Estados Unidos e Israel iniciaram na madrugada deste sábado (28) uma operação militar conjunta contra o Irã, com alvos concentrados na liderança do regime, instalações nucleares e instalações de mísseis balísticos. O presidente Donald Trump anunciou a ação em vídeo nas redes sociais, destacando que o objetivo principal é eliminar ameaças iminentes ao povo americano e impedir que Teerã desenvolva arma nuclear. Benjamin Netanyahu declarou que os ataques visam proteger a segurança de Israel e criar condições para que o povo iraniano assuma o controle de seu futuro. Explosões foram registradas em Teerã e outras províncias, enquanto o Irã respondeu com lançamento de mísseis e drones contra Israel e bases americanas na região.
A campanha começou por volta de 1h no horário local iraniano e envolveu ataques aéreos e navais coordenados entre as forças dos dois países. Oficiais americanos indicaram que a operação deve se estender por vários dias, com foco em destruição precisa de capacidades militares iranianas. Israel ativou medidas de emergência, incluindo fechamento de escolas, restrição de atividades não essenciais e proibição de voos civis no espaço aéreo.
Declarações de Trump justificam a ação militar
Donald Trump citou décadas de confrontos entre Washington e Teerã, mencionando a crise dos reféns na embaixada americana em 1979 como exemplo histórico. Ele afirmou que o Irã continuou a desenvolver mísseis de longo alcance capazes de atingir aliados dos EUA e, em potencial, o território americano. O presidente pediu aos civis iranianos que permaneçam em abrigos durante os bombardeios e sugeriu que, ao término da operação, a população tome o poder, classificando isso como oportunidade rara em gerações.
Trump reforçou que os Estados Unidos ampliaram presença militar na região para pressionar o Irã em negociações nucleares. Ele criticou a ausência de avanços nas conversas indiretas recentes, o que levou à decisão pela via militar.
Israel detalha planejamento e medidas preventivas
Benjamin Netanyahu afirmou que a ofensiva conjunta cria condições para o povo iraniano remover o jugo da tirania. O ministro da Defesa, Israel Katz, classificou os ataques como preventivos, executados mesmo durante o Ramadã, com o propósito de neutralizar ameaças diretas a Israel. Um oficial de defesa confirmou que o planejamento ocorreu ao longo de meses, em coordenação total com Washington, e a data foi definida semanas antes.
As Forças de Defesa de Israel interceptaram vários projéteis lançados em retaliação pelo Irã. O país mantém alerta máximo para possíveis novas ondas de ataques.

Principais alvos e capacidades atingidas
- Liderança política e militar do regime iraniano, incluindo possíveis comandantes da Guarda Revolucionária
- Instalações ligadas ao programa nuclear, com foco em centros de enriquecimento e pesquisa
- Bases de lançamento e fábricas de mísseis balísticos de médio e longo alcance
- Infraestrutura de apoio aéreo e naval utilizada para projeção de poder regional
Resposta iraniana inclui contra-ataques regionais
O Irã lançou múltiplas ondas de mísseis e drones direcionados a Israel e a bases americanas no Golfo Pérsico, incluindo instalações no Bahrein, Qatar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos. Autoridades iranianas declararam que todas as bases e interesses dos EUA na região permanecem ao alcance das forças do país. A Guarda Revolucionária anunciou que a primeira fase de retaliação já foi executada e prometeu resposta mais intensa nas próximas horas.
Fontes iranianas relataram ao menos 201 mortos e 747 feridos em diversas províncias. Informações não confirmadas indicam eliminação de comandantes de alto escalão da Guarda Revolucionária e figuras políticas.
Programa nuclear e mísseis balísticos no centro do conflito
O programa de mísseis balísticos iraniano continua sendo ponto crítico de atrito. Trump destacou que o Irã avançou na produção de vetores capazes de ameaçar alvos distantes. Israel e Estados Unidos consideram essa capacidade uma ameaça direta à segurança regional e global. Os ataques atuais buscam reduzir drasticamente essa infraestrutura.
Negociações indiretas entre EUA e Irã em fevereiro não resultaram em acordo. Teerã ofereceu restrições ao programa nuclear em troca de suspensão de sanções, mas recusou discutir limitações aos mísseis.
Impactos iniciais na região do Golfo
Países produtores de petróleo do Golfo aumentaram estado de alerta diante do risco de escalada. Explosões próximas a instalações energéticas e bases militares foram registradas. Aliados regionais dos EUA afirmaram que reservam o direito de responder a qualquer violação de seu território ou soberania.
A operação conjunta ocorre após conflito aéreo de 12 dias entre Israel e Irã em junho passado, quando instalações nucleares já haviam sido alvos. Os dois países reiteraram que novas ações seriam inevitáveis caso os programas nucleares e de mísseis prosseguissem.
Perspectiva da coordenação militar EUA-Israel
A campanha envolve múltiplas fases de ataques, com ênfase na neutralização de defesas aéreas e capacidades navais iranianas. A coordenação entre as forças permitiu planejamento detalhado e execução simultânea. Trump descreveu a operação como massiva e contínua até que as ameaças sejam eliminadas.