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Custos elevados de RAM e armazenamento levam marcas a adotar notch em gota e telas mais lentas

Celular, processador, memória, armazenamento
Celular, processador, memória, armazenamento - Mau47/shutterstock.com

Fabricantes de smartphones planejam retomar designs mais antigos em modelos de entrada e intermediários para conter o avanço dos preços de componentes essenciais. A escassez global de memória DRAM e o encarecimento do armazenamento interno motivam a adoção de entalhe em forma de gota na tela e painéis com taxa de atualização de 90Hz. Essas medidas visam equilibrar o custo final dos aparelhos sem comprometer excessivamente a experiência do usuário.

  • Configurações com até 8 GB de RAM e 512 GB de armazenamento interno
  • Suporte a bandeja híbrida para dois chips SIM e cartão microSD
  • Estruturas externas em policarbonato ou plástico em vez de alumínio

A tendência surge em meio à pressão exercida pelo crescimento da demanda por memória em aplicações de inteligência artificial, o que eleva os preços dos chips DRAM e NAND. Fabricantes como Xiaomi, Realme, Tecno, Infinix e Vivo já testam essas configurações simplificadas para manter os aparelhos acessíveis no segmento de até 450 dólares. A combinação de RAM LPDDR6 com armazenamento UFS 5.0 em flagships eleva o custo de produção além do preço de processadores avançados, forçando ajustes em linhas mais populares.

Retorno de recursos considerados superados

Diversas marcas avaliam a reintrodução do notch em gota, que estreou no final de 2017 e oferece maior proporção tela-corpo a um custo menor de produção. Esse design substitui o recorte circular presente na maioria dos modelos atuais e reduz despesas com painéis. Telas de 90Hz, antes comuns em dispositivos intermediários, também voltam porque consomem menos recursos de memória do que painéis de 120Hz, preservando a fluidez básica na navegação e rolagem.

A medida atende à necessidade de conter o impacto da alta nos preços de componentes. Fabricantes buscam soluções que permitam manter preços competitivos sem eliminar funcionalidades essenciais. A expansão via microSD ganha força novamente, com bandejas que acomodam simultaneamente chips SIM físicos e cartões de memória externa.

Estratégias para conter o aumento de custos

A escassez de DRAM obriga as empresas a limitar configurações de memória em muitos modelos. Configurações com 8 GB de RAM tornam-se mais frequentes mesmo em aparelhos que antes ofereciam 12 GB ou mais. Em linhas de entrada, valores de 4 GB podem reaparecer para reduzir o peso dos componentes no custo total de produção.

O uso de estruturas em policarbonato ou plástico representa outra frente de economia. Esses materiais custam menos que alumínio ou vidros premium e ainda permitem acabamentos aceitáveis. Sensores de impressão digital ópticos de foco curto substituem opções ultrassônicas mais caras em alguns projetos.

Impacto nas especificações de memória

A combinação de 16 GB de RAM LPDDR5X com 1 TB de armazenamento UFS 4.1 já supera em 19% o preço de processadores topo de linha anteriores. Essa realidade acelera a busca por alternativas mais baratas em segmentos médios e de entrada. Desenvolvedores de aplicativos serão pressionados a otimizar código para rodar com menos memória disponível.

Detalhes sobre a bandeja híbrida

A volta da expansão por microSD ocorre por meio de bandejas híbridas que suportam dois SIMs e um cartão de memória ao mesmo tempo. Essa solução recupera uma funcionalidade popular em anos anteriores e atende usuários que precisam de mais espaço sem depender exclusivamente da nuvem. Modelos testados incluem essa configuração para mercados onde o armazenamento interno limitado ainda representa barreira.

Considerações sobre telas e design

Painéis de 90Hz com notch em gota reduzem o custo de fabricação em comparação com telas de 120Hz e recortes minimalistas. A diferença na fluidez permanece perceptível principalmente em tarefas leves, enquanto o consumo de bateria se mantém mais controlado. O design externo em plástico não compromete a resistência básica, embora reduza a sensação premium em comparação com materiais metálicos.

Fabricantes exploram todas essas vias para equilibrar o orçamento de produção. A alta nos custos de memória e armazenamento afeta diretamente a conta final dos aparelhos que chegam ao consumidor. Modelos com essas especificações simplificadas devem aparecer ao longo de 2026 em diversas regiões.

Alternativas em teste pelos fabricantes

Algumas marcas já iniciaram protótipos com essas características para avaliar aceitação do mercado. A otimização de software ganha importância maior, pois aplicativos precisam rodar de forma eficiente mesmo com quantidades reduzidas de RAM. Essa pressão pode levar a melhorias gerais na eficiência dos sistemas operacionais.

O cenário indica que o consumidor encontrará opções com designs e recursos que lembram aparelhos de anos anteriores. Ainda assim, o foco permanece na manutenção de preços acessíveis sem abrir mão de conectividade e desempenho básico. As mudanças refletem ajustes necessários diante da realidade atual de custos de componentes.

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