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Casagrande exalta goleiro Brazão e critica pose de craque de Gabriel Menino no Santos

Brenno Casagrande
Brenno Casagrande - Foto: Reprodução/Tv Globo

Walter Casagrande Júnior, renomado comentarista esportivo, ofereceu suas análises contundentes sobre a derrota do Santos para o São Paulo por 2 a 0 no Morumbis. O clássico, válido pelo Campeonato Paulista, gerou discussões intensas sobre o desempenho de alguns atletas alvinegros.

O ex-atacante focou sua atenção em dois jogadores santistas que tiveram atuações diametralmente opostas: o goleiro Gabriel Brazão e o meio-campista Gabriel Menino. As impressões de Casão, publicadas em sua coluna, destacaram um como herói e outro como elemento comprometedor para a equipe.

Brazão foi apontado como crucial para evitar um placar mais elástico, enquanto Menino, expulso no primeiro tempo, recebeu duras críticas por sua postura e desempenho em campo. As observações do comentarista reverberam a preocupação com o momento do Peixe na temporada.

Destaque individual em meio ao revés do Peixe

O desempenho do Santos no clássico contra o São Paulo, no Morumbis, foi marcado pela superioridade do adversário, mas também pela atuação decisiva de um de seus jogadores. Gabriel Brazão, o goleiro do time da Vila Belmiro, emergiu como um ponto de luz, realizando defesas que impediram um resultado ainda mais desfavorável. Casagrande sublinhou a importância do atleta, que se mostrou um verdadeiro “monstro” debaixo das traves.

Em sua análise, o comentarista enfatizou que, sem a performance exemplar de Brazão, o cenário para o Santos poderia ser drástico. Ele sugeriu que a equipe estaria em risco tanto no Campeonato Brasileiro, de onde veio a projeção de queda, quanto na atual disputa do Paulista em 2025. Esta constatação aponta para uma dependência preocupante em relação a atuações isoladas de seus talentos individuais.

Mesmo com o domínio territorial e de posse de bola do Tricolor Paulista, a capacidade de criação de jogadas do São Paulo encontrou um paredão no camisa 1 santista. Brazão interveio em momentos cruciais, evitando que as investidas ofensivas se transformassem em gols e mantendo o placar em condições de mínima competitividade até a expulsão de Gabriel Menino que, de certa forma, alterou o panorama da partida.

A capacidade do goleiro de responder sob pressão demonstra um preparo técnico e psicológico fundamental, especialmente em um momento onde o clube atravessa uma fase de grande instabilidade. A sua presença e segurança transmitem um fio de esperança para os torcedores, que anseiam por dias melhores no restante da temporada e a estabilização do elenco.

A irresponsabilidade de Gabriel Menino e a expulsão

Enquanto um jogador recebia louvores, outro era alvo de fortes reprimendas de Walter Casagrande Júnior. Gabriel Menino, meio-campista do Santos, teve sua atuação no clássico interrompida por uma expulsão aos 35 minutos do primeiro tempo, um lance que mudou o rumo da partida para o Alvinegro e impactou diretamente na estratégia da equipe.

O cartão vermelho veio após um segundo amarelo, resultado de um carrinho imprudente em Marcos Antônio, do São Paulo. Casagrande qualificou a atitude de Menino como “irresponsável”, destacando um amarelo anterior por chutar a bola após o adversário já estar caído, uma demonstração de imaturidade que o comentarista taxou de “juvenil”.

Essa sequência de lances questionáveis evidencia uma falta de controle emocional por parte do atleta em campo. Em um jogo de tamanha importância como um clássico paulista, a disciplina tática e a serenidade são atributos esperados de jogadores profissionais, e a ausência delas pode custar caro à equipe.

Casagrande e a avaliação sobre o volante santista

A reprovação do ex-centroavante foi além do lance da expulsão, atingindo a percepção geral sobre o jogador, que segundo Casão, “acha que joga mais do que realmente joga”. Essa declaração sugere uma visão crítica sobre a autoavaliação de Gabriel Menino e seu posicionamento dentro do elenco.

O analista prosseguiu com suas observações incisivas, caracterizando Gabriel Menino como alguém que “tem uma pose de ‘craque’, mas é um jogador comum”. Essa avaliação sublinha uma desconexão entre a autoimagem do atleta e sua performance efetiva em campo, questionando sua real contribuição para o time santista em momentos decisivos e a consistência de seu futebol.

Gabigol também sob os holofotes de Casão

Não foi apenas Gabriel Menino que esteve no foco das críticas de Casagrande. Gabigol, outro nome de peso do elenco santista, também recebeu um destaque negativo em sua coluna de análise pós-jogo. O comentarista pontuou que o atacante “não pega na bola” e “não se mexe, não se apresenta”.

Essas características, na visão de Casão, tornam o camisa 10 um alvo “fácil de ser marcado” para os defensores adversários. A ausência de movimentação e a pouca participação nas jogadas ofensivas são elementos que, segundo o comentarista, prejudicam o poder de fogo da equipe santista.

O panorama desafiador para o Santos em 2025

A derrota no clássico paulista acentuou a preocupação com o desempenho do Santos neste início de temporada. Walter Casagrande Júnior projetou um ano de grandes desafios para o clube, que tem demonstrado uma dificuldade alarmante em conquistar resultados positivos em 2025, após uma estreia vitoriosa no Campeonato Paulista com um 2 a 1 sobre o Novorizontino, entrando em uma espiral de maus resultados e amargando um jejum de seis jogos sem vencer, uma sequência que coloca em xeque a capacidade do grupo de reagir e alcançar os objetivos traçados.

Santos enfrenta sequência decisiva

Casagrande alertou para um “cenário horrível” que poderia se concretizar em breve, com o Santos na zona de rebaixamento em ambas as competições, evidenciando a urgência de uma mudança de rumo.

Caminhos para a recuperação do Alvinegro

Diante do cenário adverso, a diretoria e a comissão técnica do Santos precisam alinhar estratégias eficazes para reverter o quadro, com foco em otimizar o desempenho dos atletas e encontrar um equilíbrio tático.

* Revisão tática dos esquemas de jogo para maior solidez defensiva e eficiência ofensiva.
* Trabalho psicológico com o elenco para fortalecer a confiança e a resiliência em campo.
* Ajustes na postura disciplinar dos jogadores, visando evitar cartões desnecessários.

A responsabilidade individual dos jogadores também está em pauta, especialmente após as críticas de Casagrande, com o comprometimento tático e a disciplina em campo sendo pilares que precisam ser solidificados para evitar novas expulsões e erros que comprometam os resultados. A gestão do elenco e a capacidade de extrair o máximo de cada peça são fatores determinantes para a superação deste momento delicado e para a busca de uma trajetória mais sólida nas competições.

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