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Flamengo encara Cruz Azul nesta quarta para sonhar com final contra PSG no Intercontinental

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O Flamengo inicia nesta quarta-feira, 10 de dezembro, sua campanha na Copa Intercontinental da Fifa, em Doha, no Catar. O time brasileiro, tetracampeão da Libertadores após vitória por 1 a 0 sobre o Palmeiras em Lima, enfrenta o Cruz Azul, do México, às 14h (horário de Brasília) no estádio Ahmad bin Ali. A partida, conhecida como Dérbi das Américas, define o primeiro passo para uma possível final contra o Paris Saint-Germain, atual campeão da Champions League.

O confronto ocorre em meio a um calendário apertado para o rubro-negro, que conquistou também o Campeonato Brasileiro e a Supercopa do Brasil em 2025. O PSG, por sua vez, avança diretamente à decisão graças ao título europeu obtido com goleada de 5 a 0 sobre a Inter de Milão em maio. A final está marcada para 17 de dezembro, no mesmo local, com horário a definir.

O técnico Filipe Luís convocou 26 jogadores para a viagem, incluindo destaques como Pedro e Luiz Araújo. A equipe chega embalada, mas precisa superar o desgaste de uma temporada intensa com múltiplos títulos.

  • Principais reforços no elenco: Pedro, com 18 gols na Libertadores, e Bruno Henrique, autor do gol decisivo na final continental.
  • Adversários iniciais: Cruz Azul, terceiro no Apertura mexicano, e Pyramids, do Egito, vencedor da Champions Africana.
  • Premiação em jogo: Pelo menos R$ 30 milhões para o campeão da Intercontinental, além de vaga no Mundial expandido de 2029.

Formato da competição exige foco total do Flamengo

A Copa Intercontinental, lançada em 2024 pela Fifa, substitui o antigo Mundial anual e reúne campeões continentais em um mata-mata compacto. O vencedor europeu entra direto na final, enquanto representantes de outras confederações disputam playoffs.

O Flamengo, como sul-americano, participa do Dérbi das Américas contra o Cruz Azul. A partida ocorre em campo neutro, mas com torcida dividida entre brasileiros e mexicanos. O vencedor avança à Copa Challenger contra o Pyramids, no sábado, 13 de dezembro, às 14h.

Essa estrutura beneficia o PSG, que joga apenas uma partida. O clube francês, treinado por Luis Enrique, prioriza o torneio, mas avalia escalações mistas devido a lesões como a de Achraf Hakimi e fadiga de jogadores como Nuno Mendes.

O rubro-negro, por outro lado, usa o momento para testar sua profundidade de elenco. Filipe Luís destacou a importância de rodízio, citando o bom desempenho em jogos recentes.

Danilo Flamengo
Danilo Flamengo – Celso Pupo/ shutterstock.com

Preparação rubro-negra para o Dérbi das Américas

O Flamengo desembarcou em Doha na segunda-feira, após folga curta pós-Brasileirão. Treinos leves focaram em posse de bola e finalizações, com ênfase na defesa contra contra-ataques rápidos do Cruz Azul.

O time mexicano chega com vantagem de calendário: jogou pela última vez em 7 de dezembro, contra o Tigres, e tem elenco descansado. Sob comando de Martin Anselmi, a equipe registrou 12 vitórias em 18 jogos no Apertura, com destaque para o atacante Ángel Sepúlveda, autor de 9 gols.

Filipe Luís, em sua primeira experiência internacional como técnico, reuniu o grupo para uma coletiva virtual. Ele enfatizou a coesão do time, que venceu 80% dos jogos em 2025 com ele no comando.

Dados internos mostram que o Flamengo tem média de 2,3 gols por partida na Libertadores, superior à do Cruz Azul na Concacaf (1,8). A arbitragem, comandada por um quarteto asiático, garante neutralidade.

Pyramids representa obstáculo africano na Challenger Cup

O Pyramids FC, do Egito, já está no Catar após eliminar o Al-Ahli por 3 a 1 na fase africano-asiática. O time, treinado por Pitso Mosimane, venceu a Champions da CAF em junho com campanha invicta, marcando 22 gols em 12 jogos.

Principais atletas incluem o atacante Fiston Mayele, com 11 gols na competição africana, e o brasileiro Ewerton, centroavante contratado por € 2 milhões. O clube egípcio tem investimento saudita e joga com intensidade alta, média de 58% de posse.

O confronto com o vencedor do Dérbi ocorre em 13 de dezembro, com intervalo curto de três dias. Isso testa a recuperação física do Flamengo, que usou 28 jogadores no Brasileirão.

Estatísticas da temporada indicam que o Pyramids tem defesa sólida, sofrendo apenas 0,7 gol por jogo na liga egípcia. O Flamengo planeja explorar as laterais, onde o time africano concede espaços.

O palco, Ahmad bin Ali, com capacidade para 45 mil, sediou a final da Intercontinental de 2024, vencida pelo Real Madrid. Condições climáticas em Doha, com 25°C à noite, favorecem o futebol técnico.

Estratégias do PSG para a final em Doha

O Paris Saint-Germain, vice-campeão do Mundial expandido de 2025 após derrota para o Chelsea, vê a Intercontinental como oportunidade de redenção. O time francês conquistou a tríplice coroa doméstica e a Champions, com 92 pontos na Ligue 1.

Luis Enrique convocou 25 atletas, mas lesões preocupam: Hakimi fora, Mendes e Doué em dúvida. O treinador considera rotação, priorizando jogos da Champions contra o Athletic Bilbao em 10 de dezembro e Metz em 13.

O elenco inclui estrelas como Ousmane Dembélé, com 18 gols na temporada, e Khvicha Kvaratskhelia, artilheiro da Champions com 12. Marquinhos, capitão brasileiro, acumula 39 títulos e mira o recorde.

O PSG tem histórico misto em torneios globais: terceiro no Mundial de 2021. Para a final, planeja pressão alta, com média de 65% de posse em jogos europeus. A logística de viagem, de Paris a Doha, dura 6 horas.

Histórico recente impulsiona ambições rubro-negras

O Flamengo busca o bicampeonato mundial após título em 2025 contra o Chelsea. Em 2024, o Botafogo caiu na estreia para o Pachuca, mas o rubro-negro bateu o Bayern na fase de grupos do Mundial expandido.

A torcida brasileira domina ingressos em Doha, com 20 mil esperados. A Fifa estima audiência global de 150 milhões, superior à final de 2024.

Filipe Luís elogiou a união do grupo, que superou lesões de Arrascaeta e pulo para a final da Libertadores. O técnico aposta em contra-ataques velozes contra o PSG.

O clube carioca faturou R$ 1,56 bilhão até setembro, com R$ 150 milhões do Mundial anterior. Uma vitória na Intercontinental adiciona R$ 30 milhões e prestígio.

Cenários para avanço sul-americano na competição

Vencer o Cruz Azul garante ao Flamengo a Challenger Cup. Em caso de empate, prorrogação e pênaltis decidem, como na final da Libertadores.

Contra o Pyramids, o rubro-negro explora fraquezas em bolas paradas, onde o egípcio sofreu 40% dos gols. Treinos em Doha simulam o calor noturno.

Se avançar, a final contra o PSG testa a maturidade do elenco jovem, com média de 26 anos. Histórico de brasileiros contra franceses: 12 vitórias em 25 jogos.

A Fifa premia troféus extras: Dérbi das Américas e Challenger Cup. O Flamengo mira todos para maximizar ganhos.

O torneio reforça o calendário global, com o Mundial expandido em 2029. Para 2025, o foco é imediato: superar etapas em Doha.

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