A Inter de Milão estuda opções para o futuro de Luis Henrique na próxima janela de transferências de janeiro. O clube italiano contratou o brasileiro no final da temporada passada por cerca de 23 milhões de euros, mas o jogador enfrenta dificuldades de adaptação sob o comando de Cristian Chivu. Em Milão, na segunda-feira (1º de dezembro de 2025), a diretoria confirmou que não planeja saídas imediatas, mas rumores de interesse de outros times da Serie A ganham força.
O ponta-esquerda, de 23 anos, acumulou poucas atuações de destaque desde a chegada, com apenas um gol e duas assistências em 12 jogos pela Serie A. Chivu optou por improvisar jogadores como Denzel Dumfries e Matteo Darmian em posições semelhantes nas últimas partidas, o que reforça a falta de confiança no ex-Marseille.
A medida ocorre em meio a um calendário apertado, com a Inter lutando pela liderança da Serie A e pela Liga dos Campeões.
- Principais motivos para a possível negociação:
- Baixo rendimento em jogos decisivos.
- Necessidade de equilíbrio no elenco para o segundo semestre.
- Interesse de rivais italianos em um perfil jovem e versátil.
Desempenho recente do brasileiro na Serie A
Luis Henrique estreou com expectativas altas após sua passagem pelo Olympique de Marseille, onde registrou nove gols e dez assistências na Ligue 1 da temporada anterior. No entanto, em Milão, o jogador soma apenas 450 minutos em campo até novembro de 2025.
A imprensa italiana, como a Gazzetta dello Sport, criticou abertamente sua atuação na vitória por 2 a 0 sobre o Pisa, no domingo (30 de novembro), onde ele não completou um drible bem-sucedido. Chivu, em coletiva pós-jogo, evitou comentários diretos, mas destacou a importância de “jogadores prontos para o momento certo”.
O técnico, que assumiu o cargo em julho de 2025, prioriza rotatividade no setor ofensivo para manter o ritmo da equipe.
Opções de reposição no mercado europeu
A diretoria da Inter, liderada por Piero Ausilio, afirma não sentir urgência em contratações para janeiro, mas monitora alternativas para a ala direita. O clube conta com opções internas como Matteo Darmian e o jovem Carlos Augusto, mas busca um substituto à altura de Dumfries.
Ausilio declarou, em entrevista ao canal Sportitalia na segunda-feira (1º de dezembro), que “não há necessidade de compras precipitadas”, mas admitiu avaliar perfis acessíveis no mercado. Relatos indicam interesse em jogadores como o inglês Noni Madueke, do Chelsea, visto como uma opção jovem e veloz.
Essa estratégia visa evitar desequilíbrios no elenco, especialmente com a proximidade do Mundial de Clubes em junho de 2026. A Inter planeja decisões rápidas para não comprometer a campanha na Serie A, onde ocupa a segunda posição com 32 pontos após 14 rodadas.
Interesse da Roma e propostas de troca
Roma manifestou interesse concreto em Luis Henrique, conforme reportado por fontes próximas à Serie A na terça-feira (2 de dezembro). O clube giallorossi vê no brasileiro uma solução para reforçar o ataque pelas pontas, onde enfrenta carências desde a saída de Tammy Abraham.
Uma proposta de troca surge como possibilidade, envolvendo o meio-campista Bryan Cristante ou o zagueiro Jan Ziolkowski. A Roma, treinada por Daniele De Rossi, busca jogadores versáteis para disputar vagas na Liga Europa.
O agente do jogador já contatou clubes da Ligue 1, como o Monaco, mas a permanência na Itália parece mais viável para uma adaptação gradual.
- Vantagens de uma troca para a Inter:
- Reforço imediato em posições carentes.
- Redução de custos salariais, estimados em 2,5 milhões de euros anuais para Henrique.
- Manutenção do equilíbrio financeiro para investimentos futuros.
Essa movimentação reflete a dinâmica do mercado de inverno, com negociações que podem se concretizar até o fim de janeiro de 2026.
Histórico de contratações e adaptações
O brasileiro chegou à Inter como o 36º jogador do país na história do clube, trazendo velocidade e habilidade no drible. Em sua temporada de estreia pelo Marseille, em 2024-2025, ele disputou 49 partidas, incluindo a Champions League.
Apesar disso, lesões menores e a concorrência interna frearam seu progresso em Milão. Chivu, em reuniões internas, enfatizou a necessidade de “paciência com jovens talentos”, mas os resultados recentes pesam contra.
A Inter investiu 25 milhões de euros totais na operação, incluindo bônus por desempenho, o que pressiona por retornos rápidos. Ausilio reiterou confiança no projeto, mas admitiu que “janeiro serve para ajustes pontuais”.
Impacto na rotação de Chivu
Cristian Chivu, de 45 anos, assumiu o comando da Inter após a saída de Simone Inzaghi e implementou um esquema 3-5-2 que exige laterais versáteis. Luis Henrique, improvisado na direita, não se encaixou ao estilo defensivo-ofensivo exigido.
O treinador testou formações alternativas nas últimas cinco vitórias consecutivas na Serie A, priorizando estabilidade. Sem Henrique, opções como Dimarco na esquerda e Barella no meio ganham mais espaço.
Essa rotação ajudou a Inter a somar 10 pontos nas últimas seis rodadas, incluindo empates contra Juventus e Milan.
A ausência prolongada pode forçar contratações emergenciais, dependendo da evolução do mercado.
Cenário amplo no mercado de transferências
Enquanto a Inter lida com o caso Henrique, o mercado europeu ferve com movimentações semelhantes. Clubes como Liverpool enfrentam interesses sauditas por Mohamed Salah, do Al-Hilal e Al-Qadsiah, que oferecem contratos milionários.
No Real Madrid, o lateral Ferland Mendy sofre nova lesão muscular no bíceps femoral direito, confirmada em 2 de dezembro de 2025, e só retorna em 2026. O francês, de 30 anos, acumula mais de 100 jogos perdidos por lesões desde 2019.
Esses episódios destacam a fragilidade de elencos em calendários intensos, com a Serie A registrando 15 trocas provisórias em janeiro de 2024.
A Inter monitora o cenário para evitar prejuízos, priorizando negociações que beneficiem todas as partes.
Perspectivas para o segundo semestre
Luis Henrique, natural de João Pessoa, na Paraíba, representa uma aposta em talentos sul-americanos, tradição da Inter com nomes como Adriano e Júlio César. Sua possível saída abre espaço para jovens da base, como o senegalês Lamine Camara.
Chivu planeja treinos específicos para adaptação, mas a diretoria foca em resultados concretos. A janela de janeiro, de 1º a 31, exige agilidade para manter a competitividade.
O clube, tricampeão italiano recente, mira o scudetto e a Champions, com confrontos contra Napoli e Bayern pela frente.
Essa avaliação interna sinaliza um planejamento estratégico para 2026, ano do Mundial de Clubes expandido.