A Apple publicou uma página de suporte destacando preocupações com a privacidade em navegadores e aplicativos do Google. A empresa recomenda que usuários de iPhone e Mac optem pelo Safari em vez do Chrome.
O principal problema apontado envolve o fingerprinting digital. Essa técnica combina características do dispositivo, como configuração do sistema, fontes instaladas e versão do navegador, para criar um perfil único do usuário.
Diferente dos cookies tradicionais, o fingerprinting não pode ser bloqueado facilmente pelo usuário. A Apple afirma que o Safari simplifica a configuração do sistema para dificultar a identificação individual.
Mudanças na política do Google
O Google havia prometido eliminar práticas de rastreamento amplo, incluindo o fingerprinting. No entanto, a empresa reverteu essa decisão em 2025, permitindo novamente o uso dessa técnica em suas plataformas.
Essa alteração facilita a segmentação de anúncios personalizados. A Apple reforça que o Safari bloqueia rastreadores conhecidos e usa inteligência artificial para prevenir monitoramento avançado.
O alerta se estende a outros aplicativos do Google, como o app de buscas. Mesmo com o Safari como padrão, redirecionamentos para ferramentas do Google podem expor dados pessoais.

Principais proteções oferecidas pelo Safari
O Safari inclui recursos específicos para limitar o rastreamento. Entre eles:
- Bloqueio de rastreadores baseados em aprendizado de máquina
- Remoção de parâmetros únicos em URLs durante navegação privada
- Ocultação do endereço IP de rastreadores conhecidos
- Restrição padrão a extensões que acessam histórico de navegação
Além disso, o navegador não compartilha dados de localização com motores de busca. Na navegação privada, bloqueia rastreadores conhecidos de forma mais rigorosa.
A Apple compara diretamente com o Chrome em uma tabela de recursos. O Safari marca positivo em todas as categorias de proteção, enquanto o Chrome não oferece as mesmas defesas por padrão.
Vantagens adicionais do navegador da Apple
O Safari apresenta configurações simplificadas para reduzir o fingerprinting. Mais dispositivos parecem idênticos aos rastreadores, complicando a criação de perfis únicos.
Usuários podem verificar o impacto em ferramentas online que testam fingerprinting. No Safari, o resultado mostra maior anonimato em comparação com outros navegadores.
Outros benefícios incluem tradução nativa de páginas e integração com ecossistema Apple. O navegador também preserva bateria em Macs durante streaming de vídeo.
Extensão do alerta a outros apps Google
O aviso não se limita ao Chrome. Aplicativos como Google Docs, Sheets e Slides podem ativar rastreadores mesmo no Safari.
A Apple orienta evitar cliques em prompts que redirecionam para o app Google após buscas. Esses redirecionamentos facilitam coleta de dados ligados à identidade do usuário.
A empresa mantém o Google como motor de busca padrão no Safari. No entanto, enfatiza que o uso de ferramentas externas compromete as proteções integradas.
Contexto da disputa por privacidade
A recomendação reforça a posição da Apple como defensora da privacidade. O foco em bloqueios avançados diferencia o Safari de concorrentes.
O Google não comentou oficialmente o alerta mais recente. A empresa mantém bilhões de usuários no Chrome globalmente.
Usuários priorizando privacidade encontram no Safari uma opção com defesas ativas contra fingerprinting. A escolha final depende das necessidades individuais de sincronização e recursos.
Recursos extras de privacidade no Safari
O navegador oferece modo de navegação privada genuíno. Não armazena histórico, buscas ou dados de formulários.
Inclui prevenção inteligente contra rastreamento cross-site. Usa inteligência no dispositivo para identificar e bloquear perfis de usuários.
O relatório de privacidade mostra rastreadores bloqueados em tempo real. Usuários visualizam quantos foram impedidos em sites visitados.