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Stellantis encerra ciclo do PureTech e globaliza motores Firefly focando em eficiência e durabilidade

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Stellantis - Jonathan Weiss/shutterstock.com

O grupo automotivo Stellantis oficializou uma reestruturação profunda em sua estratégia de engenharia mecânica global, determinando o fim da linha para os propulsores da família PureTech. A companhia confirmou que a arquitetura Firefly, desenvolvida originalmente sob a gestão da Fiat e com forte participação da engenharia brasileira, será o novo padrão para os veículos a combustão e híbridos leves do conglomerado, visando atender às exigências ambientais previstas para 2030 e resolver questões de durabilidade.

Esta decisão marca uma unificação industrial sem precedentes entre as marcas que compõem o grupo, incluindo Peugeot, Citroën, Opel e Jeep. A medida visa simplificar a cadeia de suprimentos e garantir a conformidade com as rigorosas normas de emissão Euro 7, utilizando uma base tecnológica que se mostrou mais robusta e adaptável às novas necessidades de eletrificação do mercado europeu e global.

Correia Carro
カーベルト – 写真: Toa55/istock

Mudança técnica privilegia corrente de distribuição

A principal motivação técnica para a substituição envolve a arquitetura interna dos propulsores. Enquanto os motores PureTech utilizavam um sistema de correia dentada banhada a óleo, que gerou reclamações sobre desgaste prematuro em diversos mercados, a família Firefly adota o uso de corrente de distribuição metálica.

Essa alteração estrutural elimina a necessidade de manutenção complexa relacionada à correia e aumenta significativamente a confiabilidade do conjunto mecânico a longo prazo. Além da durabilidade, a engenharia da Stellantis optou pelo Firefly devido à sua facilidade nativa de integração com sistemas híbridos leves (MHEV) de 48 volts, permitindo uma redução de custos na produção de veículos eletrificados de entrada.

A implementação técnica trará benefícios diretos para a eficiência energética da frota:

  • Redução do consumo de combustível e emissões de CO2 em comparação aos modelos anteriores;
  • Melhor adaptação aos ciclos de funcionamento intermitente típicos de sistemas híbridos;
  • Diminuição dos custos de revisão programada para os proprietários dos veículos.

Protagonismo da engenharia e impacto no mercado

A escolha globaliza uma tecnologia que tem o Polo Automotivo de Betim, em Minas Gerais, como um de seus maiores centros de desenvolvimento e produção mundial. A validação do motor Firefly como padrão global demonstra a competência técnica da engenharia desenvolvida na América do Sul e na Itália, superando as soluções oriundas da antiga PSA em termos de custo-benefício e robustez para aplicações internacionais.

Para o mercado consumidor, a transição promete recuperar a confiança em segmentos que foram afetados por questões de manutenção no passado. A padronização dos motores facilita o treinamento de redes de concessionárias e a disponibilidade de peças de reposição, criando um ecossistema de pós-venda mais ágil e econômico para todas as marcas sob o guarda-chuva da Stellantis.

O cronograma da montadora prevê que a substituição ocorra de forma progressiva nos lançamentos e atualizações de meio de ciclo dos veículos. Com essa estratégia, a empresa assegura sua competitividade na transição energética, mantendo motores a combustão eficientes e limpos em seu portfólio até a virada total para a eletrificação pura nas próximas décadas.

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