A prata registrou valorização superior a 140% em 2025, superando o ouro, que avançou cerca de 70%. O cobre acumulou alta de aproximadamente 37% no período, posicionando-se como destaque entre os metais industriais. Analistas apontam que o metal vermelho pode liderar ganhos em 2026, impulsionado por demanda estrutural.
Os preços dos metais fecharam o ano em patamares elevados. A prata atingiu níveis recordes acima de US$ 67 por onça em dezembro, enquanto o ouro superou US$ 4.480 por onça. O cobre alcançou cerca de US$ 5,61 por libra-peso no final de dezembro.
- Fatores como transição energética e infraestrutura de IA sustentaram as cotações.
- Compras de bancos centrais e busca por refúgio também influenciaram o mercado.
- Tensões geopolíticas contribuíram para a volatilidade positiva.
Desempenho da prata em 2025
A prata apresentou o maior avanço entre os metais preciosos no ano.
O metal branco acumulou ganhos superiores a 140%, impulsionados por demanda industrial e investidores. Setores como painéis solares, veículos elétricos e eletrônicos absorveram volumes crescentes.
A prata superou o ouro em retorno percentual, atraindo fluxos de ETFs e posições especulativas.
Avanço do ouro no ano
O ouro manteve trajetória ascendente ao longo de 2025.
As cotações romperam sucessivos recordes, alcançando picos acima de US$ 4.500 por onça. Compras contínuas de bancos centrais e enfraquecimento do dólar sustentaram o movimento.
O metal amarelo beneficiou-se de cortes de juros nos Estados Unidos e incertezas econômicas globais. Inflows em fundos lastreados reforçaram a demanda.

Alta consistente do cobre
O cobre registrou valorização de cerca de 37% em 2025, com preços próximos a US$ 12 mil por tonelada em momentos de pico.
A demanda por eletrificação, redes elétricas e centros de dados impulsionou as cotações. Restrições de oferta em minas e estoques baixos contribuíram para a firmeza.
O metal vermelho atuou como termômetro da economia global, reagindo a estímulos na China e transição energética.
Razões para otimismo com o cobre
Analistas veem potencial de alta adicional para o cobre em 2026.
A demanda estrutural por veículos elétricos, energia renovável e infraestrutura de IA permanece robusta. Déficits de oferta são projetados devido a limitações em novas minas e interrupções existentes.
- Escassez global de concentrado pressiona fundições.
- Tarifas comerciais e políticas de estímulo influenciam fluxos.
- Projeções indicam preços médios acima de US$ 10 mil por tonelada.
Demanda industrial em expansão
Setores de tecnologia e energia verde impulsionam o consumo de cobre.
Centros de dados para inteligência artificial exigem grandes quantidades do metal em cabos e sistemas de refrigeração. Projetos de redes elétricas e fontes renováveis ampliam a necessidade.
A China continua como principal importadora, respondendo por metade da demanda mundial. Países emergentes contribuem para o crescimento sustentado.
Projeções para o mercado em 2026
O mercado de metais básicos aponta para continuidade de altas no cobre.
Instituições preveem consolidação em níveis elevados, com risco de novos recordes. Volatilidade pode surgir de políticas comerciais e variações na economia chinesa.
O cobre é visto como aposta principal para o próximo ano, superando metais preciosos em potencial de retorno.