Mundo

Macacos japoneses exibem sintomas de rinite alérgica em parques do Japão

macaco japonês popular - X
macaco japonês popular - X

Os macacos-japoneses selvagens em diversas instalações de observação pelo Japão apresentam sintomas semelhantes aos da rinite alérgica humana. Os animais são vistos esfregando os olhos e o nariz com frequência, além de espirrarem repetidamente. Funcionários desses locais relatam o retorno dos sinais nesta temporada de pólen, o que coincide com o período de alta concentração de polens de cedro e cipreste na região.

Visitantes que acompanham os grupos de macacos notam o comportamento incomum, especialmente em parques onde os animais vivem em ambiente natural. Os responsáveis pedem que as pessoas observem os macacos com empatia e carinho durante as visitas.

Sintomas observados nos macacos selvagens

Funcionários de vários parques confirmam o aparecimento de espirros, coriza e coceira intensa nos olhos e nariz dos animais. Em alguns casos, os macacos apresentam olhos inchados que dificultam a visão.

Esses comportamentos se repetem ano após ano na mesma época, quando a liberação de pólen das árvores ao redor das montanhas aumenta significativamente. Os macacos não contam com medicamentos como os humanos, por isso os sintomas persistem até o fim da temporada.

Parques com maior registro de casos

No Jardim Zoológico Natural de Takasakiyama, em Oita, no sudoeste do Japão, cerca de 10% dos aproximadamente 760 macacos da montanha mostraram sinais de espirros e nariz escorrendo. Alguns animais começaram a exibir os sintomas já no final de fevereiro.

O Parque dos Macacos de Arashiyama, em Kyoto, e o Centro de Macacos da Ilha Awaji, em Sumoto, na província de Hyogo, também registraram casos semelhantes. Em Hyogo, alguns macacos sofreram com inchaço grave nos olhos.

O diretor do Centro de Macacos da Ilha Awaji, Toshikazu Nobuhara, relatou que os animais afetados mais intensamente mal conseguem abrir os olhos. Ele destacou que, diferentemente das pessoas, os macacos só podem aguardar o término do período de pólen.

  • Os sintomas incluem esfregar os olhos e o nariz com as patas.
  • Espirros frequentes são observados principalmente pela manhã.
  • A coriza aparece em diferentes graus entre os indivíduos do grupo.
  • O inchaço ocular pode durar vários dias em casos mais severos.

Causas ligadas ao ambiente natural

A proximidade das florestas de cedro e cipreste japonês, cujos polens são conhecidos por desencadear alergias em humanos, explica os sinais nos macacos. Esses animais vivem em habitats cercados por essas árvores, o que facilita a exposição constante ao pólen carregado pelo vento.

Estudos anteriores sobre macacos-japoneses já indicaram respostas imunológicas semelhantes às observadas em pessoas com polinose. A reação alérgica se manifesta de forma visível nos comportamentos de coceira e espirros.

Recomendações para observadores

As equipes dos parques orientam os visitantes a manterem distância adequada para não estressar os animais durante os episódios de desconforto. A observação deve ocorrer de maneira calma e respeitosa.

Profissionais que cuidam dos grupos monitoram os macacos diariamente para registrar a evolução dos sintomas. Não há tratamento específico disponível para os animais em ambiente selvagem.

Comparação com alergias em humanos

Os sinais exibidos pelos macacos seguem um padrão próximo ao da rinite alérgica sazonal que afeta muitas pessoas no Japão nesta época do ano. Tanto humanos quanto macacos reagem ao mesmo tipo de pólen presente no ar.

A diferença principal está na ausência de opções terapêuticas para os animais, que dependem exclusivamente da diminuição natural da concentração de pólen no ambiente.

Situação em outras regiões japonesas

Instalações em diferentes partes do país relatam o mesmo fenômeno, o que indica que o problema não se limita a uma única área geográfica. Os macacos selvagens em habitats montanhosos são os mais expostos.

Equipes de manejo continuam a acompanhar os grupos para garantir o bem-estar dos animais enquanto durar a temporada de pólen.

Os parques mantêm as atividades de observação abertas ao público, com ênfase na conscientização sobre o comportamento natural dos macacos durante esse período.

Detalhes adicionais sobre o monitoramento

Os funcionários registram os dias de maior intensidade dos sintomas para comparar com anos anteriores. Essa prática ajuda a entender melhor como o fenômeno se repete anualmente.

Visitantes que notam os macacos esfregando o rosto ou espirrando são incentivados a não interpretar os gestos como algo anormal, mas sim como uma reação sazonal comum na região.

To Top