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Nasa mobiliza 12 missões espaciais para observar cometa interestelar 3I/ATLAS em campanha inédita

3IATLAS - Nasa
3IATLAS - Nasa - Foto Nasa

A Nasa coordena uma operação inédita com 12 ativos espaciais para acompanhar o cometa 3I/ATLAS, terceiro objeto interestelar confirmado no sistema solar. O corpo celeste foi descoberto em 1º de julho de 2025 pelo telescópio ATLAS, no Chile, e já passou perto de Marte e do Sol. A campanha permite comparar características do cometa com objetos nascidos no sistema solar.

As observações começaram logo após a descoberta e continuam enquanto o cometa segue trajetória hiperbólica. A aproximação mínima com a Terra ocorre em 19 de dezembro de 2025, a cerca de 170 milhões de quilômetros. O objeto deixará o sistema solar após cruzar a órbita de Júpiter na primavera de 2026.

  • Imagens mais próximas foram obtidas por naves em Marte
  • Missões heliográficas registraram passagem próxima ao Sol
  • Sondas em trânsito para asteroides contribuíram com dados de trajetória

Observações realizadas em Marte

Três ativos da Nasa em órbita de Marte registraram o cometa em setembro e outubro. A sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) produziu uma das imagens mais detalhadas do núcleo.

A missão MAVEN captou dados em ultravioleta para análise da composição química. O rover Perseverance conseguiu registrar um ponto luminoso fraco desde a superfície marciana.

Visão das missões solares

As missões dedicadas ao estudo do Sol conseguiram observar o cometa mesmo quando ele estava atrás do astro, invisível da Terra. O observatório STEREO registrou imagens entre 11 de setembro e 2 de outubro.

A missão SOHO acompanhou o objeto de 15 a 26 de outubro. A recém-lançada missão PUNCH revelou detalhes da cauda entre 20 de setembro e 3 de outubro, marcando a primeira vez que missões heliográficas observam intencionalmente um objeto interestelar.

Contribuições de sondas em trânsito

A sonda Psyche, a caminho do asteroide metálico de mesmo nome, realizou quatro observações em 8 e 9 de setembro a 53 milhões de quilômetros de distância. Os dados ajudam a refinar a órbita do cometa.

A missão Lucy captou uma série de imagens em 16 de setembro, a 386 milhões de quilômetros. A composição das imagens destaca a coma e a cauda do objeto.

Registros com telescópios espaciais

O Telescópio Espacial Hubble obteve imagens ainda em julho de 2025. Em agosto, o Telescópio James Webb e o observatório SPHEREx também registraram o cometa.

Esses dados espectrais complementam as observações de composição química. A combinação de múltiplos instrumentos permite análise detalhada da origem extrassolar.

Próximos passos da campanha

A Nasa mantém acompanhamento contínuo com ativos posicionados em diferentes regiões do sistema solar. A distância mínima da Terra em dezembro ainda permitirá novas imagens de alta resolução.

Os dados coletados servirão para estudos comparativos entre cometas do sistema solar e objetos formados em outros sistemas estelares. A operação representa a maior mobilização já feita para um único objeto interestelar.

A diversidade de pontos de observação oferece visão tridimensional da trajetória e da evolução do cometa. Cientistas esperam identificar variações na liberação de gases e poeira ao longo do percurso.

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