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Ex-meia Geovani, ícone do Vasco e do futebol capixaba, morre aos 62 anos em Vila Velha

Geovani (dir.) ao lado do presidente do Vasco, Pedrinho — Matheus Lima/Vasco
Geovani (dir.) ao lado do presidente do Vasco, Pedrinho — Matheus Lima/Vasco

Geovani Silva, ex-meia ídolo do Vasco da Gama e figura marcante do futebol capixaba, faleceu nesta segunda-feira (18/05/2026), aos 62 anos. O “Pequeno Príncipe” passou mal de forma repentina na madrugada. Ele foi socorrido para um hospital em Vila Velha, Espírito Santo, mas não resistiu aos esforços médicos. A notícia de seu falecimento abalou o mundo do esporte e causou grande comoção entre torcedores e colegas de profissão. Geovani deixa três filhos e um legado de técnica e paixão pelos gramados brasileiros.

Família comunica falecimento e planos para despedida

A família de Geovani utilizou as redes sociais do próprio ex-jogador para informar sobre a morte do ídolo vascaíno. Eles detalharam que o ex-meia “passou mal de forma repentina” e, apesar das tentativas de reanimação da equipe médica, não foi possível salvá-lo. O comunicado expressou a profunda tristeza e o abalo de todos diante da partida tão inesperada de Geovani.

Segundo os familiares, um culto de despedida seguido do sepultamento está previsto para esta terça-feira em Vila Velha, Espírito Santo. A cerimônia será uma oportunidade para que amigos, fãs e membros da comunidade esportiva prestem suas últimas homenagens. O local e horário exatos devem ser divulgados posteriormente para a imprensa e o público em geral. A memória do ex-atleta será lembrada por sua genialidade em campo.

Histórico de saúde marcou últimos anos do atleta

Geovani enfrentava uma série de questões de saúde nos últimos anos, que o afastaram parcialmente da vida pública e exigiram cuidados constantes. No fim de 2025, o ex-jogador ficou internado por cerca de 40 dias em Vitória, Espírito Santo, após sofrer duas paradas cardíacas. Esses problemas cardiológicos já haviam resultado em internações anteriores, como em 2022, indicando uma condição de saúde delicada e preocupante.

Além das complicações cardíacas, o “Pequeno Príncipe” também travou batalhas contra outras enfermidades significativas ao longo de sua vida. Em 2006, ele enfrentou um câncer na coluna vertebral, que demandou tratamento intensivo e recuperação prolongada. No mesmo período, foi diagnosticado com polineuropatia, uma condição que afeta os nervos periféricos e causou limitações motoras. Apesar dos desafios físicos, Geovani mantinha uma postura otimista e participava de atividades e homenagens sempre que possível, mostrando sua resiliência.

Em fevereiro deste ano, o Vasco da Gama promoveu uma homenagem ao seu ex-camisa 8 antes de um confronto pelo Campeonato Carioca, disputado em Cariacica-ES. Na ocasião, Geovani recebeu uma placa das mãos do presidente do clube, Pedrinho, seu amigo pessoal. “Fico feliz, né? Porque quando você é homenageado vivo é bem melhor. Tive problemas de saúde, pensei que não ia passar desse ano, mas passei e se eu estou vivo é pra comemorar”, disse ele na época, emocionado com o reconhecimento.

Brilho e conquistas na carreira do “Pequeno Príncipe”

A trajetória de Geovani no futebol foi marcada por talento e uma habilidade rara de conduzir a bola em campo. Seu estilo era frequentemente descrito como se “deslizasse” com a bola nos pés, com dribles elegantes e uma visão de jogo excepcional que o destacavam. Esse desempenho chamou a atenção da elite do futebol brasileiro desde seus primeiros passos nas categorias de base.

O ex-meia iniciou sua carreira na Desportiva Ferroviária, de Cariacica, no Espírito Santo, onde logo demonstrou seu potencial. Em 1980, ainda com 17 anos, ele conquistou o Campeonato Estadual com a equipe, um prenúncio de uma carreira promissora. Sua ascensão foi rápida, e em pouco tempo ele estaria vestindo a camisa de um dos maiores clubes do país.

Em 1982, Geovani chegou ao Vasco da Gama, clube onde se eternizaria e receberia o famoso apelido de “Pequeno Príncipe”, em referência ao clássico livro de Antoine de Saint-Exupéry. Sua passagem pelo cruz-maltino foi dividida em três períodos distintos, cada um com sua relevância para a história do clube:

  • Primeira passagem: 1982 a 1989
  • Segunda passagem: 1991 a 1993
  • Terceira passagem: 2005 (breve retorno)

A primeira etapa no Vasco foi a mais marcante de sua carreira, consolidando-o como um dos maiores ídolos da história do time carioca. Ele encantou a torcida com seu futebol arte e contribuiu para diversas campanhas de destaque, consolidando seu status de craque. Sua presença em campo era sinônimo de criatividade e jogadas imprevisíveis, tornando cada partida uma experiência única para os espectadores.

Legado eterno nos gramados e corações capixabas

O impacto de Geovani no futebol extrapolou as quatro linhas, deixando um legado duradouro para as novas gerações. Sua figura tornou-se um símbolo de perseverança e amor pelo esporte, especialmente no Espírito Santo. Ele inspirou muitos jovens a perseguir seus sonhos no futebol, mostrando que era possível alcançar o topo vindo de um estado com menor projeção nacional.

Mesmo com os problemas de saúde que o acompanharam nos últimos anos, Geovani manteve-se conectado ao mundo do futebol. Suas aparições em eventos e homenagens eram sempre muito aguardadas e celebradas por torcedores de todas as idades. A memória de Geovani Silva, o “Pequeno Príncipe”, continuará viva na história do Vasco da Gama e no coração de todos os amantes do futebol capixaba.

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