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Advogado de Virginia Giuffre cobra depoimento de Andrew Mountbatten-Windsor sobre Epstein

Andrew
Andrew - Foto: Reprodução/royal.uk

O advogado David Boies, que representou Virginia Giuffre em ações judiciais contra figuras ligadas a Jeffrey Epstein, afirmou que Andrew Mountbatten-Windsor possui informações cruciais sobre o financista condenado por abusos sexuais. Em entrevista recente, Boies destacou a necessidade de o ex-duque britânico compartilhar o que sabe, especialmente após novas revelações que envolvem alegações de corrupção e má conduta.

A declaração ocorreu em meio a uma investigação em andamento pela Polícia Metropolitana do Reino Unido, que examina conexões antigas entre Mountbatten-Windsor e Epstein. Boies sugeriu a concessão de salvo-conduto para que o ex-membro da família real possa depor nos Estados Unidos sem risco de prisão imediata.

As alegações contra Mountbatten-Windsor ganharam nova força com documentos divulgados recentemente, que apontam para trocas de informações confidenciais durante o período em que ele atuava como enviado comercial britânico. Essas revelações intensificaram o escrutínio público e levaram a apelos por maior transparência.

Declarações recentes do advogado

David Boies enfatizou que Mountbatten-Windsor tem uma obrigação moral e legal de revelar detalhes sobre sua relação com Epstein, condenado em 2008 por crimes sexuais envolvendo menores. O advogado argumentou que, mesmo com o acordo extrajudicial fechado em 2022, novas evidências demandam cooperação plena para esclarecer o caso.

A entrevista ocorreu no programa Piers Morgan Uncensored, onde Boies alertou que o ex-duque sabe mais do que admite publicamente. Ele mencionou contatos frequentes entre os dois, incluindo visitas documentadas à residência de Epstein em Nova York e em outras propriedades.

Contexto da investigação policial

A Polícia Metropolitana iniciou uma revisão formal após a divulgação de arquivos relacionados a Epstein, que incluem e-mails e registros de viagens compartilhados com Mountbatten-Windsor. Esses documentos sugerem que informações sensíveis sobre comércio internacional foram trocadas, o que pode configurar má conduta em cargo público.

Jeffrey Epstein
Jeffrey Epstein – Foto: Reprodução/Netflix

Investigadores britânicos coordenam esforços com autoridades americanas, que mantêm interesse em depoimentos pendentes desde a morte de Epstein em 2019. A cooperação internacional visa mapear a rede de contatos do financista, que envolvia figuras proeminentes em finanças e política.

Documentos judiciais liberados em janeiro de 2024 reforçaram as alegações iniciais de Giuffre, que descreveu encontros forçados em locais como Londres e as Ilhas Virgens Americanas. Embora o acordo de 2022 tenha encerrado o processo civil, questões criminais permanecem abertas.

Reações da família de Giuffre

A família de Virginia Giuffre, que faleceu em abril de 2025, emitiu uma declaração expressando alívio com os desdobramentos recentes na investigação. Os irmãos dela destacaram que ninguém está acima da lei, incluindo membros da realeza, e agradeceram à polícia britânica pela persistência.

A nota familiar, divulgada por meio de redes sociais, reforçou o legado de Giuffre como defensora de vítimas de tráfico sexual. Eles enfatizaram que as ações dela beneficiaram sobreviventes em todo o mundo, mantendo o foco na justiça.

Histórico das alegações

Virginia Giuffre tornou-se uma voz central no escândalo Epstein após revelar, em 2011, uma fotografia de 2001 que a mostrava ao lado de Mountbatten-Windsor e Ghislaine Maxwell, condenada em 2021 por facilitação de abusos. Giuffre alegou ter sido traficada aos 17 anos, forçada a relações sexuais em três ocasiões distintas.

O ex-duque sempre negou as acusações, citando falta de memória sobre o encontro em uma entrevista de 2019 à BBC. No entanto, o acordo de 2022, estimado em cerca de 12 milhões de libras, foi interpretado por muitos como admissão implícita, embora sem reconhecimento formal de culpa.

