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Idade mínima junto ao INSS não precisa estar na Constituição, diz chefe de comissão em 2019

Idade mínima junto ao INSS não precisa estar na Constituição, diz chefe de comissão em 2019. O presidente da comissão especial da reforma da Previdência na Câmara, deputado Marcelo Ramos (PR-AM), afirmou nesta quarta-feira (22) que, por se tratar de um fator variável, não tem cabimento incluir a idade mínima de aposentadoria na Constituição do país.

“Eu entendo que a idade mínima é um fator variável do cálculo atuarial. Mudou a expectativa de vida, mudou a expectativa de sobrevida, tem que mudar a idade mínima”, afirmou Ramos após participar de seminário sobre a reforma realizado pelos jornais Correio Braziliense e Estado de Minas, em Brasília. “Se é um fator variável, é complicado que esteja na Constituição, que precisa ter o mínimo de estabilidade.”

Ramos, que na última sexta-feira (17) falou que alguns deputados estavam trabalhando em um texto alternativo ao enviado pelo governo ao Congresso, defendeu o diálogo para alcançar a economia mínima desejada pelo ministro Paulo Guedes (Economia), na casa de R$ 1 trilhão em uma década.

“Há uma oposição que, por uma questão política legítima, vai votar contra qualquer proposta, e há uma oposição que tem propostas alternativas de reforma. Acho que nós temos que buscar o diálogo, o justo equilíbrio, e fazer o projeto caminhar”, disse.

“Quem é contra, vote contra, e quem tem contribuições a dar, a gente possa incorporar as contribuições sem perder as perspectivas de manter um cronograma de votação e de manter a potência fiscal na casa de R$ 1 trilhão.”

Ele afirmou ser possível chegar a esse valor mesmo suprimindo itens considerados controversos por alguns deputados, como a aposentadoria dos trabalhadores rurais, as mudanças no BPC (benefício concedido a idosos carentes) e mesmo a inclusão de professores na reforma.

“Não por minha vontade, mas 14 partidos já se manifestaram contra mudanças na regra do BPC, trabalhadores rurais, contra a desconstitucionalização total e contra esse modelo de capitalização pura.

No fim de março, líderes da maioria na Câmara anunciaram vetos a trechos da PEC da reforma da Previdência. Eles querem retirar os trechos sobre BPC, aposentadoria rural e dispositivos que desconstitucionalizam regras previdenciárias

Propostas polêmicas da reforma da Previdência

BPC, aposentadoria rural e desconstitucionalização são alguns pontos que podem ser excluídos do texto original

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Se 14 partidos já se manifestaram contra isso, dificilmente você vai ter voto para conseguir manter esses sistemas.”

O deputado afirmou ainda que a reforma será blindada dos atritos entre governo e Congresso. “O país é maior do que isso, os 12 milhões de desempregados, os 4 milhões de desalentados precisam mais da reforma da Previdência do que da briga entre presidente e Parlamento.”

Segundo ele, a Câmara dos Deputados tem “grandeza o suficiente” para entender que atritos em “questões periféricas” não podem comprometer o futuro do país e a votação da reforma da Previdência.

A previsão é que o relatório, que será elaborado pelo deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), seja apresentado até 15 de junho.

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