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Delegação iraniana viaja a Islamabad para negociar com os EUA

Vice-presidente americano JD Vance
Vice-presidente americano JD Vance - Philip Yabut/ Shutterstock.com

Uma delegação do Irã deve chegar a Islamabad, capital do Paquistão, nesta terça-feira (21 de abril de 2026). O objetivo é retomar conversas com representantes dos Estados Unidos. O movimento acontece um dia antes do fim do cessar-fogo em vigor desde 8 de abril.

As informações vêm de reportagens publicadas nesta segunda-feira. Autoridades iranianas sinalizaram disposição para o diálogo após declarações iniciais de recusa. O vice-presidente americano JD Vance lidera a equipe dos Estados Unidos na reunião.

Delegação iraniana inclui presidente do Parlamento

Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, deve integrar a comitiva de Teerã. Ele já participou da rodada anterior de negociações, realizada em abril. Fontes indicam que a presença dele depende da confirmação da ida de Vance.

O Paquistão atua como mediador. Preparativos de segurança avançam na capital paquistanesa com mobilização de milhares de agentes. A reunião ocorre em meio a desconfiança acumulada entre as partes.

  • A delegação iraniana viaja na terça-feira (21.abr)
  • O vice-presidente JD Vance deve chegar no mesmo dia
  • Mohammad Bagher Ghalibaf participa pelo lado iraniano
  • O cessar-fogo expira na noite de quarta-feira (22.abr)
  • O estreito de Ormuz segue como ponto central de tensão

Cessar-fogo prestes a expirar após incidente no mar

O cessar-fogo entrou em vigor em 8 de abril e termina na noite de 22 de abril. No domingo (19 de abril), um contratorpedeiro dos Estados Unidos disparou contra um navio de carga iraniano. Teerã classificou o ato como pirataria e prometeu resposta.

O estreito de Ormuz concentra boa parte do tráfego global de petróleo e gás. Desde o início do conflito em 28 de fevereiro, os preços do petróleo acumularam alta de cerca de 33%. Qualquer interrupção na via marítima afetaria o suprimento mundial.

Bandeiras do Irã e dos Estados Unidos
Bandeiras do Irã e dos Estados Unidos -SofiaOlinescu/shuttestock.com

Presidente iraniano cita desconfiança histórica

Masoud Pezeshkian, presidente do Irã, reconheceu a existência de profunda desconfiança histórica entre os dois países. Ao mesmo tempo, ele defendeu que a continuidade da guerra não beneficia ninguém. A declaração ocorreu em momento de troca de ameaças recentes.

A rodada anterior de conversas terminou sem acordo. Autoridades iranianas mencionaram exigências consideradas irrealistas por parte dos Estados Unidos. O bloqueio a portos iranianos aparece como um dos obstáculos citados em fontes diplomáticas.

Contexto de tensão envolve bloqueio naval e preços do petróleo

O conflito atual começou em 28 de fevereiro de 2026. Nas últimas semanas, os países trocaram sinais contraditórios sobre o futuro do cessar-fogo. O Paquistão tenta facilitar o diálogo e já recebeu sinal positivo de Teerã, segundo fontes locais.

O presidente Donald Trump afirmou que o Irã poderia ter um futuro grande e próspero com mudanças de rumo. Ele também indicou que não tem pressa para encerrar o conflito sem termos satisfatórios. Analistas acompanham o impacto econômico do impasse no transporte marítimo.

O encontro em Islamabad representa mais uma tentativa de estabilizar a região. Nenhum detalhe sobre possíveis avanços foi divulgado até o momento. A situação permanece fluida nas vésperas do fim do cessar-fogo.

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