Spotify lançou nesta terça-feira, 3 de dezembro de 2025, a edição anual do Wrapped, que resume os hábitos de mais de 700 milhões de usuários em todo o mundo. A plataforma destaca os artistas, músicas, álbuns, podcasts e audiobooks mais consumidos ao longo do ano. Bad Bunny retorna ao topo global como o artista mais ouvido, acumulando 19,8 bilhões de streams, enquanto colaborações como “Die With A Smile”, de Lady Gaga e Bruno Mars, marcam o ano com mais de 1,7 bilhão de reproduções.
O evento ocorre em meio a uma expansão do catálogo de áudio, com foco em tendências como o romantasy em narrativas faladas e análises culturais em podcasts. Usuários acessam seus resumos personalizados pelo app, incluindo tempo total de escuta e playlists exclusivas.
- Principais novidades no Wrapped 2025 incluem ranking de álbuns favoritos pela primeira vez.
- Integração de clipes de artistas como Taylor Swift e Billie Eilish para fãs.
- Destaque para gêneros emergentes, como K-pop em trilhas sonoras de filmes.
A iniciativa reforça o papel do Spotify como termômetro cultural, com dados coletados de janeiro a novembro de 2025.
Colaborações que definiram o ano
A música de 2025 ganhou força com parcerias inesperadas que capturaram a atenção global. “Die With A Smile”, de Lady Gaga e Bruno Mars, liderou as reproduções com seu lançamento no início do ano, beneficiado por divulgações em redes sociais.
Bruno Mars, conhecido por hits anteriores, uniu-se a ROSÉ em “APT.”, que ocupou o terceiro lugar no ranking mundial. Essas faixas exemplificam como colaborações cruzam fronteiras, misturando pop e elementos latinos.
Tendências em álbuns e streams
Bad Bunny consolidou sua posição com o álbum “DeBÍ TiRAR MáS FOToS”, que alcançou o primeiro lugar global. O projeto, lançado em meados de 2025, reflete influências urbanas e ritmos caribenhos que ressoaram em múltiplos mercados.
A trilha sonora de “KPop Demon Hunters”, filme da Netflix, surpreendeu ao ficar em segundo, impulsionada pelo single “Golden”. Álbuns como “HIT ME HARD AND SOFT”, de Billie Eilish, e “Short n’ Sweet”, de Sabrina Carpenter, retornaram aos tops, indicando lealdade de ouvintes.
Esses lançamentos acumularam bilhões de streams, com foco em narrativas visuais e integrações com plataformas de vídeo.
O fenômeno demonstra o impacto de produções audiovisuais na música, onde faixas de séries e filmes rivalizam com singles tradicionais.
Domínio de Bad Bunny no cenário global
O cantor porto-riquenho Bad Bunny alcançou 19,8 bilhões de streams em 2025, marcando sua quarta vez no topo do Spotify. Seu retorno ocorre após pausas em anos anteriores, com álbuns que misturam reggaeton e experimentações.
A campanha do Spotify em sua homenagem inclui um curta-metragem chamado “Leap Year” e ativações para fãs em várias cidades. Esses esforços visam engajar comunidades latinas e globais.
No Brasil, o artista manteve forte presença, influenciando paradas locais com faixas como “DtMF”. Sua versatilidade permitiu colaborações que expandiram seu alcance para além do público hispânico.
Destaques nos Estados Unidos
Taylor Swift assumiu o primeiro lugar como artista mais ouvida nos Estados Unidos, superando edições anteriores. Seu catálogo, incluindo regravações, atraiu streams consistentes de fãs de longa data.
Kendrick Lamar e SZA lideram as músicas com “luther”, que reflete debates culturais do ano. Morgan Wallen aparece nos álbuns com “I’m the Problem”, destacando o crescimento do country.
Podcasts como “The Joe Rogan Experience” dominam, com episódios sobre eventos como o apagão do TikTok. Audiobooks de fantasia, liderados por “Fourth Wing”, mostram preferência por narrativas imersivas.
Esses padrões variam por região, com Swift impulsionando vendas de ingressos para turnês.
Explosão do romantasy em audiobooks
O gênero romantasy emergiu como força dominante nos audiobooks premium do Spotify. “Fourth Wing”, de Rebecca Yarros, liderou com milhões de horas ouvidas, seguido por “Iron Flame”, do mesmo autor.
Sarah J. Maas contribuiu com a série “A Court of Thorns and Roses”, ocupando posições de 4 a 6 no ranking global. Títulos clássicos, como “The Fellowship of the Ring”, de J.R.R. Tolkien, ganharam nova vida entre ouvintes jovens.
A tendência reflete o boom de narrativas faladas, acessíveis via assinatura, com autores enviando mensagens personalizadas para fãs no Wrapped.
Podcasts como espelho cultural
“The Joe Rogan Experience” manteve o topo global pelo sexto ano consecutivo, com episódios que abordaram política e entretenimento. “The Diary Of A CEO with Steven Bartlett” ficou em segundo, focando em entrevistas motivacionais.
No Brasil, programas locais sobre futebol e economia cresceram, integrando análises de eventos como eleições municipais. Esses conteúdos serviram como espaço para discussões em tempo real sobre celebridades e tecnologia.
A categoria expandiu 20% em relação a 2024, impulsionada por integrações com notícias diárias.
Recursos personalizados para usuários
O Wrapped 2025 introduz quizzes interativos, como o de adivinhar a música top do ano. Usuários veem seu “listening age”, comparando gostos por década de lançamento das faixas.
Playlists personalizadas agora incluem contagem de streams por faixa, facilitando compartilhamentos em redes. Para criadores, microsites dedicados mostram engajamento de fãs por região.
Essas ferramentas aumentam a retenção, com mais de 90% dos usuários compartilhando resultados anualmente.
Influência de mídias visuais na música
Trilhas sonoras de produções como “KPop Demon Hunters” elevaram o K-pop nas paradas globais. “Golden”, com artistas como HUNTR/X, acumulou streams via clipes virais no YouTube.
Filmes e séries impulsionaram 15% das top 10 músicas, misturando gêneros como pop coreano e hip-hop americano. No Brasil, novelas locais influenciaram faixas regionais em playlists.
Essa interseção reforça o ecossistema de entretenimento integrado.