Lesão e mudança tática moldam temporada de oscilação do volante Pablo Maia no São Paulo
Pablo Maia, figura consolidada no meio-campo do São Paulo em temporadas anteriores, experimentou um cenário distinto em 2025. O volante, revelado em Cotia, não conseguiu manter o nível de protagonismo que o havia colocado em destaque no futebol nacional.
Sua campanha no ano foi aquém das expectativas, caracterizada por desafios físicos significativos e uma notável adaptação a novas atribuições táticas dentro da equipe. Esses fatores combinados resultaram em uma performance que contrastou com seu histórico recente de pilar do time tricolor.
A complexidade da temporada envolveu uma grave lesão que o afastou por meses e a necessidade de se reinventar em campo sob um novo comando técnico, buscando readquirir o ritmo e a influência de outrora.
Desafios físicos e retorno gradual
Em fevereiro, o jogador Pablo Maia enfrentou um sério revés ao sofrer uma lesão no tornozelo direito. O diagnóstico de um problema ligamentar exigiu que o atleta passasse por uma intervenção cirúrgica, comprometendo parte significativa de seu primeiro semestre.
A recuperação foi um processo cuidadoso e demandou tempo longe dos gramados, com o volante seguindo um protocolo rigoroso para garantir seu restabelecimento completo antes de ser liberado para atuar novamente.
Transformação de função em campo
Com a chegada de Hernán Crespo ao comando técnico do São Paulo, o meio-campo passou por uma reformulação tática. A dupla formada por Bobadilla e Marcos Antônio se tornou a principal escolha para a região central do setor.
Essa nova configuração fez com que Pablo Maia fosse frequentemente deslocado para uma posição mais avançada. Ele começou a atuar como um meia de construção, distante da função defensiva onde se destacou e consolidou seu espaço nas temporadas anteriores.
Adaptação e sequência de jogos
Apesar da alteração em seu posicionamento, o camisa 29 demonstrou considerável capacidade de adaptação às novas demandas táticas. Essa flexibilidade permitiu que ele mantivesse uma sequência de atuações.
Maia chegou a registrar 15 partidas consecutivas como titular, alternando entre as responsabilidades de volante e meia armador. A grande quantidade de lesões que acometeu o elenco tricolor ao longo de 2025 também influenciou essa utilização versátil do jogador.
* Lesão no tornozelo direito em fevereiro.
* Necessidade de intervenção cirúrgica.
* Afetou o primeiro semestre do jogador.
* Retorno gradual com assistência na Libertadores.
Retomada de ritmo e dados da temporada
O retorno de Pablo Maia aos gramados ocorreu de forma gradual, gerando boas expectativas, especialmente após uma assistência decisiva em seu segundo jogo, contra o Libertad, pela Copa Libertadores. Contudo, o volante encontrou obstáculos para reassumir o comando do setor como nos anos anteriores.
Mesmo com a dificuldade em retomar o patamar de protagonista absoluto, o jogador se manteve ativo na equipe. Seus números ao final de 2025 foram de 42 partidas disputadas, sendo 30 delas como titular.
Durante esses jogos, Pablo Maia marcou dois gols e contribuiu com uma assistência. Apesar de mostrar participação ativa com passes decisivos e dribles bem-sucedidos, seu impacto geral não alcançou o mesmo nível das temporadas passadas, refletindo a complexidade de seu ano.
Cenário de mercado para o volante
Em agosto, Pablo Maia renovou seu contrato com o São Paulo, estendendo o vínculo com o clube até o final de 2029. Embora a renovação demonstre uma aposta no atleta, internamente, o jogador não é considerado inegociável.
A diretoria do São Paulo admite a possibilidade de avaliar cenários de mercado para o volante. Recentemente, o nome de Pablo Maia surgiu em conversas sobre uma potencial troca com o Botafogo, uma negociação que também poderia envolver outros nomes como Bobadilla e Rodriguinho.




