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Apesar de controvérsias, Apple vai manter Liquid Glass por anos, revela Bloomberg

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Apple - Mazur Travel/shutterstock.com

O design Liquid Glass da Apple, introduzido no ano anterior, está longe de ser uma unanimidade entre os usuários, gerando debates acalorados sobre sua estética e funcionalidade. Enquanto alguns entusiastas da tecnologia e consumidores em geral elogiam a novidade e o frescor visual que trouxe aos sistemas operacionais da gigante de Cupertino, uma parcela significativa critica aspectos como a legibilidade comprometida de certos elementos e inconsistências visuais, especialmente notadas no macOS Tahoe 26. Contudo, informações recentes veiculadas pelo renomado jornalista Mark Gurman, em sua coluna “Power On” na Bloomberg, sugerem que, independentemente da recepção mista, essa identidade visual não será abandonada pela empresa tão cedo. A aposta da Apple, segundo Gurman, é em um caminho de aprimoramentos e refinamentos contínuos em futuras versões de seus sistemas, em vez de uma completa reformulação.

Esta decisão estratégica reflete um compromisso com a visão original do Liquid Glass, que, apesar das controvérsias, parece ter o aval da liderança da empresa desde suas fases iniciais de desenvolvimento. A permanência do design sinaliza uma abordagem de evolução gradual, onde o feedback dos usuários será provavelmente incorporado em ajustes sutis, visando mitigar as críticas e otimizar a experiência geral. A complexidade e o tempo investido no desenvolvimento de uma nova linguagem visual justificam a cautela em descartá-la por completo, optando por um ciclo de maturação e aperfeiçoamento que já é característico da gigante tecnológica.

A controvérsia em torno do Liquid Glass

Desde sua introdução, a interface Liquid Glass tem sido objeto de intensa discussão entre a comunidade de usuários e especialistas em design. A fluidez e as características translúcidas que definem o estilo, embora inovadoras para alguns, foram apontadas por outros como elementos que comprometem a clareza e a acessibilidade visual em diversas situações. Relatos sobre dificuldades na distinção de elementos na tela e a percepção de uma estética ainda em fase de amadurecimento são recorrentes, especialmente com o lançamento do macOS Tahoe 26, que expôs algumas dessas fragilidades.

Essas críticas, que muitas vezes se concentram em detalhes de usabilidade e consistência, indicam que a Apple tem um desafio pela frente para polir o Liquid Glass. A expectativa dos usuários é que os próximos updates dos sistemas operacionais tragam soluções efetivas para os pontos levantados, transformando a novidade em um padrão de design amplamente aceito e funcional, sem perder a sua identidade distintiva que a empresa busca estabelecer.

Equipe de design da Apple segue comprometida

Apesar das mudanças no cenário interno da Apple, incluindo a saída de Alan Dye e outros designers envolvidos na concepção inicial do Liquid Glass, a equipe de design principal mantém-se firme em sua aposta na identidade visual. Mark Gurman destaca que boa parte do departamento ainda é composta por profissionais que contribuíram ativamente para o desenvolvimento do Liquid Glass, incluindo o atual chefe do setor, Steve Lemay. Essa continuidade na liderança e na equipe principal é um fator crucial para a manutenção da direção estratégica da empresa em relação ao design.

As informações divulgadas por Gurman reforçam que não houve oposição significativa de designers da Apple à nova identidade visual nos últimos anos, e que a liderança da empresa sempre viu o Liquid Glass com bons olhos. Isso desmistifica a ideia de uma “crise” no time de design, sugerindo que a percepção de insatisfação generalizada pode não corresponder à realidade interna da companhia, que avalia a “grande maioria” dos usuários como satisfeitos com a atualização.

Futuro do design: Lições do passado para o Liquid Glass

A trajetória do Liquid Glass pode ser comparada à da identidade visual “flat”, introduzida com o iOS 7 em 2013, que também enfrentou um período de adaptação e críticas iniciais. Naquele momento, a mudança radical do design esqueumórfico para uma estética mais minimalista e plana gerou controvérsia similar, mas a Apple persistiu. Ao longo de 12 anos, a linguagem “flat” foi progressivamente refinada em cada nova versão do sistema, tornando-se um padrão reconhecido e amplamente aceito, superando em longevidade a abordagem anterior.

