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Ex-cuidador processa Angélica por demissão via WhatsApp e cobra indenização de R$ 191 mil

Angelica
Angelica — Foto: Globo/Léo Rosário

Um ex-cuidador identificado como Jardelson moveu ação trabalhista contra a apresentadora Angélica no Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro. Ele alega ter trabalhado por três anos e nove meses cuidando do pai dela, Francisco Ksyvicks, e auxiliando a mãe, sem registro formal em carteira.

A demissão ocorreu em 2 de julho de 2025 por mensagem de WhatsApp, sem pagamento de verbas rescisórias. O profissional recebia salário mensal de R$ 6.600 e cumpria jornada 12×36, das 8h às 20h, incluindo feriados.

Jardelson pede reconhecimento de vínculo empregatício, além de valores por horas extras, férias, 13º salário, FGTS e danos morais. O total reivindicado chega a R$ 191.674,18.

Detalhes da jornada de trabalho

O regime 12×36 exigia presença diária das 8h às 20h em dias alternados. Essa escala incluía finais de semana e datas festivas como Natal e Ano Novo, sem folgas compensatórias.

Jardelson relata subordinação a uma funcionária chamada Laís, que recebia orientações diretas de Angélica. Essa estrutura reforça a alegação de relação empregatícia formal.

Angelica
Angelica – Foto: Instagram

Alegações de irregularidades

Durante todo o período, não houve assinatura na Carteira de Trabalho nem depósitos de FGTS. O ex-cuidador afirma nunca ter recebido 13º salário ou férias remuneradas.

Após a demissão, o salário do mês não foi pago integralmente, gerando dificuldades financeiras. Ele precisou recorrer a empréstimos de familiares para se manter.

O pedido inclui aviso prévio de 39 dias e regularização da carteira com baixa. Essas reivindicações baseiam-se na legislação trabalhista vigente.

Pedidos na ação judicial

  • Reconhecimento do vínculo empregatício desde outubro de 2021;
  • Pagamento de horas extras e adicionais por trabalho em feriados;
  • Depósitos retroativos de FGTS e multa correspondente;
  • Indenização por danos morais devido à forma da dispensa.

O valor total soma R$ 191.674,18, distribuído entre verbas rescisórias e compensações.

Contexto familiar envolvido

Francisco Ksyvicks, pai de Angélica, sofreu AVC isquêmico em 2021. Esse episódio exigiu cuidados intensivos, motivando a contratação do cuidador.

Jardelson também prestava assistência básica à mãe da apresentadora, como administração de medicamentos. Essas tarefas ampliavam as responsabilidades diárias.

A família não alterou o regime informal mesmo após a recuperação parcial do idoso. O contrato verbal permaneceu sem formalidades legais.

Decisão inicial do juiz

O magistrado indeferiu audiência virtual e tramitação 100% digital. Ele justificou a medida pelo esgotamento causado por sessões remotas a juízes e servidores.

As partes deverão comparecer presencialmente ao tribunal. A audiência está prevista para o início de 2026, com possível data em março.

Essa determinação obriga confronto direto entre Angélica e Jardelson. O processo segue com análise de provas documentais e testemunhais.

Andamento do processo

A ação tramita na Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro. Documentos incluem mensagens de WhatsApp comprovando a demissão.

Testemunhas podem ser ouvidas para confirmar a subordinação e jornada. Perícias poderão avaliar o valor exato das verbas devidas.

Até o momento, não há manifestação pública da apresentadora sobre o caso. O processo continua em fase inicial de instrução.

A legislação trabalhista prevê proteção a empregados domésticos e cuidadores. Casos semelhantes envolvem reconhecimento de direitos retroativos em relações informais.

Muitos profissionais da área enfrentam falta de registro formal. Ações como essa buscam garantir pagamentos de benefícios não quitados ao longo dos anos.

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece obrigações para empregadores. Isso inclui anotação em carteira e recolhimentos previdenciários independentemente do ambiente familiar.

Direitos de cuidadores idosos

Cuidadores de idosos em residência familiar equiparam-se a empregados domésticos. Eles têm direito a jornada limitada, adicionais e folgas semanais.

A lei garante pagamento de horas extras além da oitava diária. Trabalho em feriados exige compensação dupla ou folga.

Registro obrigatório evita prejuízos futuros ao trabalhador. Ausência de formalidades não impede reconhecimento judicial do vínculo.

Muitos casos chegam à Justiça por demissões sem aviso prévio. Indenizações compensam perdas financeiras e emocionais decorrentes.

A categoria cresce com envelhecimento da população brasileira. Profissionais demandam mais proteção contra explorações comuns no setor.

Contratos informais expõem riscos a ambas as partes. Formalização previne litígios prolongados e custos elevados.

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