Documentos judiciais indicam que Giuffre recebeu compensações financeiras de Epstein em anos anteriores, totalizando valores significativos para silenciar vítimas. Essas revelações alimentaram debates sobre a responsabilidade de figuras influentes em redes de exploração.

O processo civil contra Mountbatten-Windsor foi arquivado pouco antes de um depoimento agendado, o que Boies lamenta como uma oportunidade perdida para esclarecimentos. Ele acredita que testemunhos adicionais poderiam expor mais detalhes sobre a operação de Epstein.

Implicações para a monarquia britânica

O rei Charles III retirou títulos reais de Mountbatten-Windsor em 2022, distanciando a família real do escândalo. Fontes próximas ao palácio indicam que o monarca negou qualquer contribuição financeira ao acordo, embora especulações persistam sobre fontes de recursos.

A investigação atual examina se Mountbatten-Windsor usou sua posição oficial para benefícios pessoais, incluindo acesso a informações governamentais compartilhadas com Epstein. Analistas jurídicos preveem que o caso possa durar meses, com possíveis audiências públicas.

Organizações antimonarquia, como a Republic, pressionam por maior escrutínio, argumentando que o episódio expõe falhas no sistema de privilégios reais. Pesquisas recentes mostram declínio na aprovação pública à monarquia, com 45% dos britânicos favoráveis a reformas.

Detalhes sobre Epstein e sua rede

Jeffrey Epstein construiu uma fortuna em Wall Street antes de se envolver em crimes sexuais, com condenações que incluíam prostituição de menores. Sua morte na prisão, oficialmente suicídio, gerou teorias conspiratórias sobre silenciamentos.

A rede de Epstein abrangia executivos, políticos e celebridades, com registros de voos privados documentando viagens a sua ilha particular. Giuffre foi uma das dezenas de vítimas que processaram o espólio de Epstein, recebendo indenizações coletivas.

Maxwell, sua associada, cumpre pena de 20 anos por tráfico sexual, fornecendo depoimentos que corroboram partes das alegações de Giuffre. Outras vítimas continuam a buscar justiça em tribunais americanos e britânicos.

Apelos por transparência

Boies defendeu que salvo-conduto incentivaria depoimentos sem desculpas relacionadas a medos de extradição. Ele argumentou que o conhecimento de Mountbatten-Windsor sobre Epstein é extenso, baseado em anos de amizade documentada.

Autoridades americanas, incluindo o Departamento de Justiça, monitoram o caso, considerando pedidos formais de cooperação. Especialistas em direito internacional destacam precedentes em que imunidades foram suspensas para investigações semelhantes.

  • O acordo de 2022 impediu depoimentos diretos, mas novas evidências podem reabrir vias legais.
  • Investigadores focam em e-mails de 2005 a 2010, período de maior proximidade entre Mountbatten-Windsor e Epstein.
  • Vítimas adicionais surgiram desde 2024, alegando padrões semelhantes de exploração.

Desdobramentos jurídicos recentes

Em fevereiro de 2026, a polícia britânica executou buscas em propriedades ligadas a Mountbatten-Windsor, incluindo residências em Berkshire e Norfolk. O ex-duque, agora com 66 anos, coopera com as autoridades, segundo seus representantes.

O caso ganhou atenção global, com coberturas em veículos como The New York Times e The Guardian destacando implicações para a accountability de elites. Analistas preveem que testemunhos possam revelar mais sobre redes de influência.

A família de Giuffre planeja ações memorial para honrar seu legado, incluindo fundos para apoio a vítimas de abuso. Organizações como a National Society for the Prevention of Cruelty to Children endossam esses esforços.

Perspectivas de depoimento nos EUA

Boies insistiu que Mountbatten-Windsor evite desculpas baseadas em riscos legais, propondo garantias para depoimentos seguros. Ele citou precedentes em que testemunhas receberam proteções semelhantes em casos internacionais.

Autoridades dos EUA consideram o apelo, equilibrando justiça com diplomacia. O FBI mantém arquivos abertos sobre Epstein, com potenciais indiciamentos pendentes para associados remanescentes.

O ex-duque reside principalmente no Reino Unido, evitando viagens aos EUA desde 2019. Seus advogados argumentam que alegações antigas foram resolvidas, mas novas provas contestam essa posição.

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