Pagamentos em criptomoedas deixaram de ser apenas uma opção alternativa em 2025 e passaram a integrar as operações diárias de empresas em todo o mundo. Um relatório recente sobre o setor indica que merchants utilizaram ativos digitais não só para receber valores, mas também para liquidar fundos, realizar pagamentos e gerenciar fluxos de tesouraria. Essa transição demonstra a maturidade do mercado e a inserção das criptomoedas na espinha dorsal financeira de negócios globais.
O Bitcoin recuperou a liderança entre os ativos mais usados, respondendo por 22,1% das transações processadas no período. A rede Bitcoin, incluindo a Lightning Network, destacou-se como a principal via de pagamentos, atendendo à demanda por liquidações seguras e rápidas.
Outras redes também registraram avanços significativos ao longo do ano. A participação do TRX subiu de 9,1% para 11,5%, enquanto o Ethereum cresceu de 8,9% para 10,6%.
Bitcoin retoma liderança em transações
O Bitcoin consolidou sua posição como o ativo mais utilizado em pagamentos cripto durante 2025. A rede principal, combinada com a Lightning Network, tornou-se a infraestrutura preferida para transações rápidas e de baixo custo.
A Litecoin manteve o terceiro lugar na preferência dos merchants. Em determinados períodos do verão, o ativo chegou a ocupar a segunda posição, reforçando sua utilidade em pagamentos com taxas reduzidas.

Crescimento de redes alternativas
Redes como TRON e Ethereum ganharam espaço relevante no ecossistema de pagamentos. O TRX dominou as transações na rede TRON, elevando sua participação de 20,2% para 80,3% ao final do ano.
Como resultado direto desse movimento, 58,5% dos pagamentos na rede TRON foram realizados em TRX. Esse domínio reflete a busca por eficiência em custos operacionais.
O Ethereum recuperou terreno por meio da atividade com stablecoins. Camadas 2, como Polygon, Arbitrum e Base, atraíram empresas interessadas em taxas menores e conexões mantidas ao ecossistema principal.
Uso de stablecoins em pagamentos globais
Stablecoins consolidaram-se como ferramenta prática para freelancers e plataformas online. Pagamentos em USDC na rede Ethereum ou em camadas 2 reduziram atrasos bancários e custos com câmbio.
Empresas passaram a adotar essas soluções para transferências internacionais ágeis. A estabilidade de valor das stablecoins facilitou a integração em fluxos operacionais regulares.
Aumento nas liquidações em cripto
A proporção de merchants que optaram por liquidar em criptomoedas subiu de 27% para 37,5% em 2025. Esse crescimento indica que mais organizações mantêm ativos digitais como capital de giro.
A retenção de stablecoins e criptomoedas evitou conversões imediatas para moedas fiduciárias. Empresas aproveitaram a volatilidade controlada para otimizar tesouraria e reduzir dependência de bancos tradicionais.
Muitos negócios incorporaram cripto em rotinas financeiras diárias. A mudança reflete confiança maior na estabilidade e na liquidez dos ativos digitais disponíveis no mercado.
Pagamentos outbound ganham escala
Criptomoedas tornaram-se instrumento eficiente para pagamentos a fornecedores, parceiros e contratados. Os ativos mais empregados nessas operações foram USDC, Bitcoin e Ethereum.
A preferência pelo USDC alcançou 83,4% dos payouts processados no ano. Essa escolha combina estabilidade de preço com alta liquidez em diversas plataformas.
Empresas globais utilizaram essas ferramentas para agilizar transferências transfronteiriças. A redução de intermediários bancários diminuiu custos e prazos de processamento.
Distribuição geográfica das transações
Os Estados Unidos lideraram o volume total de transações em criptomoedas ao longo de 2025. A Holanda ascendeu para o terceiro lugar entre os países mais ativos no setor.
A Nigéria continuou entre os mercados de maior movimento. Essa presença destaca a adoção em economias emergentes com demanda por soluções alternativas.
Por regiões, a Europa concentrou a maior fatia de pagamentos processados. América do Norte, Ásia, África e América do Sul seguiram em sequência de volume.
Redes camada 2 impulsionam eficiência
Camadas 2 do Ethereum atraíram merchants em busca de custos operacionais menores. Polygon, Arbitrum e Base registraram aumento expressivo de uso ao longo do ano.
Essas soluções mantiveram compatibilidade com o ecossistema Ethereum principal. Empresas priorizaram velocidade e economia sem sacrificar segurança.
A integração facilitou pagamentos a colaboradores remotos em diversas jurisdições. Plataformas de serviços online adotaram essas redes para otimizar fluxos globais.
Stablecoins como capital operacional
Empresas elevaram a retenção de stablecoins como reserva de valor operacional. O crescimento nas liquidações em cripto reforçou essa tendência ao longo de 2025.
Stablecoins ofereceram alternativa estável para gestão de tesouraria diária. Merchants reduziram exposição a flutuações cambiais em operações internacionais.
A combinação de liquidez e previsibilidade atraiu organizações de diferentes portes. O uso expandido sinaliza transição para modelos híbridos de finanças digitais.
Tendências regionais em destaque
Europa manteve liderança regional em volume de pagamentos cripto processados. Fatores como regulamentação clara e infraestrutura tecnológica contribuíram para essa posição.
América do Norte acompanhou de perto, impulsionada pelo mercado estadounidense. Países como Canadá e México também registraram crescimento em adoção empresarial.
Ásia e África apresentaram taxas elevadas de expansão relativa. Mercados emergentes aproveitaram criptomoedas para contornar limitações de sistemas tradicionais.
A América do Sul, embora com participação menor, mostrou avanços em nichos específicos. Empresas locais integraram soluções cripto para remessas e comércio internacional.
Integração em fluxos de tesouraria
Criptomoedas passaram a fazer parte ativa da gestão de tesouraria em 2025. Merchants utilizaram ativos digitais para equilibrar entradas e saídas financeiras com maior agilidade.
A Lightning Network, em particular, facilitou transações instantâneas de pequeno e médio porte. Essa capacidade ampliou o escopo de uso além de grandes transferências.
Empresas de e-commerce e serviços digitais lideraram a adoção dessas ferramentas. A infraestrutura cripto suportou volumes crescentes sem comprometer desempenho operacional.
A evolução observada ao longo do ano consolida as criptomoedas como componente estrutural das finanças empresariais modernas, com dados indicando continuidade dessa tendência em períodos subsequentes por meio de maior eficiência, redução de custos e alcance global ampliado.