Lionel Messi realizou o sonho de conquistar a Copa do Mundo com a Argentina. A seleção sul-americana venceu a França nos pênaltis por 4 a 2, após empate em 3 a 3 no tempo normal e na prorrogação, na final disputada em dezembro de 2022 no Estádio Lusail, no Catar. O capitão argentino marcou dois gols na partida decisiva e liderou a equipe ao terceiro título mundial do país, 36 anos após a conquista de 1986. A campanha incluiu superação desde a fase de grupos.
A Argentina chegou ao torneio como uma das favoritas, com uma sequência longa de jogos sem derrota. O técnico Lionel Scaloni comandou o time que contava com nomes como Julián Álvarez, Enzo Fernández e Ángel Di María ao lado de Messi. A torcida argentina marcou presença forte no Catar e acompanhou cada partida com grande expectativa.
A derrota surpreendente na estreia
A seleção estreou contra a Arábia Saudita no Grupo C. O jogo ocorreu no Estádio Lusail. Messi abriu o placar de pênalti aos 10 minutos do primeiro tempo. A Argentina dominava, mas sofreu a virada no segundo tempo com gols de Saleh Al-Shehri e Salem Al-Dawsari. O placar final foi 2 a 1 para os sauditas.
O resultado representou uma das maiores zebras da história das Copas. A Argentina viu a invencibilidade de 36 jogos chegar ao fim. Scaloni afirmou após a partida que o time precisava levantar a cabeça e seguir em frente. Messi reforçou a necessidade de união no elenco. A derrota deixou a equipe com obrigação de vencer as duas partidas restantes da fase de grupos para avançar.
A recuperação contra o México
A Argentina enfrentou o México na segunda rodada do grupo. O confronto também aconteceu em Lusail. As duas equipes ficaram empatadas sem gols até o meio do segundo tempo. Aos 64 minutos, Messi recebeu a bola no meio-campo, avançou e chutou de fora da área para abrir o placar.
Enzo Fernández marcou o segundo gol nos minutos finais e garantiu a vitória por 2 a 0. O resultado aliviou a pressão sobre o time. Messi declarou que o triunfo trouxe tranquilidade e devolveu o controle da situação. A vitória manteve vivas as chances de classificação e mostrou reação do elenco.
Na última partida da fase de grupos, a Argentina superou a Polônia por 2 a 0, com gols de Alexis Mac Allister e Julián Álvarez. A seleção terminou na liderança do Grupo C e avançou às oitavas de final.
- Messi marcou um gol de pênalti na estreia contra a Arábia Saudita
- Julián Álvarez e Enzo Fernández se destacaram nos jogos seguintes da fase de grupos
- A Argentina precisou vencer as duas últimas partidas do grupo após a derrota inicial
- Scaloni ajustou o time e manteve a confiança no capitão Messi
O confronto tenso contra a Holanda
Nas quartas de final, a Argentina eliminou a Holanda em um jogo marcado por emoção e incidentes. Nahuel Molina abriu o placar no primeiro tempo após assistência de Messi. O próprio Messi ampliou de pênalti aos 73 minutos.
Wout Weghorst marcou duas vezes para os holandeses, incluindo um gol nos acréscimos, e forçou a prorrogação. A disputa foi decidida nos pênaltis, com vitória da Argentina por 4 a 3. Após o jogo, houve troca de provocações entre os jogadores e com o técnico Louis van Gaal.
Messi respondeu às críticas recebidas antes da partida. O goleiro Emiliano Martínez também comentou as declarações do treinador holandês. A classificação levou a Argentina à semifinal contra a Croácia.
A vitória na semifinal e a final épica
A Argentina venceu a Croácia por 3 a 0 na semifinal, com atuação destacada de Messi. O time chegou à decisão contra a França, que defendia o título de 2018. A final entrou para a história como uma das mais emocionantes de todos os tempos.
Messi abriu o placar de pênalti aos 23 minutos. Ángel Di María ampliou aos 36 minutos em contra-ataque. A França reagiu no final do segundo tempo com dois gols rápidos de Kylian Mbappé, que empatou o jogo em 2 a 2. Na prorrogação, Messi marcou novamente aos 108 minutos, mas Mbappé igualou mais uma vez de pênalti aos 118 minutos, completando um hat-trick.
A decisão foi para os pênaltis. A Argentina venceu por 4 a 2. Gonzalo Montiel converteu a cobrança decisiva. Emiliano Martínez fez defesas importantes. Messi ergueu o troféu sob fogos de artifício no Estádio Lusail.
O momento do título e o legado
Messi caiu de joelhos após o pênalti final. Ele declarou que havia sonhado com aquele momento muitas vezes e que ainda não conseguia acreditar. Sergio Agüero, que não disputou o torneio por problema cardíaco, participou da festa no campo e carregou o amigo nos ombros.
A torcida argentina celebrou nas ruas do Catar e no país. A canção “Muchachos” ecoou durante todo o torneio e marcou as comemorações. A conquista encerrou um jejum de 36 anos sem título mundial para a Argentina.
A campanha mostrou superação após o susto inicial. O time de Scaloni uniu experiência e juventude. Messi, aos 35 anos na época, liderou o grupo e completou sua trajetória com o principal troféu que faltava.