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Bitcoin registra queda superior a 20% em 2026 e atinge menor valor desde eleição de Trump

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bitcoin - Foto: Julio Ricco/ shutterstock

O Bitcoin operava abaixo de US$ 70 mil nesta quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, marcando o menor patamar desde a reeleição de Donald Trump em novembro de 2024. A criptomoeda acumulava perdas superiores a 20% apenas no início do ano, refletindo uma combinação de fatores macroeconômicos e ajustes nos fluxos de investimentos institucionais. Analistas observavam que o movimento de baixa ganhava força com a maior aversão ao risco nos mercados globais.

A desvalorização recente incluía quedas diárias entre 3% e 7%, dependendo do horário de negociação. Plataformas de monitoramento registravam o preço médio em torno de US$ 69.500 durante a manhã, com variações influenciadas por negociações em bolsas internacionais. Esse cenário contrastava com o otimismo observado no final de 2025, quando o ativo havia superado marcas históricas.

Investidores acompanhavam de perto os indicadores de liquidez e os volumes negociados, que apresentavam redução significativa em relação aos picos anteriores. A correção atual reforçava a característica volátil do Bitcoin, mesmo com maior participação de instituições no mercado.

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Bitcoin – Supercharged/shutterstock.com

Fatores macroeconômicos por trás da correção

Juros elevados nos Estados Unidos continuavam a pressionar ativos de risco, incluindo criptomoedas. O custo de oportunidade maior para manter posições em Bitcoin levava fundos a reduzirem exposição em busca de rendimentos mais seguros.

A correlação crescente entre o Bitcoin e índices de ações de tecnologia ampliava os efeitos de ajustes nos mercados tradicionais. Períodos de aperto monetário global afetavam ambos os segmentos de forma semelhante, intensificando movimentos de venda.

Saídas de ETFs registram volumes elevados

Fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin apresentavam saídas líquidas superiores a US$ 2 bilhões desde o início de 2026. Esse volume reverso contrastava com as entradas robustas observadas no ano anterior e contribuía diretamente para a pressão de venda.

Principais ETFs registravam retiradas diárias consistentes, com destaque para produtos de grandes gestoras. Os ajustes refletiam rebalanceamentos de portfólio em ambiente de maior cautela.

  • Fidelity liderava saídas em dias específicos, com valores próximos de US$ 150 milhões.
  • BlackRock mantinha fluxos negativos moderados, mas acumulados.
  • Outros veículos menores acompanhavam a tendência geral de redução.

Comportamento dos investidores institucionais

Grandes gestoras adotavam postura mais conservadora no curto prazo, priorizando preservação de capital. A maturação do mercado trazia participantes com horizontes de investimento mais longos, mas sensíveis a ciclos econômicos.

A alavancagem reduzida em posições institucionais diminuía o risco de liquidações forçadas em cascata. Ainda assim, vendas programadas para realização de ganhos anteriores contribuíam para o recuo observado.

Volatilidade estrutural do ativo

O tamanho relativo do mercado de Bitcoin ainda permitia movimentos amplos com fluxos moderados de capital. Entradas ou saídas de algumas centenas de milhões de dólares geravam impactos percentuais significativos.

A oferta limitada e as regras claras de emissão diferenciavam o Bitcoin de outras criptomoedas. Essa característica atraía acumulação de longo prazo, mas não eliminava oscilações intensas no curto prazo.

Níveis técnicos monitorados pelo mercado

Analistas acompanhavam suportes importantes na faixa entre US$ 65 mil e US$ 67 mil. Quebras desses patamares poderiam abrir espaço para correções adicionais, conforme padrões históricos.

Resistências imediatas situavam-se próximo de US$ 72 mil, onde concentrações anteriores de compras poderiam frear novas quedas. O comportamento nesses níveis definia direções nas próximas sessões.

Histórico de ciclos anteriores

Correções superiores a 20% ocorreram em diversos momentos desde a criação do Bitcoin. Esses períodos frequentemente precediam recuperações robustas, especialmente após ajustes macroeconômicos.

O ciclo pós-halving de 2024 seguia padrões semelhantes, com fases de euforia seguidas por consolidações. Investidores experientes mantinham estratégias de preço médio durante recuos.

Ajustes em portfólios globais

Fundos multimercado revisavam alocações em ativos digitais diante de sinais de desaceleração econômica. A redução de exposição ocorria de forma gradual, evitando impactos abruptos adicionais.

Gestoras com mandatos de longo prazo continuavam acumulando em níveis considerados atrativos. Essa divisão entre abordagens explicava parte da dinâmica atual de preços.

Indicadores de liquidez em monitoramento

Volumes negociados em bolsas reguladas apresentavam queda em relação aos picos de 2025. Essa redução sinalizava menor participação de varejo, com domínio de operações institucionais.

Liquidações de posições alavancadas diminuíam gradualmente, aliviando pressão de venda automática. O equilíbrio entre compradores e vendedores definia a estabilidade nos próximos dias.

O mercado de criptomoedas como um todo acompanhava o movimento do Bitcoin, com altcoins registrando perdas proporcionais. A dominância do ativo principal aumentava ligeiramente durante a correção atual.

Participantes observavam indicadores on-chain, como transferências para carteiras de longo prazo. Esses dados sugeriam acumulação silenciosa por parte de holders convictos.

A interação entre fatores externos e características internas do Bitcoin criava o cenário observado. A combinação explicava a intensidade da correção sem indicar mudanças estruturais permanentes.

Especialistas reforçavam a importância de compreender o perfil de risco do ativo. Posições adequadas ao horizonte individual evitavam decisões impulsivas durante oscilações.

Perspectivas monitoradas pelos analistas

Níveis de suporte psicológico em torno de US$ 60 mil apareciam em projeções mais pessimistas. Analistas consideravam essa faixa como possível fundo temporário em cenários de maior aversão.

Sinais de reversão dependeriam de melhora no sentimento global de risco. Reduções nas taxas de juros ou dados econômicos positivos poderiam alterar a trajetória atual.

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