O astrônomo japonês Mitsunori Tsumura capturou, em 22 de novembro de 2025, imagens do cometa interestelar 3I/ATLAS com telescópio de 0,5 metro. As fotos mostram caudas de íons e poeira extremamente paralelas e retas, comportamento diferente do esperado para cometas naturais. O objeto, terceiro interestelar confirmado, mantém rigidez mesmo sob influência do vento solar.
A cauda não apresenta dispersão típica nem curvatura causada pela interação com partículas solares. O núcleo permanece compacto e a coma mantém simetria quase esférica, sem jatos assimétricos comuns em cometas do Sistema Solar.
Cauda mantém forma linear em toda extensão
As imagens registradas mostram que a cauda principal permanece estreita e uniforme ao longo de milhões de quilômetros. Não há sinais de fragmentação ou textura irregular.
Um filamento secundário mais fraco aparece paralelo à cauda principal, com separação angular mínima. Essa configuração paralela é rara em objetos naturais.

Núcleo compacto desafia padrões conhecidos
O núcleo do 3I/ATLAS aparece como ponto concentrado, sem halo difuso de poeira. Estimativas baseadas em observações do Hubble indicam diâmetro máximo de 5,6 km, possivelmente menor que 440 metros.
A ausência de difusão sugere baixa liberação de material volátil. A coma mantém brilho simétrico em torno do núcleo central.
Ausência de curvatura intriga especialistas
Cometas normalmente exibem curvatura na cauda devido ao movimento orbital e ao vento solar. No 3I/ATLAS, a cauda permanece reta mesmo em trajetória hiperbólica.
Dados da NASA indicam aceleração não gravitacional que ajustará órbita para aproximação de Júpiter em 2026. A distância mínima calculada é de 53,5 milhões de km, com precisão de poucos milhares de quilômetros.
Comportamento difere de objetos anteriores
O cometa 2I/Borisov, segundo interestelar detectado, apresentou cauda curvada e dispersa. O 3I/ATLAS mantém rigidez estrutural em toda a extensão observada.
- Cauda principal reta e homogênea
- Filamento secundário paralelo com mínima separação
- Coma simétrica sem jatos direcionais
- Núcleo pontual sem halo difuso
Observações futuras podem esclarecer origem
O cometa passou pelo periélio em outubro a 1,4 UA do Sol. Missões como Lucy e Psyche coletaram dados durante aproximação de Marte.
Observatórios terrestres continuam monitoramento da aceleração não gravitacional. Novas imagens devem ser obtidas nas próximas semanas à medida que o objeto se afasta do Sol.
Trajetória mantém precisão incomum
Cálculos indicam que pequena aceleração ajusta trajetória com precisão de quilômetros. A aproximação com Júpiter ocorrerá exatamente na distância prevista.
Essa precisão orbital não possui explicação gravitacional convencional conhecida. O monitoramento continua por telescópios no Japão, Chile e Havaí.