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Santos define lista de transferências com Tiquinho e Alexis Duarte em busca de equilíbrio financeiro

Tiquinho Soares - Raul Baretta/ Santos FC
Tiquinho Soares - Raul Baretta/ Santos FC

A diretoria do Santos intensificou os esforços nesta semana para dar continuidade ao processo de reformulação profunda em seu elenco profissional. O departamento de futebol busca viabilizar a saída de atletas que possuem vencimentos elevados, mas que não entregaram o desempenho técnico esperado pela comissão técnica. A movimentação ocorre em um momento estratégico, visando aliviar a folha salarial e abrir espaço para futuras contratações antes do encerramento do período de registros.

A estratégia adotada pelo clube envolve não apenas a rescisão amigável ou empréstimos, mas também a venda definitiva de peças que ainda possuem valor de mercado relevante. Entre os nomes mais comentados nos bastidores estão jogadores com contratos longos e que atualmente ocupam o banco de reservas. Os dirigentes santistas entendem que a manutenção desses profissionais sem o devido aproveitamento prejudica o planejamento financeiro da temporada de 2026.

Os principais alvos da atual fase de negociações são:

  • Tiquinho Soares: O atacante veterano possui um dos maiores salários do grupo e vínculo até 2027.
  • Benjamín Rollheiser: Contratado por cifras milionárias junto ao Benfica, o argentino não se firmou como titular.
  • Alexis Duarte: O zagueiro paraguaio perdeu espaço e é considerado uma das últimas opções para o setor defensivo.
  • Alex Nascimento: Outro defensor que está fora dos planos imediatos do treinador e aguarda propostas para sair.

Dificuldades na negociação de Tiquinho Soares e Duarte

A situação de Tiquinho Soares representa um dos maiores desafios para a cúpula santista devido ao longo tempo de contrato restante e aos altos valores mensais. Recentemente, o centroavante recebeu sondagens oficiais de equipes como Remo e Coritiba, porém as tratativas não avançaram por desejo do próprio jogador. Ele demonstrou interesse em permanecer na Vila Belmiro para tentar recuperar seu espaço, mesmo diante da sinalização de que terá poucas oportunidades.

No setor defensivo, o paraguaio Alexis Duarte também vive um impasse semelhante após avaliações internas negativas sobre suas últimas atuações em campo. Apesar de ter sido colocado formalmente no mercado de transferências, o Santos ainda não recebeu ofertas que atendessem às exigências financeiras para liberar o zagueiro. Com a lesão recente de João Basso, existe a possibilidade remota de Duarte ser reintegrado ao banco de reservas para compor o elenco de forma emergencial.

A avaliação técnica do departamento de futebol aponta que Duarte não conseguiu se adaptar ao ritmo do futebol brasileiro nesta temporada. Essa queda de rendimento dificultou a busca por parceiros interessados em assumir os custos operacionais do atleta de forma definitiva. O clube segue monitorando o mercado sul-americano na esperança de encontrar um destino que agrade tanto ao defensor quanto às pretensões financeiras da instituição.

Investimento em Rollheiser gera expectativa de retorno financeiro

Benjamín Rollheiser é tratado como uma situação à parte dentro do planejamento de saídas do clube devido ao alto investimento realizado em sua contratação. O Peixe desembolsou cerca de R$ 65 milhões para tirar o meia-atacante do Benfica, mas o jogador ainda não justificou o montante dentro das quatro linhas. Atualmente na reserva, o argentino é visto como uma peça que pode gerar o fôlego financeiro necessário para equilibrar as contas do exercício atual.

O Santos estabeleceu que só aceitará negociar Rollheiser caso surja uma proposta que recupere a maior parte do valor investido no ano passado. Entretanto, o fechamento das principais janelas de transferência na Europa, como Portugal, Espanha, França, Alemanha e Inglaterra, limita as opções de destino para o meia. A diretoria agora volta suas atenções para mercados alternativos ou clubes brasileiros que possuam poderio econômico para arcar com uma transação desse porte.

