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Recorde histórico: 30% dos jogos da Série A 2026 em grama artificial com novos acessos

Gramado sintético da Arena Condá
Gramado sintético da Arena Condá - ACF/Prefeitura

O Campeonato Brasileiro Série A de 2026 deve registrar o maior número de partidas em gramado sintético da história da competição. Com o acesso confirmado de Athletico-PR e Chapecoense no último domingo, quatro clubes já estão garantidos para mandar jogos em arenas com piso artificial: Palmeiras, Botafogo, Athletico e Chape. Essa mudança ocorre devido à adoção do gramado sintético por esses times, visando facilitar a manutenção e eventos paralelos, e pode impactar até 30% das rodadas totais.

Atlético-MG e Vasco da Gama ainda disputam posições para evitar o rebaixamento, mas projeções indicam permanência provável. Caso isso se confirme, e o Vasco transfira seus mandos para o Nilton Santos durante reformas em São Januário, o total de mandantes em sintético chegaria a seis. Assim, o número de jogos em grama artificial poderia saltar para 114 em 380 partidas, representando um aumento significativo em relação aos 55 previstos para 2025.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) monitora o tema, mas não impõe restrições imediatas. Clubes como Flamengo questionam o equilíbrio competitivo, enquanto defensores destacam benefícios econômicos.

  • Palmeiras: Allianz Parque desde 2020, com opção na Arena Barueri desde 2025.
  • Botafogo: Nilton Santos desde 2023, conciliando com shows.
  • Athletico-PR: Arena da Baixada pioneira em 2016.
  • Chapecoense: Arena Condá reformada em abril de 2025 por questões de umidade.
  • Atlético-MG: Arena MRV adotada em maio de 2025 para melhor qualidade.
  • Vasco (provisório): Acordo para Nilton Santos em 2026.

Evolução do uso em temporadas recentes

O gramado sintético ganhou espaço gradual na elite do futebol brasileiro. Em 2023, foram 54 jogos nesse piso, com Botafogo liderando 18 mandos. Palmeiras registrou 16, Athletico 19, e Vasco apenas um no Nilton Santos.

No ano seguinte, 2024 viu 52 partidas, similar ao anterior, com Botafogo em 17, Palmeiras em 15 e Athletico mantendo 19. Vasco repetiu o único jogo fora de casa.

Já em 2025, o total projetado é de 55, impulsionado por Palmeiras com 19, Botafogo com 19 e Atlético-MG estreando com 16. Santos contribuiu com um mando no Allianz.

Neo Química Arena
Neo Química Arena – Foto: José Manoel Idalgo / Corinthians

Adoção pioneira por clubes da Série A

Athletico-PR inaugurou o sintético na Arena da Baixada em fevereiro de 2016, contra o Criciúma, pela Primeira Liga, permitindo teto retrátil e multifuncionalidade.

Palmeiras seguiu em 2020, com estreia contra o Mirassol pelo Paulistão, em acordo com a WTorre pelo Allianz Parque. Em 2025, expandiu para Arena Barueri, controlada por empresa da presidente Leila Pereira, com jogo inicial contra Novorizontino.

Botafogo adotou em abril de 2023, após virar SAF, com partida contra São Paulo, para equilibrar futebol e eventos culturais.

Atlético-MG implementou na Arena MRV em maio de 2025, contra Fluminense, resolvendo problemas de umidade em um gol e facilitando shows.

Caso específico da Chapecoense na Arena Condá

A Arena Condá, de propriedade municipal e cedida ao clube, recebeu gramado sintético em abril de 2025, após problemas de umidade na ala norte. A prefeitura de Chapecó liderou a obra, com apoio da associação, visando durabilidade.

O primeiro jogo pós-reforma foi contra o Coritiba pela Série B. O piso tem 60mm de altura, superior aos 55mm do Allianz Parque, priorizando conforto e drenagem.

Essa adaptação difere de outros clubes, focada em condições climáticas locais, e marca o retorno da Chape à elite com infraestrutura renovada.

Debates entre jogadores e dirigentes

Jogadores formaram grupo em 2025 pedindo fim do sintético, com nomes como Neymar, Thiago Silva e Gabigol alegando riscos à saúde. Atletas em times mandantes podem disputar até 63% de jogos nesse piso em 2026.

Flamengo reforçou em novembro, citando desequilíbrios financeiros e lesões potenciais. A diretoria propõe eliminação em torneios nacionais para uniformizar condições.

Posições dos clubes defensores

Equipes com sintético rebateram, afirmando ausência de comprovações científicas sobre lesões. Palmeiras emitiu nota destacando estudos da FIFA que equiparamam riscos a gramados naturais bem mantidos.

Especialistas como Sergio Schildt, da Recoma, enfatizam custos: manutenção sintética é dez vezes menor que natural, com investimento inicial de R$ 7-9 milhões.

O gramado artificial permite calendários intensos, com jogos semanais, e adaptações climáticas regionais. A CBF discute o tema em reuniões, incluindo fair play financeiro, mas mantém aprovação para uso.

A tendência aponta para maior presença em 2026, com monitoramento contínuo pela entidade. Vendas de mando podem alterar totais, mas variação fica abaixo de 5%.

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