A princesa de Gales, Kate Middleton, estabeleceu diretrizes claras para a criação de seus filhos, e uma delas envolve uma regra linguística específica para a babá da família. Maria Teresa Turrion Borrallo, que cuida do príncipe George, da princesa Charlotte e do príncipe Louis desde 2014, foi instruída a não utilizar a palavra “kids” ao se referir às crianças. A medida reflete uma abordagem educacional focada no respeito e na individualidade de cada um dos jovens herdeiros ao trono britânico.
A orientação não é um capricho real, mas sim parte de uma filosofia que valoriza a linguagem como ferramenta de formação. Para os príncipes de Gales, tratar os filhos pelos nomes ou como “crianças” em vez de um termo genérico e informal reforça a percepção de que eles são indivíduos únicos. Essa prática está alinhada com a formação de elite da babá e com o estilo parental ativo que Kate e o príncipe William adotam no dia a dia.
Apesar de contarem com o apoio constante de Maria Borrallo, o príncipe e a princesa de Gales fazem questão de participar intensamente da rotina familiar. Desde levar as crianças à escola até supervisionar as atividades extracurriculares, o casal busca equilibrar os deveres da coroa com uma infância o mais normal possível para George, de 13 anos, Charlotte, de 11, e Louis, de 8.
A formação especializada da babá real
Maria Teresa Turrion Borrallo, de origem espanhola, é uma profissional altamente qualificada, formada pela renomada Norland College, na cidade de Bath, Inglaterra. A instituição, fundada em 1892, é mundialmente reconhecida por preparar as melhores babás do mundo, que frequentemente trabalham para famílias da elite global, incluindo membros da realeza. O curso tem duração de três anos e oferece um currículo extenso que vai muito além dos cuidados infantis básicos, incluindo módulos de psicologia, nutrição e primeiros socorros.
O treinamento na Norland é famoso por seu rigor e abrangência, preparando as alunas para lidar com qualquer situação. As “Norland Nannies”, como são conhecidas, aprendem técnicas de segurança, direção defensiva e evasiva, e até mesmo defesa pessoal para garantir a proteção das crianças sob seus cuidados. O uniforme tradicional da instituição, com seu chapéu marrom e vestido bege, é um símbolo de excelência e discrição, qualidades essenciais para quem trabalha em um ambiente de alta visibilidade como o da família real.
A diretriz da Norland College sobre linguagem
A proibição do uso da palavra “kids” não é uma regra exclusiva imposta por Kate Middleton, mas sim um princípio ensinado na Norland College. A instituição instrui suas alunas a evitarem o termo por considerá-lo desrespeitoso e informal demais, sugerindo que ele agrupa as crianças de forma impessoal. A filosofia é que chamá-las por seus nomes ou pelo termo “crianças” promove um maior senso de individualidade e respeito.
Louise Heren, autora e especialista que passou um ano na instituição para um documentário, confirmou publicamente essa diretriz. Segundo ela, a regra faz parte de um esforço maior para incutir nas futuras babás a importância de uma comunicação que valorize e dignifique os pequenos. Essa abordagem linguística é aplicada consistentemente em todos os contextos, desde momentos formais até as brincadeiras mais descontraídas do dia a dia.
Essa prática reforça a ideia de que cada interação verbal contribui para a autoestima e o desenvolvimento da criança. Ao seguir essa orientação, a babá real não apenas cumpre uma exigência de seus empregadores, mas também aplica os princípios fundamentais de sua formação de elite, garantindo um ambiente de cuidado que é ao mesmo tempo afetuoso e estruturado.
O método parental de Kate Middleton
O estilo educacional adotado pela princesa de Gales é frequentemente descrito por especialistas em realeza como uma combinação de rigor e afeto. Kate valoriza a consistência nas regras e a importância de conversas abertas sobre sentimentos e emoções. Ela incentiva os filhos a se expressarem, criando um ambiente seguro onde podem compartilhar suas preocupações e alegrias sem julgamento.
