Mulher trans é espancada até a morte na Savassi; motociclista que tentou ajudar relata o crime

Vitória Strada eliminada na prova do líder
Vitória Strada eliminada na prova do líder - Foto: Divulgação/Gshow

Uma mulher transgênero morreu após ser severamente agredida por dois homens na madrugada desta terça-feira na região da Savassi, em Belo Horizonte. A vítima foi atacada com socos e chutes e, embora tenha sido socorrida, não resistiu aos ferimentos.

O crime ocorreu após um desentendimento na Rua Pernambuco. Uma testemunha que passava pelo local de motocicleta tentou intervir para cessar as agressões, mas foi ameaçada pelos autores.

A Polícia Militar foi acionada e, com base em informações de testemunhas e imagens de câmeras de segurança, conseguiu localizar e prender os dois suspeitos pouco tempo depois, nas proximidades do local do crime. A Polícia Civil investiga o caso.

Detalhes da agressão e o socorro

Testemunhas informaram que a discussão teria começado por um desacordo comercial. Rapidamente, a situação evoluiu para violência física extrema.

Os agressores derrubaram a mulher no chão e continuaram a desferir golpes, principalmente na região da cabeça, mesmo com ela já desacordada.

Um motociclista que presenciou a cena tentou intervir verbalmente para que os homens parassem, mas foi intimidado e ameaçado pela dupla.

Ele então se afastou para um local seguro e acionou imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e a Polícia Militar, permanecendo próximo à vítima até a chegada do socorro.

A prisão dos suspeitos

Com as características dos agressores fornecidas pela testemunha e por outras pessoas que estavam na área, as equipes da Polícia Militar iniciaram um rastreamento na região. As imagens de câmeras do sistema de vigilância foram fundamentais para identificar a rota de fuga da dupla.

Os dois homens, de 22 e 31 anos, foram localizados e detidos na Avenida do Contorno. Eles foram encaminhados para a delegacia, onde o caso foi registrado e as providências legais foram tomadas pela autoridade policial de plantão.

Investigação em andamento

A Polícia Civil de Minas Gerais assumiu a investigação para apurar todas as circunstâncias do crime.

A principal linha de apuração é de homicídio qualificado, possivelmente por motivo fútil e com o agravante de transfobia.

O depoimento da testemunha que prestou socorro é considerado uma peça central para a elucidação completa dos fatos e para a responsabilização dos autores.

Relato da testemunha

O motociclista que socorreu a vítima expressou sua consternação com a violência presenciada. Ele relatou que tentou manter a mulher consciente enquanto aguardava a chegada da ambulância, mas o estado dela era extremamente grave devido aos múltiplos ferimentos na cabeça. Em seu depoimento, afirmou que a agressão foi desproporcional e contínua, mesmo sem qualquer chance de defesa por parte da vítima. A testemunha lamentou a perda, afirmando que “a vida dela se foi por nada”, destacando a brutalidade do ato e a sensação de impotência diante da cena.

O atendimento médico inicial

Equipes do SAMU chegaram ao local e realizaram os primeiros socorros.

A vítima foi estabilizada e encaminhada em estado crítico para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII.

A confirmação da morte

A mulher deu entrada na unidade hospitalar com traumatismo cranioencefálico grave.

Apesar dos esforços da equipe médica, ela não resistiu aos ferimentos e sua morte foi confirmada horas após a internação.

Reações ao crime

O ocorrido gerou manifestações de grupos de defesa dos direitos da comunidade LGBTQIA+, que pedem por justiça e por mais segurança na região.

Total de

To Top