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Polícia investiga série de estelionatos de mulher que fingiu ter 12 anos e viveu como filha adotiva em Joinville

Amanda Maria Souza de Oliveira - Reprodução
Amanda Maria Souza de Oliveira - Reprodução

Na terça-feira passada, dia 2 de junho, uma mulher de 37 anos foi identificada após se passar por uma criança de 12 em Joinville, Santa Catarina. Amanda Maria Souza de Oliveira aplicava o golpe há pelo menos 15 anos, segundo as investigações da Polícia Civil, em até sete estados.

Nesta segunda-feira, dia 8, um grupo de oração do Paraná reconheceu Amanda, o que levou a polícia a reabrir uma investigação de 2022. Segundo o grupo, ela teria se apresentado como uma jovem de 13 anos com câncer terminal e obtido dinheiro deles em 2021.

Quem é Amanda Maria Souza de Oliveira

Amanda Maria Souza de Oliveira tem 37 anos. A Justiça de Santa Catarina decretou sua prisão preventiva na última quarta-feira, dia 3, após investigação da Polícia Civil por estelionato e falsa identidade.

Em Joinville, ela se apresentava como Gabriele e contava ter fugido do Pará por sofrer maus-tratos. De acordo com a polícia, na verdade ela é natural do Ceará.

Amanda Maria Souza de Oliveira
Amanda Maria Souza de Oliveira – Arquivo Pessoal

Qual foi o caso que trouxe os crimes à tona

Amanda passou os últimos 14 meses com uma família de Joinville fingindo ser uma criança de 12 anos. Segundo a polícia, ela adotava comportamentos infantilizados, como usar mamadeiras, chupetas e até uma fragrância específica para dormir.

Ela conheceu a família por meio de um pastor de igreja local. Inicialmente, disse ter 18 anos e experiência em panificação, buscando emprego. Depois, mudou a versão para 11 anos, alegando ser vítima de abusos e ter fugido de casa.

A denúncia da família só surgiu no fim de maio. Uma tia que não acreditava na história pesquisou na internet, encontrou caso parecido no Rio de Janeiro e alertou o pai adotivo.

Como ela convencia suas vítimas de que era menor de idade

O modus operandi de Amanda era consistente: apresentava-se como menor em situação de vulnerabilidade ou, no máximo, com 18 anos, dizendo ter fugido de casa por abusos.

Em 2021, conseguiu ficar em abrigo para menores após enganar autoridades. O golpe foi descoberto após perícia. No mesmo ano, em Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul, ela foi presa preventivamente por estelionato, saindo em junho de 2022.

No caso de Joinville, chegou a ter festa de aniversário para celebrar o suposto 12º ano de vida. A mãe “adotiva” pagou tratamento com canetas emagrecedoras para ela.

Quantas vezes ela aplicou o golpe

Amanda Maria Souza de Oliveira confessou ter aplicado o golpe em outros sete estados ao longo dos últimos 15 anos: Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Ceará e Rio Grande do Norte.

Em 2010, foi hospitalizada em Natal com agulhas na região do abdômen, afirmando ter apenas 13 anos. Na época, o delegado Luiz Lucena afirmou que ela havia feito o mesmo em Fortaleza.

Caso mais recente: grupo de oração no Paraná

Nesta segunda-feira, a Polícia Civil do Paraná reabriu investigação de 2022 após grupo de oração reconhecer Amanda Maria.

Nesse caso, ela teria se passado por “Emily”, adolescente de 13 anos com câncer terminal. Uma das vítimas chegou a tatuar o nome falso no punho.

De acordo com relatos, ela se aproximou do grupo durante a pandemia, via reuniões online, pedindo orações pela própria morte. Depois, desenvolveu a história dizendo precisar de transplante de medula, que a mãe havia morrido e que sofria agressões do pai, que teria se matado.

A fraude veio à tona quando ela pediu dinheiro. Ao checarem hospitais citados, não encontraram registros. Uma integrante pressionou para falar com a suposta tia que era a própria Amanda e ela acabou admitindo ser adulta.

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