O cometa interestelar 3I/ATLAS, terceiro objeto confirmado proveniente de fora do Sistema Solar, registrou mudança significativa na cor de seu halo gasoso. Observações realizadas após sua passagem mais próxima do Sol, conhecida como periélio, revelam uma tonalidade verde predominante na coma, o envelope de gás e poeira que o cerca. Essa alteração ocorre enquanto o objeto se aproxima de sua passagem mais próxima da Terra, prevista para 19 de dezembro de 2025, a uma distância segura de cerca de 269 milhões de quilômetros.
Especialistas atribuem a cor verde à emissão de luz por moléculas de carbono diatômico (C2), liberadas à medida que o cometa se aquece. Imagens capturadas por telescópios como o Gemini mostram essa transição de vermelho para verde, indicando variações na composição química do material ejetado. O fenômeno reflete processos naturais de sublimação de gelos no núcleo do cometa.
Descoberta e trajetória
O 3I/ATLAS foi identificado em 1º de julho de 2025 pelo sistema de telescópios ATLAS, no Chile. Sua trajetória hiperbólica confirmou origem interestelar, com velocidade excessiva de cerca de 58 km/s em relação ao Sol. Diferente de cometas do Sistema Solar, ele não orbita o Sol de forma fechada e seguirá para o espaço profundo após a passagem.
O objeto passou pelo periélio em 29 de outubro de 2025, quando atingiu maior brilho e atividade. Antes disso, aproximou-se de Marte em outubro e de Vênus em novembro. Após a Terra, passará perto de Júpiter em março de 2026. Essas proximidades permitiram observações detalhadas por missões espaciais.
Mudanças observadas na cor
Imagens pré-periélio exibiam halo avermelhado, associado a poeira e compostos orgânicos irradiados. Após o periélio, o halo ganhou tom verde intenso em fotos compostas com filtros azul, verde, laranja e vermelho.

Astrônomos explicam que o aquecimento solar altera a liberação de gases, favorecendo moléculas como C2 que emitem luz verde sob radiação ultravioleta. Observações anteriores registraram transições para tons azulados, mas a verde atual destaca-se pela intensidade. Essas variações revelam composição única do cometa, possivelmente formada em sistema estelar distante.
- Mudança de vermelho para verde indica evolução química no plume gasoso.
- Moléculas de carbono diatômico respondem pela emissão verde característica.
- Brilho aumentou significativamente, tornando-o visível com telescópios amadores.
- Comparações com cometas anteriores mostram similaridades em poeira micrométrica.
Observações científicas detalhadas
Telescópios como Hubble, Gemini e missões como Psyche e Lucy capturaram dados valiosos. O Hubble registrou a coma em novembro, a 178 milhões de milhas da Terra. Imagens do Gemini South, no Chile, comparam diretamente as fases pré e pós-periélio.
El cometa interestelar 3I/ATLAS reveló un resplandor verde inesperado https://t.co/F3vi4bovwa
— Tendencias (@infobaetrends) December 13, 2025
Pesquisas indicam aceleração não gravitacional, comum em cometas por ejeção de material. A coma contém grãos de poeira grandes e compostos orgânicos semelhantes a asteroides tipo D. Estudos espectroscópicos confirmam presença de cianeto e níquel em proporções incomuns.
Essas características ajudam a entender formação de sistemas planetários distantes. O 3I/ATLAS atua como cápsula temporal de bilhões de anos.
Contexto dos objetos interestelares
O 3I/ATLAS segue ‘Oumuamua (2017) e 2I/Borisov (2019) como terceiro visitante confirmado. Sua atividade cometária, com coma e cauda, difere do rochoso ‘Oumuamua. A velocidade elevada e trajetória confirmam ejeção de outro sistema estelar.
Observações coordenadas por NASA e ESA maximizam dados antes de sua saída definitiva. Não representa risco à Terra, passando a distâncias seguras.
Implicações para a astronomia
Mudanças como essa enriquecem conhecimento sobre cometas interestelares. A variação cromática reflete processos de outgassing influenciados pela proximidade solar. Dados coletados apoiam estudos sobre composição de objetos extrassolares.
Astrônomos continuam monitoramento com telescópios terrestres e espaciais. O brilho atual facilita observações por equipamentos modestos em céus escuros.
Atividade recente e brilho
O cometa alcançou magnitude 9 após periélio, visível com binóculos ou pequenos telescópios. Sua atividade aumentou com produção de gases voláteis. Imagens recentes mostram cauda curta e coma difusa.
Essas evoluções confirmam comportamento cometário típico, apesar da origem externa. Comparações com Borisov destacam similaridades em cor inicial avermelhada.
- Aceleração extra por ejeção de massa detectada em análises orbitais.
- Composição inclui gelos exóticos possivelmente preservados do espaço interestelar.
- Observações em raios X e ultravioleta complementam imagens visíveis.
- Potencial para detecção de plumas maiores nos próximos meses.
O monitoramento do 3I/ATLAS prossegue intensamente enquanto ele atravessa o Sistema Solar interno. Suas características únicas continuam a fornecer insights sobre o universo além das fronteiras solares.