A expectativa é que o Liquid Glass siga um caminho semelhante, passando por um processo de maturação e refinamento contínuo. Essa estratégia de evolução incremental permite que a empresa responda ao feedback dos usuários de forma gradual, sem a necessidade de um rompimento abrupto com o que já foi estabelecido. A história do design da Apple demonstra que a resiliência e a capacidade de aprimoramento são características centrais em suas escolhas estéticas.

Refinamentos esperados e o foco no iOS 27

Olhando para o futuro próximo, a equipe de design da Apple já estaria trabalhando em refinamentos específicos para o Liquid Glass, com algumas novidades previstas para o iOS 27. Um dos recursos mais aguardados é um slider que permitirá aos usuários ajustar com maior precisão o nível de transparência dos elementos da interface. Essa funcionalidade, que inicialmente era cotada para o iOS 26, foi realocada para a próxima grande atualização do sistema operacional, indicando um esforço em dar mais controle e personalização aos consumidores.

A inclusão de um recurso como o slider de transparência demonstra que a Apple está atenta às preocupações de legibilidade e consistência visual, buscando oferecer ferramentas para que os usuários possam adaptar a interface às suas preferências. Tais ajustes são cruciais para a aceitação e o sucesso a longo prazo de uma identidade visual que pretende ser duradoura. A empresa parece estar comprometida em transformar os pontos de crítica em oportunidades de melhoria contínua.

Estes aprimoramentos não se limitam apenas à estética, mas também visam aprimorar a funcionalidade e a experiência do usuário. A capacidade de personalizar a interface pode ser um diferencial importante para aqueles que acham o Liquid Glass atual excessivamente intrusivo ou inconsistente em certas aplicações. A Apple, conhecida por sua atenção aos detalhes, certamente investirá em uma série de pequenas mudanças que, em conjunto, poderão fazer uma grande diferença.

A expectativa em torno do iOS 27, portanto, vai além de novas funcionalidades; ela engloba a esperança de um Liquid Glass mais maduro e responsivo. A empresa tem a chance de provar que a sua visão de design é capaz de evoluir e se adaptar, mantendo-se relevante e agradável para uma base de usuários cada vez mais diversa e exigente.

Prioridades de desenvolvimento da Apple além do visual

Ainda segundo as informações de Mark Gurman, a equipe de interface humana da Apple está atualmente focada em diversos projetos estratégicos que vão além da mera reformulação visual. Uma das principais prioridades é a nova versão da Siri, a assistente de voz da empresa, que está sendo reconstruída com base em inteligência artificial e já teve seu lançamento adiado algumas vezes. Este é um projeto de alta complexidade e que demanda uma quantidade significativa de recursos e atenção por parte dos designers e engenheiros.

Além da Siri impulsionada por IA, outros desenvolvimentos importantes disputam a atenção da equipe. Entre eles, destacam-se os rumores sobre novos dispositivos de casa inteligente da Apple, que podem expandir o ecossistema da empresa no lar, e os MacBooks Pro com telas sensíveis ao toque, que representariam uma inovação significativa na linha de notebooks. A concentração em tantas frentes de inovação de hardware e software limita a capacidade da empresa de alocar recursos para o desenvolvimento de uma nova identidade visual do zero.

Contexto histórico e longevidade das identidades visuais

O desenvolvimento de uma nova identidade visual é um processo complexo e demorado, que pode levar anos até ser completamente implementado. O próprio Liquid Glass, por exemplo, teve seu início ainda na fase de desenvolvimento do visionOS, o sistema operacional do Apple Vision Pro, que levou alguns anos para ser lançado em sua versão final em 2024. Este longo ciclo de planejamento e execução reforça a ideia de que a Apple não faria uma mudança tão drástica sem uma base sólida.

A permanência do Liquid Glass, portanto, não é apenas uma questão de preferência, mas uma decisão pragmática que reflete o investimento já realizado e o foco da empresa em refinar o que já existe. A história da Apple é marcada por designs que, após um período inicial de críticas, se consolidaram e se tornaram icônicos, demonstrando a capacidade da empresa de evoluir e adaptar suas criações ao longo do tempo.

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