O teto dos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi reajustado para R$ 8.475,55 em 2026. O valor anterior era de R$ 8.157,41. A correção de 3,9% foi aplicada aos benefícios acima do salário mínimo nacional e oficializada por meio de portaria interministerial assinada pelo Ministério da Previdência Social e Ministério da Fazenda. A medida afeta aposentadorias, auxílios e pensões de milhões de segurados em todo o país.
O reajuste segue a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 2025. Cerca de 12,2 milhões de brasileiros recebem valores acima do piso nacional. Os novos montantes começam a ser pagos a partir de 3 de fevereiro, conforme o calendário habitual do INSS.
Novo piso e benefícios assistenciais
O piso previdenciário, que corresponde ao valor mínimo dos benefícios como aposentadorias, auxílio por incapacidade temporária e pensão por morte, passa a ser de R$ 1.621. Esse montante acompanha o salário mínimo nacional vigente desde 1º de janeiro de 2026.
O Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos e pessoas com deficiência em situação de extrema pobreza, também é fixado em R$ 1.621. O mesmo valor vale para a renda mensal vitalícia e pensões especiais relacionadas a vítimas de hemodiálise em Caruaru (PE).

Aumento para seringueiros
O benefício pago a seringueiros e seus dependentes foi atualizado para R$ 3.242 em 2026. Essa correção mantém a proporcionalidade com o novo piso nacional. O valor representa o dobro do salário mínimo atual.
A cota do salário-família passa a ser de R$ 67,54. Esse benefício é concedido a segurados com remuneração mensal de até R$ 1.980,38.
Atualização das faixas de contribuição
Os trabalhadores empregados, domésticos e avulsos passam a contribuir com alíquotas progressivas sobre as novas faixas salariais. A tabela atualizada reflete o mesmo índice de 3,9% aplicado aos benefícios.
As alíquotas são as seguintes: 7,5% para salários até R$ 1.621,00; 9% para a faixa de R$ 1.621,01 até R$ 2.902,84; 12% para R$ 2.902,85 até R$ 4.354,27; e 14% para salários de R$ 4.354,28 até o teto de R$ 8.475,55. As contribuições referentes a janeiro são recolhidas apenas na folha de fevereiro.
O sistema progressivo garante que o desconto incida apenas sobre cada faixa específica. Isso evita tributação excessiva sobre a totalidade do salário. Trabalhadores com remuneração próxima ao teto terão desconto máximo aproximado de R$ 988,09.
Impacto nos segurados acima do mínimo
A correção de 3,9% preserva o poder de compra dos benefícios concedidos há mais tempo. Segurados que iniciaram o recebimento ao longo de 2025 recebem aumento proporcional ao período. O INSS disponibiliza extratos atualizados no site e aplicativo Meu INSS.
A medida mantém a sustentabilidade do sistema previdenciário. O reajuste integral aplica-se aos benefícios ativos em 1º de fevereiro de 2025.
Consulta aos novos valores
Os segurados podem verificar os valores corrigidos por meio do portal Meu INSS ou pelo telefone 135. O acesso exige login na plataforma Gov.br.
As informações incluem detalhes sobre aposentadorias, pensões e auxílios. O INSS reforça que os pagamentos seguem o calendário mensal habitual.
O reajuste anual garante a manutenção dos direitos previdenciários. Os valores atualizados beneficiam diretamente milhões de famílias brasileiras.