Salvador Plasencia, um dos médicos condenados pela participação na morte do ator Matthew Perry, apresentou um pedido considerado inusitado para revisar a sentença de 30 meses de prisão que recebeu.
De acordo com documentos judiciais recentes obtidos pelo TMZ, o Dr. Plasencia solicita a anulação da pena ao alegar que atuou como traficante de drogas, e não como médico, ao vender cetamina ao ator famoso.
Caso o pedido seja aceito pela Justiça, o caso do médico retornaria à fase inicial e sua participação na morte seria avaliada de forma diferente. Ele sustenta que o júri anterior o puniu de modo injusto justamente por considerar o abuso da posição de confiança de um profissional da saúde.
No recurso, Plasencia defende que o ator o procurou especificamente como um fornecedor confiável de cetamina, sem buscar tratamento médico legítimo. Com isso, ele argumenta que não deveria ser julgado como médico, mas como um traficante de drogas comum.
Plasencia contesta ainda outros pontos da sentença, que ele considera mais severa em comparação com a de outros réus. Entre as críticas estão o que seus advogados chamam de dupla contagem indevida relacionada a alegações de que ele alterou registros durante a investigação. Para ilustrar a diferença, os réus Erik Fleming e Mark Chavez receberam, respectivamente, 24 meses de detenção e três anos e oito meses de prisão domiciliar com liberdade supervisionada.
Além dos três médicos, Jasveen Sangha — conhecida como ‘Rainha da Cetamina’ — e Kenneth Iwamasa, assistente pessoal de Perry, também foram condenados por envolvimento na morte do ator. A mulher recebeu pena de 15 anos de prisão, enquanto o assistente foi sentenciado a 41 meses de detenção.