Um pilar fundamental na criação dos jovens príncipes é o tempo de qualidade em família e o contato com a natureza. A princesa prioriza atividades ao ar livre, longe de telas e distrações digitais, acreditando que isso é essencial para um desenvolvimento saudável. A família reside em Adelaide Cottage, nos terrenos do Castelo de Windsor, uma localização que oferece maior privacidade e espaço para as crianças explorarem.
A participação ativa de Kate e William na vida escolar e social dos filhos é outra marca de sua abordagem. Eles são vistos regularmente deixando e buscando as crianças na escola e comparecendo a eventos esportivos e apresentações. Essa presença constante busca normalizar a experiência da infância, apesar do contexto extraordinário em que vivem.
A disciplina é aplicada de maneira calma e construtiva. Em vez de gritar, Kate opta por retirar a criança da situação conflituosa para uma conversa tranquila, uma técnica que especialistas chamam de “pausa para o sofá”. Essa abordagem ensina as crianças a refletirem sobre seu comportamento e a entenderem as consequências de suas ações de forma positiva.
Reconhecimento pelo serviço à coroa
A dedicação e o profissionalismo de Maria Teresa Turrion Borrallo foram oficialmente reconhecidos. Ela foi incluída na lista de Honras de Ano Novo de 2026, recebendo uma distinção por seus anos de serviço leal à família do príncipe e da princesa de Gales. A honraria destaca não apenas sua competência, mas também a discrição com que desempenha seu papel fundamental nos bastidores.
Sua importância para a família vai além dos cuidados diários. Maria Teresa acompanha as crianças em viagens internacionais e compromissos oficiais, fornecendo uma presença estável e familiar em meio à agenda agitada dos pais. Essa continuidade é crucial para o bem-estar emocional de George, Charlotte e Louis, garantindo que sua rotina seja mantida o mais consistente possível, independentemente de onde estejam.
Treinamento que vai além do convencional
A preparação de uma babá da Norland College é multifacetada e projetada para os desafios do mundo moderno, especialmente para clientes de alto perfil. O currículo da instituição é constantemente atualizado para incluir competências que vão muito além de trocar fraldas ou preparar refeições. As alunas aprendem sobre cibersegurança para proteger as crianças online, técnicas de gerenciamento de crises e como lidar com a atenção da mídia. O treinamento de direção defensiva, por exemplo, é realizado em pistas de teste para simular cenários de perseguição ou de risco, garantindo que a babá possa transportar as crianças com segurança em qualquer circunstância. Além disso, a formação em artes e ofícios é avançada, capacitando as profissionais a criarem atividades educativas e estimulantes que contribuem para o desenvolvimento cognitivo e motor das crianças, mantendo-as engajadas de forma criativa e produtiva.
A rotina dos jovens herdeiros
Longe dos holofotes, a rotina de George, Charlotte e Louis é a de crianças em idade escolar. Eles frequentam a Lambrook School, uma instituição de ensino próxima à residência da família em Windsor, onde participam de um currículo acadêmico completo e de diversas atividades extracurriculares. Os interesses variam entre esportes como futebol e tênis, além de aulas de música e artes.
Os pais incentivam ativamente o desenvolvimento de hobbies e paixões individuais, permitindo que cada um explore seus próprios talentos. O objetivo é proporcionar uma base sólida que combine educação formal com o desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais, preparando-os não apenas para seus futuros papéis, mas para a vida como indivíduos completos e equilibrados.
A influência direta dos pais
Kate Middleton busca replicar na criação dos filhos os valores de gentileza, respeito e honestidade que recebeu de seus próprios pais, Carole e Michael Middleton. A princesa é uma defensora proeminente da saúde mental e do desenvolvimento na primeira infância, e aplica esses princípios diretamente em casa, mantendo um diálogo aberto com os filhos sobre bem-estar emocional.