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Corinthians e Palmeiras disputam prêmio recorde de R$ 1 milhão na final da Supercopa Feminina

Taça da Supercopa do Brasil Feminina
Taça da Supercopa do Brasil Feminina - Staff Images / CBF

O primeiro grande título do futebol feminino nacional será decidido neste sábado, 7 de fevereiro, em um clássico de grande rivalidade. Palmeiras e Corinthians se enfrentam na Arena Barueri, às 16h, em um confronto que não apenas inaugura o calendário oficial de competições, mas também estabelece um novo patamar financeiro para a modalidade, com uma premiação milionária em jogo.

A partida marca uma mudança significativa no regulamento do torneio. Pela primeira vez, a Supercopa Feminina abandona o formato de mata-mata com oito equipes para ser disputada em jogo único, espelhando o modelo já consolidado na categoria masculina. O confronto reúne a equipe campeã da Copa do Brasil contra a vencedora do Campeonato Brasileiro da temporada anterior.

O Dérbi Paulista terá transmissão ao vivo para todo o país pela TV Globo, em canal aberto, e pelo SporTV, na TV por assinatura. Devido a um sorteio prévio realizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o mando de campo pertence ao Palmeiras, o que, por questões de segurança em clássicos paulistas, garante a presença exclusiva da torcida alviverde no estádio.

Valores recordes impulsionam a decisão

A edição da Supercopa estabelece um novo marco financeiro para o futebol feminino brasileiro. A CBF destinou um montante total de R$ 1,6 milhão para ser dividido entre os finalistas, um valor que reflete o crescente investimento e valorização da modalidade. O clube que levantar a taça receberá a quantia de R$ 1 milhão, enquanto o vice-campeão será premiado com R$ 600 mil. Esses números representam um aumento de 33% em relação aos valores pagos na temporada passada, sinalizando um compromisso contínuo com o desenvolvimento do esporte.

Este incentivo financeiro sem precedentes é visto como uma ferramenta estratégica para a sustentabilidade dos projetos dos clubes. A premiação robusta permite maiores investimentos na contratação de atletas, na melhoria da infraestrutura de treinamento e na manutenção de elencos competitivos ao longo de uma temporada cada vez mais exigente. O aumento progressivo dos valores busca acelerar a profissionalização e consolidar o Brasil como uma potência na modalidade, atraindo mais patrocinadores e visibilidade para as competições nacionais.

Palmeiras aposta em reforço de peso para a final

Para buscar o título inédito, o Palmeiras conta com um retorno de grande impacto em seu elenco. A atacante Bia Zaneratto, conhecida como “Imperatriz”, reestreia pela equipe após uma passagem pelo Kansas City Current, dos Estados Unidos. Aos 32 anos, a jogadora é considerada uma peça fundamental no projeto das Palestrinas para a temporada, trazendo experiência internacional e poder de decisão para o setor ofensivo.

A técnica Rosana aposta na presença de Zaneratto não apenas pelo aspecto técnico, mas também como um fator de liderança em um clássico de alta pressão. A estratégia alviverde deve se apoiar na solidez defensiva comandada por Poliana e na capacidade de criação de Duda Santos no meio-campo, buscando controlar a posse de bola e explorar a velocidade nas transições para superar a defesa rival.

Corinthians defende hegemonia na competição

Do outro lado, o Corinthians chega com um histórico de sucesso na Supercopa Feminina. As Brabas, atuais campeãs brasileiras, já conquistaram o torneio em três oportunidades consecutivas, entre 2022 e 2024, e buscam o tetracampeonato para reafirmar seu domínio no cenário nacional.

A equipe alvinegra chega com um ritmo de jogo mais intenso, pois participou recentemente da Copa das Campeãs na Inglaterra. No torneio internacional, o time conquistou o vice-campeonato mundial após ser superado pelo Arsenal em uma final disputada no Emirates Stadium, em Londres.

Essa experiência na Europa permitiu ao técnico Lucas Piccinato testar variações táticas contra adversários de alto nível. Com uma base multicampeã mantida, o Corinthians confia no entrosamento de suas principais atletas, como a meia Gabi Zanotti, para explorar os pontos fortes da equipe e garantir mais um troféu para sua galeria.

Equipe de arbitragem e detalhes do confronto

Um destaque importante para esta final é a composição da equipe de arbitragem, que reforça o protagonismo feminino em todas as áreas do esporte.

O comando do apito estará a cargo da experiente árbitra Edina Alves Batista, uma das principais referências da arbitragem brasileira no cenário internacional.

Ela será auxiliada nas laterais do campo por Neuza Inês Back e Fabrini Bevilaqua Costa, duas assistentes de alto calibre e com vasta experiência em competições nacionais e sul-americanas.

A tecnologia do árbitro de vídeo (VAR) também estará sob comando feminino, com Charly Wendy Straub Deretti sendo a responsável por revisar os lances capitais da partida na cabine.

Estratégias e prováveis escalações para o dérbi

Ambas as equipes chegam bem preparadas após pré-temporadas intensas, que incluíram jogos-treino para aprimorar o condicionamento físico e os ajustes táticos. Pelo lado do Palmeiras, a provável escalação da técnica Rosana deve contar com Kate Tapia no gol; a linha defensiva formada por Fê Palermo, Pati Maldaner, Poliana e Raissa Bahia; o meio-campo com Ingryd, Andressinha e Brena; e o ataque composto por Duda Santos, a estrela Bia Zaneratto e Tainá Maranhão. O objetivo é formar uma equipe equilibrada, capaz de neutralizar as investidas rápidas do adversário e manter a posse de bola para construir as jogadas ofensivas. Já o Corinthians, comandado por Lucas Piccinato, deve ir a campo com Lelê; Gi Fernandes, Thais Ferreira, Letícia Teles e Tamires; o meio-campo com Duda Sampaio, Ana Vitória e Andressa Alves; e o trio de ataque com Gabi Zanotti, Jaqueline e Belén Aquino. A versatilidade de jogadoras como Tamires, que pode atuar em mais de uma função, oferece ao treinador opções táticas para mudar o panorama do jogo conforme a necessidade.

Preparação intensa para o primeiro grande teste

Os dois clubes realizaram uma preparação focada para o início da temporada, utilizando confrontos contra equipes do interior de São Paulo para dar ritmo de jogo às atletas e testar as formações táticas planejadas para o ano. Esses amistosos foram cruciais para integrar as novas contratações e ajustar os sistemas defensivo e ofensivo.

A final da Supercopa funciona como um termômetro ideal antes do início do Campeonato Brasileiro Feminino, previsto para a próxima semana. O desempenho em um clássico de alta exigência fornecerá aos treinadores dados valiosos sobre o estágio físico e técnico de seus elencos, além de servir como um grande impulso de confiança para a equipe vencedora.

Arena Barueri pronta para o espetáculo

O palco da grande decisão, a Arena Barueri, passou por manutenções recentes para garantir as melhores condições para a prática do futebol. Com um gramado preparado para suportar a intensidade de um jogo decisivo, a expectativa é de um grande espetáculo para os torcedores presentes e para quem acompanha pela televisão, reforçando a imagem positiva e o crescimento comercial do futebol feminino no Brasil.

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