A Lua Cheia de dezembro, conhecida como Lua Fria ou Cold Moon, atingiu seu ápice em 4 de dezembro de 2025 e foi oficialmente o último supermoon do ano. O fenômeno ocorreu quando a Lua fica em perigee a menos de 12 horas do momento de plenilúnio fez com que ela aparecesse até 14% maior e 30% mais brilhante que uma lua cheia comum.
O evento coincidiu com anniversários históricos das missões Apollo 8 e Apollo 17 e ocorreu pouco antes do pico das chuvas de meteoros Geminidas e Ursidas, criando uma rara combinação astronômica no fim de 2025.
Características do supermoon de dezembro
A Lua alcançou o ponto mais próximo da Terra às 11h14 UTC de 4 de dezembro, apenas 11 horas e 40 minutos antes do instante de plenilúnio, às 22h54 UTC. Essa proximidade garantiu a classificação como supermoon.
No hemisfério norte, a Lua Fria seguiu trajetória alta no céu, semelhante ao Sol de junho, permanecendo visível por mais tempo e com maior nitidez graças ao ar seco do inverno.
Nomes tradicionais da Lua de dezembro
Diversas culturas indígenas da América do Norte atribuem nomes específicos à Lua Cheia de dezembro, ligados às condições climáticas da estação.
- Lua Fria (Cold Moon) – referência às baixas temperaturas
- Lua do Gelo Longo (Long Night Moon) – por ocorrer perto do solstício de inverno
- Lua da Neve (Snow Moon) – nomeação Cherokee
- Lua que Faz o Inverno (Winter Maker Moon) – tradição Abenaki

Conexão com missões Apollo e futuro da exploração lunar
O supermoon de 2025 ganhou peso histórico por ocorrer perto de duas datas marcantes da era Apollo.
A missão Apollo 17, última a levar humanos à superfície lunar, completou 53 anos em 7 de dezembro de 2025. Já a Apollo 8, primeira viagem tripulada ao redor da Lua e responsável pela famosa foto Earthrise, fará 57 anos em 21 de dezembro.
A NASA prepara a missão Artemis II para o primeiro semestre de 2026, que levará quatro astronautas em órbita lunar pela primeira vez desde 1972.
Chuvas de meteoros aproveitam céu escuro após a Lua Cheia
Duas importantes chuvas de meteoros de dezembro ganham condições favoráveis logo após o plenilúnio.
As Geminidas atingem o pico entre 13 e 14 de dezembro, com taxa horária zenital de até 120 meteoros em locais escuros e Lua minguante de apenas 30%.
As Ursidas, menos intensas, alcançam máxima atividade nos dias 21 e 22 de dezembro, com Lua nova de apenas 3% de iluminação, ideal para observação no hemisfério norte.

Visibilidade diferenciada entre hemisférios
A trajetória da Lua varia significativamente conforme a latitude do observador.
No hemisfério norte, a Lua de dezembro sobe alto e permanece longa horas acima do horizonte, facilitando fotos e observação a olho nu.
No hemisfério sul, onde começa o verão, a Lua segue caminho baixo, similar ao Sol de inverno, ficando menos tempo visível e com menor altitude máxima.
Como observar os próximos eventos celestes
Os fenômenos de dezembro ainda reservam boas oportunidades para quem gosta de astronomia amadora.
Para as Geminidas, o melhor horário será após a meia-noite de 13 para 14 de dezembro, olhando em direção à constelação de Gêmeos.
As Ursidas exigem madrugadas frias dos dias 21 e 22, com radiante próximo à estrela Kochab, na constelação da Ursa Menor.