuações começam a ser aplicadas em todo o país.

A resolução busca maior segurança no trânsito e padronização nacional dos veículos de baixa cilindrada. Estados mantêm autonomia para definir cobrança de tributos sobre os ciclomotores emplacados.

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