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Estoques de petróleo caminham para mínima histórica segundo relatório da EIA

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petróleo - pan demin/Shutterstock.com

Os estoques de petróleo das maiores economias do mundo seguem rumo aos patamares mais baixos desde pelo menos 2003, com a redução em ritmo acelerado por causa da interrupção na produção decorrente do conflito com o Irã, informou a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA) nesta terça-feira (9).

Os estoques totais de petróleo dos países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) devem cair para pouco menos de 2,3 bilhões de barris até dezembro, de acordo com a EIA. A projeção leva em conta o cenário atual em que o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz dificilmente voltará aos níveis anteriores ao conflito antes do começo de 2027.

De acordo com a agência, os estoques da OCDE não alcançavam um nível tão baixo desde o início da série histórica da EIA, em 2003. A informação consta do relatório mensal Short-Term Energy Outlook (Perspectivas Energéticas de Curto Prazo).

A diminuição acelerada dos estoques, necessária para compensar a perda de 11 milhões de barris por dia (bpd) na produção do Oriente Médio, abre caminho para uma forte alta nos preços do petróleo nos próximos meses, destacou a agência.

Relatos recentes de que Estados Unidos e Irã estariam próximos de um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz, rota estratégica que responde por cerca de 20% dos embarques globais de petróleo, pressionaram os preços para baixo nas últimas semanas.

“Até o momento da publicação deste relatório, o acordo ainda não havia sido finalizado. Grande parte da produção de petróleo da região continua interrompida, e os estoques globais seguem em queda para atender à demanda”, afirmou a EIA.

Segundo a agência, o preço do petróleo Brent, referência global, deve ficar em torno de US$ 105 por barril em junho e julho no mercado à vista (spot), bem acima dos US$ 91,60 por barril registrados no mercado futuro nesta terça-feira.

“Devido à magnitude da redução dos estoques globais, projetamos que os preços do petróleo permanecerão elevados até que os fluxos globais retornem aos níveis normais e os estoques sejam recompostos”, acrescentou a agência.

Queda da demanda global

A EIA também afirmou que os altos preços do petróleo, a menor disponibilidade de combustíveis e as iniciativas governamentais voltadas à conservação de energia vão levar a uma queda da demanda global por petróleo neste ano, a primeira desde a retração provocada pela pandemia em 2020.

Agora, a agência prevê uma redução da demanda global de 1,1 milhão de barris por dia em 2026, revertendo sua projeção anterior de aumento de 200 mil barris por dia.

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