A Fifa divulgou a lista completa de árbitros para a Copa do Mundo 2026. O Brasil aparece como o país mais representado no quadro de oficiais. Ao todo, nove profissionais brasileiros foram selecionados para atuar no torneio que reúne 48 seleções.
Raphael Claus e Wilton Pereira Sampaio retornam após participarem da edição de 2022 no Catar. Ramon Abatti Abel ganha a primeira oportunidade em um Mundial. O grupo ainda inclui seis assistentes e um integrante do VAR.
Seleção brasileira forma maior delegação de arbitragem
A Confederação Brasileira de Futebol confirmou a relação em abril. Os três árbitros principais vêm de diferentes estados. Raphael Claus representa São Paulo. Ramon Abatti Abel chega de Santa Catarina. Wilton Pereira Sampaio atua por Goiás.
Os assistentes completam a equipe nacional. Bruno Boschillia é do Paraná. Bruno Pires representa Goiás. Danilo Manis vem de São Paulo. Rodrigo Figueiredo chega do Rio de Janeiro. Rafael Alves é gaúcho. Rodolpho Toski Marques fecha o grupo pelo Paraná e atuará no vídeo.
A presença recorde reflete o crescimento do futebol brasileiro na arbitragem internacional. Os nomes acumulam experiência em competições da Fifa e em torneios nacionais de alto nível.
- Raphael Claus (SP) – árbitro
- Ramon Abatti Abel (SC) – árbitro
- Wilton Pereira Sampaio (GO) – árbitro
- Bruno Boschillia (PR) – assistente
- Bruno Pires (GO) – assistente
- Danilo Manis (SP) – assistente
- Rodrigo Figueiredo (RJ) – assistente
- Rafael Alves (RS) – assistente
- Rodolpho Toski Marques (PR) – VAR
Fifa amplia quadro para edição com mais jogos
O torneio ampliado exige mais profissionais. A Fifa selecionou 52 árbitros, 88 assistentes e 30 de vídeo. O total chega a 170 oficiais. O número supera em 41 a relação da Copa de 2022.
Os escolhidos representam 50 associações nacionais distribuídas pelas seis confederações. A UEFA lidera com 18 árbitros. A AFC aparece em seguida com 11. A Conmebol conta com forte presença sul-americana.
O processo de escolha começou com uma lista preliminar em 2023. A Fifa monitorou o desempenho de cada candidato em jogos internacionais e nacionais. Os aprovados participaram de seminários preparatórios e atuaram em competições teste.
Mulheres marcam presença pela segunda vez consecutiva
A arbitragem feminina avança no principal torneio masculino. Tori Penso, dos Estados Unidos, e Katia Itzel Garcia, do México, foram convocadas como árbitras centrais. Elas seguem o marco estabelecido no Catar.
Outras mulheres integram o grupo como assistentes. O total de profissionais femininas chega a seis. A medida reforça o investimento da Fifa no desenvolvimento da arbitragem mista.
Estreantes representam novos países no Mundial
Cinco árbitros vão comandar jogos de Copa do Mundo pela primeira vez em seus países. Omar Abdulkadir Artan, da Somália, Pierre Atcho, do Gabão, Dahane Beida, da Mauritânia, Adham Makhadmeh, da Jordânia, e Hector Said Martinez, de Honduras, integram a lista.
Esses nomes simbolizam a expansão geográfica da arbitragem. A Fifa busca equilibrar experiência com renovação. Pierluigi Collina, chefe de arbitragem da entidade, destacou o apoio oferecido aos oficiais.
Os profissionais recebem preparação física, médica e psicológica. O objetivo é chegar prontos para as demandas do torneio que começa em junho. As designações para cada partida ainda não foram anunciadas.
Preparação concentra esforços em Miami
Os árbitros se apresentam em Miami a partir do fim de maio. O local serve como base para treinamentos finais antes do início da competição. Equipes de preparadores físicos e especialistas em saúde mental acompanham o grupo.
O Brasil entra com confiança renovada. Os nove convocados representam o maior contingente nacional da história em Copas. A expectativa é de atuações consistentes ao longo das 104 partidas previstas.
O torneio promete testar os limites da arbitragem moderna. Tecnologia VAR, comunicação constante e decisões rápidas definem o padrão atual. Os brasileiros carregam a responsabilidade de manter o alto nível demonstrado em edições anteriores.