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Orçamento 2026: comissão valida redução em programas sociais e aumento de R$ 11,5 bi em emendas

Câmara dos Deputados
Câmara dos Deputados - Foto; diegograndi/istock

A Comissão Mista de Orçamento aprovou o projeto da Lei Orçamentária Anual para 2026 com remanejamento de despesas obrigatórias para aumentar emendas parlamentares.

O relator, deputado Isnaldo Bulhões, reduziu verbas em benefícios previdenciários e no programa Pé-de-Meia para liberar R$ 11,5 bilhões adicionais em emendas.

A aprovação ocorreu em votação simbólica nesta sexta-feira, 19 de dezembro, e o texto segue para o plenário do Congresso.

  • Cortes principais incluem R$ 6,2 bilhões nos benefícios previdenciários.
  • Redução de cerca de R$ 541 milhões no Pé-de-Meia, programa de bolsas para alunos do ensino médio.
  • Outras áreas afetadas: seguro-desemprego, Auxílio Gás, abono salarial e bolsas de pesquisa.

Detalhes dos cortes realizados

O relatório final incorporou reduções em despesas obrigatórias para acomodar o aumento nas emendas.

Benefícios previdenciários tiveram corte de R$ 6,2 bilhões, alterando a reserva de R$ 1,134 trilhão para R$ 1,128 trilhão.

O programa Pé-de-Meia perdeu R$ 436 milhões diretamente, além de R$ 105,5 milhões em etapas anteriores.

Essas mudanças ocorreram durante a tramitação na comissão, com foco em despesas classificadas como discricionárias.

Distribuição das emendas adicionais

Os R$ 11,5 bilhões extras foram direcionados principalmente para ministérios como Integração e Desenvolvimento Regional, Cidades e Saúde.

Parte dos recursos classifica-se como RP 2, sob controle do Executivo, mas indicados por parlamentares.

Houve recomposição de verbas de custeio para o Ministério da Defesa.

O total de emendas parlamentares alcança R$ 61 bilhões no orçamento aprovado pela comissão.

Reações e negociações envolvidas

A ministra Simone Tebet deslocou-se à Câmara para discutir o texto com parlamentares.

O governo manifestou preocupação com os cortes em despesas obrigatórias, que tendem a crescer ao longo do ano.

Não houve resistência formal à aprovação na comissão.

Negociações ocorreram antes da votação simbólica, sem registro de contestações.

Outras reduções em programas

O Auxílio Gás sofreu corte de R$ 300,7 milhões, reduzindo a reserva de R$ 5,1 bilhões para R$ 4,73 bilhões.

Seguro-desemprego perdeu R$ 391,2 milhões em verbas previstas.

Abono salarial teve redução de R$ 207 milhões.

Bolsas da Capes e do CNPq registraram cortes de R$ 262 milhões e R$ 72 milhões, respectivamente.

Essas alterações visam equilibrar a peça orçamentária com superávit projetado de R$ 34,5 bilhões.

Contexto da aprovação na comissão

A sessão retomou após pausa para ajustes finais no relatório.

Nenhum parlamentar detalhou as razões para os cortes além da recomposição para Defesa.

O texto agora aguarda votação no plenário do Congresso ainda nesta sexta-feira.

Caso aprovado, o governo poderá precisar de bloqueios futuros para ajustar despesas obrigatórias subestimadas.

Precedente em anos anteriores

Medidas semelhantes ocorreram em 2021, com corte superior a R$ 16 bilhões na previdência para emendas.

Na ocasião, o relator foi o senador Marcio Bittar, gerando tensão entre poderes.

O atual remanejamento segue padrão em anos eleitorais para ampliar recursos parlamentares.

A classificação como despesas discricionárias facilita a indicação por congressistas.

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