Um sistema de baixa pressão provocou intensas chuvas em Santa Catarina na segunda-feira, 29 de setembro de 2025, resultando em significativos alagamentos, interrupções no fornecimento de energia elétrica e severas complicações no trânsito em diversas regiões do estado. Os transtornos concentraram-se principalmente na Grande Florianópolis e no Oeste catarinense, onde o volume de precipitação superou as expectativas, saturando o solo e os sistemas de drenagem. A situação mobilizou equipes de emergência e causou consideráveis prejuízos materiais e logísticos à população e infraestrutura.
A força do temporal, caracterizada por ventos fortes e pancadas de chuva contínuas, iniciou-se durante a madrugada e intensificou-se ao longo da manhã, pegando muitos moradores desprevenidos. Diversas ruas e avenidas transformaram-se em rios, impossibilitando a passagem de veículos e pedestres e deixando comunidades isoladas.

Autoridades estaduais emitiram alertas de risco hidrológico e geológico, recomendando cautela e que a população evitasse deslocamentos desnecessários. As condições meteorológicas adversas exigiram a implementação de planos de contingência em municípios como Florianópolis, São José e Chapecó.
Danos extensos na infraestrutura catarinense
A passagem do sistema de baixa pressão deixou um rastro de interdições na infraestrutura de Santa Catarina. Rodovias e estradas vicinais foram as mais afetadas, com acúmulo excessivo de água e riscos de desabamentos. Em áreas costeiras, a força da maré alta combinada com a chuva causou erosão da orla.
Equipes de engenharia civil foram mobilizadas para avaliar estruturas e realizar interdições, visando a segurança. O Oeste catarinense, região agrícola crucial, registrou perdas em lavouras e danos significativos a propriedades rurais.
Milhares sem energia elétrica
A interrupção no fornecimento de energia elétrica atingiu dezenas de milhares de unidades consumidoras em todo o estado. Quedas de árvores sobre a fiação e postes danificados foram as principais causas dos blecautes.
Concessionárias acionaram planos de emergência, deslocando técnicos às áreas mais críticas. A recomposição foi dificultada pelas condições climáticas adversas e pela complexidade dos reparos.
Em muitas localidades, a falta de energia impactou semáforos e sistemas de comunicação. O restabelecimento é gradual, priorizando serviços essenciais como hospitais antes da normalização completa.
Trânsito colapsado e vias bloqueadas
A mobilidade urbana foi severamente comprometida, com trânsito colapsado na Grande Florianópolis e no Oeste. Interdições ocorreram em dezenas de rodovias estaduais e federais.
Bloqueios se deveram a deslizamentos de terra, quedas de barreiras e alagamentos intransitáveis. Motoristas ficaram presos em engarrafamentos por horas, buscando rotas alternativas.
O transporte público operou com restrições e atrasos, afetando rotinas. A Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Militar orientaram condutores, mas a extensão dos problemas exigiu paciência.
Florianópolis enfrentou bloqueios em acessos como Via Expressa e BR-101. A orientação das autoridades foi evitar circular, a menos que estritamente necessário.
Ações de resposta e prevenção
As secretarias de Defesa Civil coordenaram ações de resposta imediata, disponibilizando abrigos temporários para desalojados. Equipes atuaram na remoção de entulhos e monitoramento de áreas de risco, focando em locais propensos a deslizamentos.
Medidas preventivas futuras, como limpeza e desobstrução de córregos e galerias pluviais, serão intensificadas. O objetivo é preparar o estado para novos eventos climáticos, com cooperação governamental e conscientização da população.
Persistência do fenômeno climático
O sistema de baixa pressão ainda deve influenciar o tempo em Santa Catarina nos próximos dias, embora com intensidade reduzida. Modelos meteorológicos indicam chuvas esparsas e pancadas localizadas, especialmente no Planalto e Litoral, mantendo o estado em alerta para novos riscos. A população deve permanecer atenta aos comunicados da Defesa Civil e órgãos de meteorologia, evitando áreas de encosta e margens de rios, além de não se aproximar de locais alagados ou com risco de desabamento, garantindo a segurança.
Apoio às áreas mais atingidas
Municípios mais afetados receberam suporte do governo estadual e de ONGs. Ações de assistência humanitária, incluindo distribuição de alimentos, água e itens de higiene, auxiliaram famílias. Campanhas de arrecadação demonstraram a solidariedade da comunidade catarinense na recuperação.