Movimentações já confirmadas e o prazo final da janela nacional

Apesar dos entraves com alguns medalhões, o Santos já conseguiu concluir quatro negociações importantes desde o início do ano de 2026. O lateral-esquerdo Souza foi transferido para o Tottenham, da Inglaterra, enquanto o atacante Guilherme seguiu para o futebol dos Estados Unidos, onde defenderá o Houston Dynamo. Essas saídas ajudaram a reduzir momentaneamente os custos, mas não foram suficientes para encerrar o ciclo de dispensas planejado para o semestre.

Outros nomes que deixaram a Vila Belmiro recentemente incluem o argelino Bilal Brahimi, que se transferiu para o Estrela da Amadora, e o paraguaio Gustavo Caballero, agora no Portsmouth. Essas transações mostram que o clube está focado em internacionalizar suas vendas para obter receitas em moedas estrangeiras mais valorizadas. A diretoria acredita que este modelo de negócio é o mais sustentável para garantir a competitividade da equipe no longo prazo.

Os clubes brasileiros têm até o dia 3 de março para registrar novos jogadores ou realizar transferências internas nesta primeira etapa da temporada. Após essa data, o Santos só poderá negociar atletas para mercados cujas janelas ainda estejam abertas ou aguardar o segundo semestre para novos movimentos. Por isso, as próximas duas semanas são consideradas cruciais para definir quem permanece no CT Rei Pelé e quem seguirá carreira em novas agremiações.

Planejamento defensivo e busca por novas opções no mercado

A carência no setor defensivo voltou a ser uma preocupação para o comando técnico após a confirmação da gravidade da lesão de João Basso. Mesmo com a intenção de negociar Alex Nascimento e Alexis Duarte, o clube pode ser obrigado a buscar um novo zagueiro no mercado de urgência. Recentemente, um defensor que atua no Racing, da Argentina, foi oferecido ao Peixe e está sendo analisado pelo departamento de análise de desempenho.

A ideia é contratar jogadores que cheguem com status de titularidade, evitando apostas caras que possam se tornar novos problemas financeiros no futuro próximo. O Santos busca manter um equilíbrio entre a experiência de nomes consagrados, como Neymar, e a juventude de atletas com potencial de revenda. O astro brasileiro, inclusive, segue sua rotina de treinamentos no CT e gera grande expectativa sobre sua plena forma física para os compromissos decisivos.

O técnico da equipe tem participado ativamente das reuniões com a diretoria para definir quais posições são prioritárias para reposição imediata. A prioridade máxima é garantir que o elenco não sofra com a falta de peças de reposição em setores vitais, como a zaga e o meio-campo de criação. O sucesso dessa estratégia depende diretamente da capacidade do clube em desonerar a folha com as saídas programadas de Tiquinho e Duarte.

Impacto na folha salarial e sustentabilidade do projeto esportivo

A manutenção de uma folha salarial inchada é vista como o principal obstáculo para que o Santos volte a investir pesado em contratações de impacto. O departamento financeiro projeta que a saída de três ou quatro jogadores da lista de transferíveis pode gerar uma economia de milhões de reais até o fim do ano. Esse montante seria reinvestido na modernização da infraestrutura do clube e no pagamento de dívidas de curto prazo.

Os gestores santistas reforçam que a meritocracia técnica será o único critério para a permanência de jogadores com salários acima da média de mercado. Atletas que não demonstrarem evolução nos treinamentos diários serão sistematicamente oferecidos a outros clubes, independentemente da história que possuam na instituição. Essa postura rígida visa transformar a cultura interna e garantir que o Santos tenha um elenco comprometido e financeiramente viável.

A reformulação atual é considerada a mais agressiva dos últimos anos, refletindo uma mudança de mentalidade na gestão do futebol profissional. A torcida acompanha com cautela as movimentações, esperando que a saída de nomes conhecidos resulte em um time mais ágil e competitivo nas competições nacionais. O fechamento da janela de março determinará o sucesso inicial dessa transição planejada pela diretoria santista.

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